terça-feira, 14 de julho de 2015
INVENTAR, por Tádzio Nanan
Inventar a vida, com intrepidez e criatividade
Para aliviar o peso do passar das horas na consciência.
Inventar a verdade com as mentiras da religião, da ciência,
Para a dúvida não nos furtar a tranquilidade.
Inventar deus, na aflitiva busca por sentido,
Para que tudo seja explicado, e o caos aplacado.
Inventar cristo, inventar o amor, inventar o cuidado
Para o coração selvagem chorar, condoído.
Inventar o livre-arbítrio para se destacar à natureza:
O sonho da autodeterminação, da vontade soberana.
Inventar a razão para se opor à percepção que engana;
Para que a chama do progresso continue acesa.
Inventar a utopia para alimentar a crença no futuro,
Para manter os homens unidos pelo ideal da salvação.
Inventar a paz para conflitos que nunca terão solução;
Inventar a sabedoria para se opor ao nosso lado escuro.
Inventar a civilização para que um por cento de nós enriqueça.
Inventar a normalidade para a maioria sossegadamente oprimir.
Inventar a felicidade pra gente casar, ter filho, laborar, consumir.
Inventar a esperança para que o desespero jamais prevaleça.
domingo, 5 de julho de 2015
ANTAGONISMOS(?), por Tádzio Nanan
O sonho alimenta a alma; com as cores da esperança pincela o futuro. O braço alimenta o corpo; de sol a sol, edifica o presente.
A razão segue decifrando o sentido das coisas. Já a emoção inventa outros sentidos: Deus, utopia, felicidade, arte, superação; ideias que nos mantêm ativos e resilientes.
O sábio em mim -estranhamente- não quer traduzir o Mistério, quer suavemente deslizar em suas ondas; o tolo em mim, ingênuo passageiro das horas, andarilho sem destino, anseia o riso fácil, a conversa despretensiosa, o existir sem regras ou resultados; não quer saber do Mistério: quer cama e mesa.
O instinto recorda-me de meus pressupostos biológicos, do sistema operacional que faz rodar minha máquina orgânica; já a cultura em mim é o refinamento do projeto humano, imaginado por nosso coração oceânico e nossa inteligência infatigável.
O ego em mim sou eu centro do universo, alienado em minha dor e alegria, concentrando tudo em si: black hole sentimental e pensante. O desapego em mim é a gente do mundo pulsando em meu peito, povoando minha mente; é o Nazareno a convocar-me para a revolucionária missão do Amor.
O corpo: ponte e abismo; encontro e saudade. A alma: sonho(vão?) de perfeição moral na Terra e bem-aventurança no Céu.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
O MELHOR DO MUNDO, por Tádzio Nanan
A paz é a construção social mais desejada
Para os filhos da Terra: justiça e oportunidade
Que as diferenças se coadunem numa unidade
E com ética prossigamos nossa jornada
A beleza cativa a alma, encanta o coração:
O pensamento, a natureza, a arte, o amor...
Vencer na vida ou enfrentá-la como for...
O silêncio impávido, a mais sentida oração...
A bondade presta vital socorro ao semelhante
Intimorata, ergue-se para defender o oprimido
Só descansa quando o mal já definhou esquecido
E o infortúnio fica um pouco mais distante
O sonho da experiência pessoal é a sabedoria
A boa vida, a saúde, o discernimento, a temperança...
Ir envelhecendo com a fé e a alegria de uma criança...
Alçados à outra esfera, fruir plenamente o dia
Para os filhos da Terra: justiça e oportunidade
Que as diferenças se coadunem numa unidade
E com ética prossigamos nossa jornada
A beleza cativa a alma, encanta o coração:
O pensamento, a natureza, a arte, o amor...
Vencer na vida ou enfrentá-la como for...
O silêncio impávido, a mais sentida oração...
A bondade presta vital socorro ao semelhante
Intimorata, ergue-se para defender o oprimido
Só descansa quando o mal já definhou esquecido
E o infortúnio fica um pouco mais distante
O sonho da experiência pessoal é a sabedoria
A boa vida, a saúde, o discernimento, a temperança...
Ir envelhecendo com a fé e a alegria de uma criança...
Alçados à outra esfera, fruir plenamente o dia
sábado, 20 de junho de 2015
SENSAÇÕES, por Tádzio Nanan
Revolto mar de sensações: o retrato da vida!
Volúveis sensações, que irrompem e desaparecem;
Que nos confundem, atordoam, enlouquecem;
E trazem à tona toda sorte de dor esquecida!
Sob o jugo das sensações vive o humano!
É, a cada dia, por novas impressões provocado;
É, por uma vasta gama de emoções, assaltado;
E mal diferencia a realidade do engano!
Governado por sensações conflitantes,
Debato-me como peixe fora d´água e fico sozinho;
Afasto-me do antigo e promissor caminho;
Não sou nem sombra do que era antes!
Sensações enchendo, transbordando a inteligência...
A cada instante, vejo tudo sob um diferente prisma!
A cada instante, uma nova revolução, um novo cisma!
A cada instante, um brinde oferecido à incoerência...
Sensações enchendo, transbordando o coração...
É tão urgente e tão difícil traduzir o que se sente!
É tanto amor e tanto ódio atravessando a gente!
Almas cativas da sentimental confusão...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
SUCCUBUS, por Tádzio Nanan
Esta mulher quem é que me assedia em visões?
Ela existe, é real, ou delírio da minha mente?
Será minha amada imortal ou maligno ente
Que através dos tempos sorve a força vital dos varões?
É imagem fixa aonde quer que pouse os olhares.
Sinto sua corporeidade se materializando no ar.
É também as sombras que se infiltram em meu lar.
Demônio implacável, sempre em meus calcanhares!
Irresistível, resplandece no horizonte do meu desejo.
Vem faminta, determinada a alcançar seu objetivo:
Roubar-me o entusiasmo, o elã que me faz vivo;
Despedaçar meu coração, cravar-me seu fatal beijo!
Alta madrugada, sai da treva, e me devora, consome.
Vou a pique, num misto de prazer e agonia, êxtase e estupor...
A vampira envolve sua presa com a armadilha do amor,
Depois se lambuza de sangue pois infernal é sua fome!
Ela existe, é real, ou delírio da minha mente?
Será minha amada imortal ou maligno ente
Que através dos tempos sorve a força vital dos varões?
É imagem fixa aonde quer que pouse os olhares.
Sinto sua corporeidade se materializando no ar.
É também as sombras que se infiltram em meu lar.
Demônio implacável, sempre em meus calcanhares!
Irresistível, resplandece no horizonte do meu desejo.
Vem faminta, determinada a alcançar seu objetivo:
Roubar-me o entusiasmo, o elã que me faz vivo;
Despedaçar meu coração, cravar-me seu fatal beijo!
Alta madrugada, sai da treva, e me devora, consome.
Vou a pique, num misto de prazer e agonia, êxtase e estupor...
A vampira envolve sua presa com a armadilha do amor,
Depois se lambuza de sangue pois infernal é sua fome!
sexta-feira, 5 de junho de 2015
EXTREMOS, por Tádzio Nanan
Oscilo entre o desespero e a esperança
Pelo amor e pela morte ferozmente disputado
Não tenho par definido nesta dança
Nem script que prediga o resultado...
Oscilo entre a atitude e a resignação
Em um exasperador movimento pendular
Atado ao seio desta contradição
Que não me faz ir nem me faz ficar...
Oscilo entre o sonho e a realidade
Oscilo entre a sensatez e a paixão
Oscilo entre a presença e a saudade
Oscilo entre o olvido e a ambição...
Oscilo entre o desejo e a sabedoria
Mas amiúde os momentos confundo
E acabo ficando sem paz ou alegria
Sem gozo ou entendimento profundo...
Oscilo entre a ideologia e o niilismo
Metade do tempo, creio; noutra metade, duvido
Esta fissura é meu particular cataclismo
Que me alucina, mas que não afasto ou divido...
Oscilo entre Deus e o acaso
Oscilo entre a humanidade e a solitude
Oscilo entre o profundo e o raso
Oscilo entre a arte e o ataúde...
Oscilo entre a treva e a luz
No espelho, vejo eu e meu oposto
Vejo aquele que morreu na cruz
E a sombra do mal em meu rosto...
Pelo amor e pela morte ferozmente disputado
Não tenho par definido nesta dança
Nem script que prediga o resultado...
Oscilo entre a atitude e a resignação
Em um exasperador movimento pendular
Atado ao seio desta contradição
Que não me faz ir nem me faz ficar...
Oscilo entre o sonho e a realidade
Oscilo entre a sensatez e a paixão
Oscilo entre a presença e a saudade
Oscilo entre o olvido e a ambição...
Oscilo entre o desejo e a sabedoria
Mas amiúde os momentos confundo
E acabo ficando sem paz ou alegria
Sem gozo ou entendimento profundo...
Oscilo entre a ideologia e o niilismo
Metade do tempo, creio; noutra metade, duvido
Esta fissura é meu particular cataclismo
Que me alucina, mas que não afasto ou divido...
Oscilo entre Deus e o acaso
Oscilo entre a humanidade e a solitude
Oscilo entre o profundo e o raso
Oscilo entre a arte e o ataúde...
Oscilo entre a treva e a luz
No espelho, vejo eu e meu oposto
Vejo aquele que morreu na cruz
E a sombra do mal em meu rosto...
sexta-feira, 29 de maio de 2015
ARMISTÍCIO, por Tádzio Nanan
Enfim, eu e a vida assinamos o tão esperado armistício, após décadas de visceral estranhamento, de incompreensão e ressentimentos recíprocos. Agora, seguimos na mesma direção (até uma nova encruzilhada fazer com que optemos, outra vez, por caminhos diversos...). Ambos nos transformamos, evoluímos, aprendemos a ceder para saudavelmente conviver, mas sempre mantendo nossas identidades profundas. Restabelecida a parceria, caminhamos nesta promissora estrada rumo ao futuro. Agora a vida é uma força benigna, que me impele adiante. Eu também me tornei uma força benigna na vida, e cultivo a generosidade com ações e palavras.
Antes, eu e a vida estivemos, quase sempre, em desacordo. Eu era arrogante, vaidoso, imaturo; ela era exígua, mesquinha, cruel. Tentávamos nos impor, nos sobrepor um ao outro. Eu não a compreendia bem, esperava dela coisas que ela não me podia oferecer; ela alimentava preconceitos e desconfianças em relação a mim, injustamente. Isto ocorreu porque temos convicções fortemente arraigadas, e muitas delas não se coadunam, na verdade, se chocam, irradiando energia potencialmente devastadora, energia esta que eu soube inteligentemente canalizar para fins profícuos e benfazejos.
Vivenciando tanto tempo este conflito acabei aprendendo algo importante, embora contraintuitivo: nem sempre estar em oposição à vida significa murchar ou padecer. Às vezes, ocorre o inverso: nesse embate existencial entre a personalidade de um e a realidade de todos, mergulhamos mais fundo em nós mesmos para descobrirmos quem realmente somos, o que realmente queremos, o quanto podemos; rompemos com estruturas petrificadas, superamos pensamentos antiquados; inconformados, imaginamos novas formas de estar no mundo; acostumamo-nos à condições de vida mais austeras; tornamo-nos mais sensíveis às revoluções que acontecem em nosso íntimo e àquelas que acontecem ao nosso redor. Foi quando estive em oposição à vida que me inventei os sonhos mais lindos e sempre em oposição à vida os mimei e alimentei para agora os ver frutificar, cheios de glória.
Às vezes, estar em demasiada sintonia com a vida, receber suas bênçãos e afagos, pode nos desviar do caminho almejado, corromper nossos ideais, amolecer nossos músculos, enfraquecer nosso caráter, pode fazer com que fiquemos satisfeitos demais, sossegados demais, apaziguados demais, quando o assombro, a dúvida, o desassossego são peças fundamentais para a tarefa de produzirmos nossa história tal como realmente a queremos (e é fundamental que o façamos)!
Antes, eu e a vida estivemos, quase sempre, em desacordo. Eu era arrogante, vaidoso, imaturo; ela era exígua, mesquinha, cruel. Tentávamos nos impor, nos sobrepor um ao outro. Eu não a compreendia bem, esperava dela coisas que ela não me podia oferecer; ela alimentava preconceitos e desconfianças em relação a mim, injustamente. Isto ocorreu porque temos convicções fortemente arraigadas, e muitas delas não se coadunam, na verdade, se chocam, irradiando energia potencialmente devastadora, energia esta que eu soube inteligentemente canalizar para fins profícuos e benfazejos.
Vivenciando tanto tempo este conflito acabei aprendendo algo importante, embora contraintuitivo: nem sempre estar em oposição à vida significa murchar ou padecer. Às vezes, ocorre o inverso: nesse embate existencial entre a personalidade de um e a realidade de todos, mergulhamos mais fundo em nós mesmos para descobrirmos quem realmente somos, o que realmente queremos, o quanto podemos; rompemos com estruturas petrificadas, superamos pensamentos antiquados; inconformados, imaginamos novas formas de estar no mundo; acostumamo-nos à condições de vida mais austeras; tornamo-nos mais sensíveis às revoluções que acontecem em nosso íntimo e àquelas que acontecem ao nosso redor. Foi quando estive em oposição à vida que me inventei os sonhos mais lindos e sempre em oposição à vida os mimei e alimentei para agora os ver frutificar, cheios de glória.
Às vezes, estar em demasiada sintonia com a vida, receber suas bênçãos e afagos, pode nos desviar do caminho almejado, corromper nossos ideais, amolecer nossos músculos, enfraquecer nosso caráter, pode fazer com que fiquemos satisfeitos demais, sossegados demais, apaziguados demais, quando o assombro, a dúvida, o desassossego são peças fundamentais para a tarefa de produzirmos nossa história tal como realmente a queremos (e é fundamental que o façamos)!
domingo, 10 de maio de 2015
CALMARIA, por Tádzio Nanan
Inesperada -e bem-vinda- calmaria...
Já quase esqueço das tempestades que me fizeram companhia anos a fio e alimentaram cotidianamente meu desassossego.
Estranhas sensações florescem em mim agora: apaziguamento, entendimento, satisfação! Eu que tenho vivido limitado às ruínas de um conflito emocional que semeou confusão e perplexidade em minha vida.
Súbito, as tormentosas vagas da dúvida desembocam num plácido lago, e minha alma se serena. Antigas feridas cicatrizam. Longevas dores são aposentadas. Meus pensamentos amanhecem, iluminam-se. Meus olhos voltam a mirar o céu, esperançosamente.
É uma paz selada entre minhas facções. Aquele embate íntimo perde sentido, é esvaziado em suas causas, não encontra mais razão de existir. Como se finalmente eu me conquistasse por inteiro, fincasse bandeira em cada parte do meu ser, dominasse meus demônios, expulsasse para longe os odiosos exércitos da minha metade negra, do meu anjo contrário.
As fantasmagóricas sombras do passado não me amedrontam mais. Pus o passado no limbo da memória, enterrei-o em auspiciosa e festiva cerimônia. Agora só cultivo as boas lembranças, que me impelem ao futuro. Por muito tempo o passado regeu minha existência, me torturou, me prolongou as noites, mas agora ele não me alcança, o que o fez definhar, pois não se nutre mais da minha alma, da minha carne, do meu sangue.
Devido a esta revolução pessoal (o advento da supracitada calmaria), não me reconheço mais nas palavras dantes escritas, ou nos sonhos de outrora. Aquela personagem desapareceu na cinza das horas, submergiu no mar do tempo, perdeu-se na insignificância das coisas superadas. Tornei-me outro, renasci. Transfiguração repentina mas profunda. Irreversível?
Agora, o mundo se revela -encantador e instigante- ante meus olhos... Quantas formas, cores, sons, caminhos, possibilidades! Ele sempre esteve lá, mas as brumas da dor e do medo o escondiam de mim -e pensar que quase me resignei, quase o renunciei!
Beleza insuperável: o despertar de longa, exaustiva e invernal ausência...
Já quase esqueço das tempestades que me fizeram companhia anos a fio e alimentaram cotidianamente meu desassossego.
Estranhas sensações florescem em mim agora: apaziguamento, entendimento, satisfação! Eu que tenho vivido limitado às ruínas de um conflito emocional que semeou confusão e perplexidade em minha vida.
Súbito, as tormentosas vagas da dúvida desembocam num plácido lago, e minha alma se serena. Antigas feridas cicatrizam. Longevas dores são aposentadas. Meus pensamentos amanhecem, iluminam-se. Meus olhos voltam a mirar o céu, esperançosamente.
É uma paz selada entre minhas facções. Aquele embate íntimo perde sentido, é esvaziado em suas causas, não encontra mais razão de existir. Como se finalmente eu me conquistasse por inteiro, fincasse bandeira em cada parte do meu ser, dominasse meus demônios, expulsasse para longe os odiosos exércitos da minha metade negra, do meu anjo contrário.
As fantasmagóricas sombras do passado não me amedrontam mais. Pus o passado no limbo da memória, enterrei-o em auspiciosa e festiva cerimônia. Agora só cultivo as boas lembranças, que me impelem ao futuro. Por muito tempo o passado regeu minha existência, me torturou, me prolongou as noites, mas agora ele não me alcança, o que o fez definhar, pois não se nutre mais da minha alma, da minha carne, do meu sangue.
Devido a esta revolução pessoal (o advento da supracitada calmaria), não me reconheço mais nas palavras dantes escritas, ou nos sonhos de outrora. Aquela personagem desapareceu na cinza das horas, submergiu no mar do tempo, perdeu-se na insignificância das coisas superadas. Tornei-me outro, renasci. Transfiguração repentina mas profunda. Irreversível?
Agora, o mundo se revela -encantador e instigante- ante meus olhos... Quantas formas, cores, sons, caminhos, possibilidades! Ele sempre esteve lá, mas as brumas da dor e do medo o escondiam de mim -e pensar que quase me resignei, quase o renunciei!
Beleza insuperável: o despertar de longa, exaustiva e invernal ausência...
domingo, 8 de março de 2015
BREVE E SINGELA HOMENAGEM NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, por Tádzio Nanan
Mulher, persevera na luta que teu sonho ainda vai se tornar realidade: vais poder aprender e amar, ser e estar no mundo com liberdade!
Persevera na luta que tua luz ainda vai brilhar de forma intensa e incontida. E ela nos servirá de norte na caminhada da vida!
Mulher, tua sensibilidade vai pavimentar a estrada do nosso porvir. E com teu digno exemplo também os homens aprenderão a servir!
Tua coragem é para nossas almas alimento vital. E, juntos, combateremos a odiosa e nefasta influência do mal!
Mulher, tua sabedoria ainda vai governar a humanidade e espargir luz em todo canto. E um mundo mais feminino é lar repleto de equidade e encanto!
Mulher, feita de amor, pelo amor, para o amor. Ajudarás a sanar nossas chagas. E nunca mais nos afogaremos em tenebrosas vagas!
Teus passos nos mostrarão o caminho para uma nova história, dias de mais justiça e amor. Os homens de bem te saúdam e caminham a teu lado rumo a tempos de invividas glória e esplendor!
Persevera na luta que tua luz ainda vai brilhar de forma intensa e incontida. E ela nos servirá de norte na caminhada da vida!
Mulher, tua sensibilidade vai pavimentar a estrada do nosso porvir. E com teu digno exemplo também os homens aprenderão a servir!
Tua coragem é para nossas almas alimento vital. E, juntos, combateremos a odiosa e nefasta influência do mal!
Mulher, tua sabedoria ainda vai governar a humanidade e espargir luz em todo canto. E um mundo mais feminino é lar repleto de equidade e encanto!
Mulher, feita de amor, pelo amor, para o amor. Ajudarás a sanar nossas chagas. E nunca mais nos afogaremos em tenebrosas vagas!
Teus passos nos mostrarão o caminho para uma nova história, dias de mais justiça e amor. Os homens de bem te saúdam e caminham a teu lado rumo a tempos de invividas glória e esplendor!
domingo, 1 de março de 2015
NATUREZA, por Tádzio Nanan
Minha natureza criativa
As coisas redefinindo
Tudo é devir, nada é findo
Assim, permanece viva
Minha natureza curiosa
Quer mistérios desvendar
Quer a profundidade do mar
Para descansar orgulhosa
Minha natureza poética
Busca beleza e harmonia
Transforma a dor em alegria
Segundo sua norma estética
Minha natureza sonhadora
Quer mudar tudo sem fazer nada
Ainda acredita em contos de fada
Está em missão civilizadora
Minha natureza resiliente
Se é traída, perdoa; se cai, não quebra
É fluida como água e dura como pedra
É polimórfica e renitente
Minha natureza contraditória
Faz, desfaz; diz, desdiz
É venturosa e infeliz
Refém da confusão sensória
Minha natureza contemplativa
Considera mas não age
Não se levanta ou reage
Recolhe-se a si, meditativa
Minha natureza crepuscular
Anoitecendo precocemente
Esclerosada e demente
Sem combater ou amar
Minha natureza descansada
Está satisfeita com o que tem
Haveres? Pode viver sem
Sua meta é ficar sossegada
Minha natureza outonal
Caindo de cima das horas
Esperando por ti que demoras
Presa a uma existência banal
As coisas redefinindo
Tudo é devir, nada é findo
Assim, permanece viva
Minha natureza curiosa
Quer mistérios desvendar
Quer a profundidade do mar
Para descansar orgulhosa
Minha natureza poética
Busca beleza e harmonia
Transforma a dor em alegria
Segundo sua norma estética
Minha natureza sonhadora
Quer mudar tudo sem fazer nada
Ainda acredita em contos de fada
Está em missão civilizadora
Minha natureza resiliente
Se é traída, perdoa; se cai, não quebra
É fluida como água e dura como pedra
É polimórfica e renitente
Minha natureza contraditória
Faz, desfaz; diz, desdiz
É venturosa e infeliz
Refém da confusão sensória
Minha natureza contemplativa
Considera mas não age
Não se levanta ou reage
Recolhe-se a si, meditativa
Minha natureza crepuscular
Anoitecendo precocemente
Esclerosada e demente
Sem combater ou amar
Minha natureza descansada
Está satisfeita com o que tem
Haveres? Pode viver sem
Sua meta é ficar sossegada
Minha natureza outonal
Caindo de cima das horas
Esperando por ti que demoras
Presa a uma existência banal
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
PALAVRA, por Tádzio Nanan
A palavra planta sentimentos:
Amores, ódios, esperanças, desilusões...
A vasta gama das nossas emoções
A palavra espalha pelos ventos!
A palavra é cheia de ambiguidade,
Pois dúbio o coração que a produz.
Espalha trevas, espalha luz,
Canta o ódio, canta a saudade!
A palavra: do homem a tradução cabal.
Revela todo nosso drama, toda nossa glória;
O que há de hediondo e sublime em nossa história;
Revela um ser dividido entre o bem e o mal!
A palavra pode revelar-se força maldita
E em nossos corações sombras espalhar.
Pode neles semear mil razões para odiar,
Enchendo nossas vidas de desdita!
A palavra tem o poder de produzir a morte
Quando alia-se às trevas, ao sórdido, ao odioso.
Pode corromper tudo o que for virtuoso,
A serviço dos que tem o ódio como norte!
Mas também enche o mundo de felicidade.
Alimenta, salva, resgata, ressuscita.
A feitos magnânimos nos incita,
Como o sonho da universal fraternidade!
Mas também enche o mundo de beleza.
É primavera que nos colore a alma,
É carinho no coração que nos acalma,
É a luz da razão em nós acesa!
Tu, emissor de significados, cuida da palavra.
Escolhe-a com generosidade, com zelo e amor.
Não faz uso dela quando refém do rancor.
Torna a paz o doce fruto da tua lavra!
domingo, 22 de fevereiro de 2015
OXÍMOROS III, por Tádzio Nanan
abcdef_g_hijklmnopqrstuvwxyz
abcd_e_fghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklm_n_opqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abc_d_efghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefghijklmnopqrs_t_uvwxyz
_a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
*
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
m_nopqrstuvwxyzabcdefghijkl
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
d_efghijklmnopqrstuvwxyzabc
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
e_fghijklmnopqrstuvwxyzabcd
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
p_qrstuvwxyzabcdefghijklmno
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
l_mnopqrstuvwxyzabcdefghijk
h_ijklmnopqrstuvwxyzabcdefg
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
f_ghijklmnopqrstuvwxyzabcde
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
abcd_e_fghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklm_n_opqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abc_d_efghijklmnopqrstuvwxyz
abcdefgh_i_jklmnopqrstuvwxyz
abcdefghijklmn_o_pqrstuvwxyz
abcdefghijklmnopqrs_t_uvwxyz
_a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
*
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
m_nopqrstuvwxyzabcdefghijkl
i_jklmnopqrstuvwxyzabcdefgh
d_efghijklmnopqrstuvwxyzabc
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
e_fghijklmnopqrstuvwxyzabcd
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
p_qrstuvwxyzabcdefghijklmno
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
l_mnopqrstuvwxyzabcdefghijk
h_ijklmnopqrstuvwxyzabcdefg
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
f_ghijklmnopqrstuvwxyzabcde
a_bcdefghijklmnopqrstuvwxyz
t_uvwxyzabcdefghijklmnopqrs
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
s_tuvwxyzabcdefghijklmnopqr
o_pqrstuvwxyzabcdefghijklmn
sábado, 21 de fevereiro de 2015
OXÍMOROS II, por Tádzio Nanan
A
A
DA
ZA
NDA
EZA
ONDA
LEZA
IONDA
ELEZA
DIONDA
BELEZA
BELEZA
EDIONDA
HEDIONDA
HEDIONDA BELEZA
*
O
L
TO
EL
NTO
VEL
ENTO
ÍVEL
MENTO
ZÍVEL
IMENTO
AZÍVEL
RIMENTO
RAZÍVEL
FRIMENTO
PRAZÍVEL
OFRIMENTO
APRAZÍVEL
SOFRIMENTO
SOFRIMENTO APRAZÍVEL
MEDITAÇÃO, por Tádzio Nanan
O homem caindo vertiginosamente no abismo das próprias contradições.
Ódios e desigualdades a nos tornar dessemelhantes.
Olhamos uns para os outros e ficamos perplexos: o que será isto? De onde será que isto veio? O que será que isto quer?
Olhamo-nos no espelho e sequer nos reconhecemos mais, tão apartados que estamos da nossa forma essencial, tão deformados que estamos pela doentia ideologia da civilização do poder e do dinheiro.
Nossos medos e frustrações nos afastam mais e mais uns dos outros. Nossa raiva e ignorância nos separam mais e mais uns dos outros. E de tão separados é como se vivêssemos em mundos diferentes, ou mesmo opostos.
A religião, a economia, a política deveriam nos unir, mas só nos dividem. E precisamos delas para resolver nossos problemas comuns. Mas talvez tenhamos de reformulá-las, fazê-las funcionar de uma outra maneira, mais racional, democrática, transparente e ética.
A tecnologia, válvula de escape hodierna, é o parque de diversão de um homem egocêntrico e alienado, vidrado em algo que é parte insignificante, enquanto esquece o todo complexo e fundamental.
O que pode o gesto contra tiros e explosões?
O que pode a palavra entre surdos e brutos?
O que pode a delicadeza na civilização da força?
Não podemos concertar sem antes consertar nossas mentes e corações, nossas ideias e ideais, nossas democracias e economias.
Em meio ao caos instalado, o refúgio mais frequente é orar a um deus idiota ou comprar compulsivamente, desavergonhadamente (aqueles que podem), mas isto nada resolve. Nem para os que se dedicam a tal falaciosa tarefa, nem para o restante de nós.
Então é isso o que nos tornamos: covardes tentando nos esconder enquanto a noite se alastra e cai sobre a Terra?
Tudo está contra nós: a economia (o 1% mais rico já possui mais da metade da riqueza do mundo); a política (corrompida em sua relação espúria com o poder econômico); o clima (dois graus, ou mais, de aumento da temperatura média da Terra).
A ação é urgente, pois o homem chora, mortalmente ferido (refém de uma guerra fratricida).
Aonde isto vai parar? No agora. Paralisa, impotência, desespero, o caos no qual estamos submergidos.
Será que você começa a perceber que o modelo de civilização que criamos não atende à paz, à justiça, à sustentabilidade, à comunhão universal?
Será que você começa a perceber que é preciso sonhar com mais, ir além do que já foi feito e pensado?
A utopia talvez não existe, já a distopia... Dê uma olhada a sua volta: ela é coletiva, universal! Precisava ser desta forma? Não! Tenho certeza que existem outros caminhos a trilhar. Mas é preciso ter coragem.
Hora de reflexão e silêncio!
Ódios e desigualdades a nos tornar dessemelhantes.
Olhamos uns para os outros e ficamos perplexos: o que será isto? De onde será que isto veio? O que será que isto quer?
Olhamo-nos no espelho e sequer nos reconhecemos mais, tão apartados que estamos da nossa forma essencial, tão deformados que estamos pela doentia ideologia da civilização do poder e do dinheiro.
Nossos medos e frustrações nos afastam mais e mais uns dos outros. Nossa raiva e ignorância nos separam mais e mais uns dos outros. E de tão separados é como se vivêssemos em mundos diferentes, ou mesmo opostos.
A religião, a economia, a política deveriam nos unir, mas só nos dividem. E precisamos delas para resolver nossos problemas comuns. Mas talvez tenhamos de reformulá-las, fazê-las funcionar de uma outra maneira, mais racional, democrática, transparente e ética.
A tecnologia, válvula de escape hodierna, é o parque de diversão de um homem egocêntrico e alienado, vidrado em algo que é parte insignificante, enquanto esquece o todo complexo e fundamental.
O que pode o gesto contra tiros e explosões?
O que pode a palavra entre surdos e brutos?
O que pode a delicadeza na civilização da força?
Não podemos concertar sem antes consertar nossas mentes e corações, nossas ideias e ideais, nossas democracias e economias.
Em meio ao caos instalado, o refúgio mais frequente é orar a um deus idiota ou comprar compulsivamente, desavergonhadamente (aqueles que podem), mas isto nada resolve. Nem para os que se dedicam a tal falaciosa tarefa, nem para o restante de nós.
Então é isso o que nos tornamos: covardes tentando nos esconder enquanto a noite se alastra e cai sobre a Terra?
Tudo está contra nós: a economia (o 1% mais rico já possui mais da metade da riqueza do mundo); a política (corrompida em sua relação espúria com o poder econômico); o clima (dois graus, ou mais, de aumento da temperatura média da Terra).
A ação é urgente, pois o homem chora, mortalmente ferido (refém de uma guerra fratricida).
Aonde isto vai parar? No agora. Paralisa, impotência, desespero, o caos no qual estamos submergidos.
Será que você começa a perceber que o modelo de civilização que criamos não atende à paz, à justiça, à sustentabilidade, à comunhão universal?
Será que você começa a perceber que é preciso sonhar com mais, ir além do que já foi feito e pensado?
A utopia talvez não existe, já a distopia... Dê uma olhada a sua volta: ela é coletiva, universal! Precisava ser desta forma? Não! Tenho certeza que existem outros caminhos a trilhar. Mas é preciso ter coragem.
Hora de reflexão e silêncio!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
OXÍMOROS, por Tádzio Nanan
TPEARCRIOFRIISSTTAA
TEARCRIOFRIISSTTAA
P
TERCRIOFRIISSTTAA
PA
TERRIOFRIISSTTAA
PAC
TERROFRIISSTTAA
PACI
TERRORIISSTTAA
PACIF
TERRORISSTTAA
PACIFI
TERRORISTTAA
PACIFIS
TERRORISTAA
PACIFIST
TERRORISTA
PACIFISTA
*
EDXETMROECMRIASTTAA
EXETMROECMRIASTTAA
D
EXTMROECMRIASTTAA
DE
EXTROECMRIASTTAA
DEM
EXTRECMRIASTTAA
DEMO
EXTREMRIASTTAA
DEMOC
EXTREMIASTTAA
DEMOCR
EXTREMISTTAA
DEMOCRA
EXTREMISTAA
DEMOCRAT
EXTREMISTA
DEMOCRATAdomingo, 15 de fevereiro de 2015
RELAÇÃO, por Tádzio Nanan
Encher-te-ei de ósculos
Pois tua a alma atrás destes óculos
Encher-te-ei de abraços
E só seguirei teus passos
Encher-te-ei de calor
Com a sede do meu amor
Encher-te-ei de poesia
No raiar de outro dia
Encher-te-ei de luz
E nem lembrarás da cruz
Encher-te-ei o coração
No altar da adoração
E...
Matar-te-ei de tédio
Com a constância do meu assédio
Matar-te-ei de pena
Ao aprontar uma cena
Matar-te-ei de loucura
Ao te deixar insegura
Matar-te-ei de medo
Ao te tornar meu brinquedo
Matar-te-ei de dor
Quando descobrires quem sou
Matar-te-ei de drama
Quando eu deitar noutra cama!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
EU NO MUNDO, O MUNDO EM MIM, por Tádzio Nanan
1)EU NO MUNDO
Reflito sobre eu no mundo
Entre nós abismo se abriu
Um distanciamento profundo,
Irreversível nos atingiu
Solitária é minha jornada
Sem glória, sem arrebatamento
Às vezes, os dias não trazem nada
Só mais um pouco de esquecimento
Silenciosamente, cumpro minha sorte
Nada ouço (nada me dizem!), nada digo
Todo esse silêncio se parece com a morte
No entanto, sublimando a dor, prossigo
Medrosamente pelo mundo passo
Sem alçar voo, sem acreditar no sonho
Tudo o que queria fazer, não faço
E de tempo já nem disponho
(...)
*
2)O MUNDO EM MIM
Reflito sobre o mundo em mim
Meu motivo, minha paixão
Toda manhã digo-lhe sim
E entrego-lhe meu coração
Seus fatos repercutem em minha mente
Cataclismos de ódio, vendavais de amor
Arde em mim o que cada homem sente
Gargalho sua alegria, pranteio sua dor
Arrebata-me a alma sua deslumbrante beleza
É tanta ousadia, inteligência, imaginação
É tanta luz concentrada, tanta delicadeza
Esteja na natureza ou na civilização
Sua complexidade me entontece
Mas persistentemente tento decifrá-lo
Vejo e ouço tudo o que nele acontece
E nem por um instante deixo de amá-lo!
Reflito sobre eu no mundo
Entre nós abismo se abriu
Um distanciamento profundo,
Irreversível nos atingiu
Solitária é minha jornada
Sem glória, sem arrebatamento
Às vezes, os dias não trazem nada
Só mais um pouco de esquecimento
Silenciosamente, cumpro minha sorte
Nada ouço (nada me dizem!), nada digo
Todo esse silêncio se parece com a morte
No entanto, sublimando a dor, prossigo
Medrosamente pelo mundo passo
Sem alçar voo, sem acreditar no sonho
Tudo o que queria fazer, não faço
E de tempo já nem disponho
(...)
*
2)O MUNDO EM MIM
Reflito sobre o mundo em mim
Meu motivo, minha paixão
Toda manhã digo-lhe sim
E entrego-lhe meu coração
Seus fatos repercutem em minha mente
Cataclismos de ódio, vendavais de amor
Arde em mim o que cada homem sente
Gargalho sua alegria, pranteio sua dor
Arrebata-me a alma sua deslumbrante beleza
É tanta ousadia, inteligência, imaginação
É tanta luz concentrada, tanta delicadeza
Esteja na natureza ou na civilização
Sua complexidade me entontece
Mas persistentemente tento decifrá-lo
Vejo e ouço tudo o que nele acontece
E nem por um instante deixo de amá-lo!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
A VIAJANTE - DEDICADO A CAROLINA NANAN, por Tádzio Nanan
A viajante irradia luz como a capital francesa
A todos encanta com sua sabedoria e beleza
A viajante é cosmopolita como a capital teutônica
Versada em filosofia e línguas, é uma figura icônica
A viajante tem a perenidade da histórica Roma
É eterna em nossos corações, a quem a gente mais ama
A viajante é altiva como a mediterrânea capital catalã
Pois conhece seus méritos, a briosa Ana Carolina Nanan
Traz em si todo o charme e sabedoria do velho mundo
Como ele, possui ideais e sentimentos profundos
Ela pertence àquelas praças, museus, àquela efervescente atmosfera
E eles também sempre estiveram destinados a ela
Ela pertence àquela magia, ao sonho de união na diversidade
E enquanto ela viaja na história ficamos cá chorando a saudade
A viajante já é parte da paisagem europeia, poética e erudita (assim como ela)
E com seu sorriso torna a paisagem de lá ainda mais bonita!
domingo, 8 de fevereiro de 2015
ANEDOTA NIILISTA, por Tádzio Nanan
Andava procurando desesperadamente pela Verdade quando me deparei com Deus. Aceitei-O sem questionamentos, tomei-O como a um remédio. Fui feliz neste casamento imaginário até me dar conta de que a Verdade não poderia ser algo tão opaco, silente, incognoscível. A Verdade tem de ser reluzente como um dia ensolarado, barulhenta como as cidades, autoexplicativa como um beijo na boca.
Então recomecei minha busca. Desta vez, deparei-me com a ciência. Mas a Verdade não poderia ser algo tão evanescente, fugaz. Sem falar que a ciência explica mas não traduz, trata dos comos mas não dos porquês. Fica faltando o sentido das coisas, que é o que nos interessa emocionalmente falando.
Uma nova busca, um novo achado: a filosofia. Não... Hermética e pretensiosa!
E quanto à beleza? Mesquinha, competitiva, superficial...
E quanto ao amor? Alienado, egoísta, tendencioso...
O bem? A Verdade não poderia ser algo que não é comum a todos os homens.
O real, a realidade? Algo que cada um interpreta de uma forma peculiar e sempre diferente não pode ser a Verdade...
Então a sabedoria deve ser! Mas a sabedoria despreza erros e desejos, ignorando que eles são a força motriz da existência humana...
Até que intui que a Verdade (com V maiúsculo) não existe. Palavrinha de sentido nebuloso cuja missão é transtornar nossa inteligência, torturar nossas emoções. Vetusta ideia espalhando confusão e desentendimentos entre os humanos, já tão propensos a elas.
Desde então, muito me interessam as verdades com v minúsculo, as pequenas verdades, como, por exemplo, as deliciosas mentiras que perpetramos uns contra os outros cotidianamente (tão bem contadas que, às vezes, nós mesmos acreditamos nelas!)...
Então recomecei minha busca. Desta vez, deparei-me com a ciência. Mas a Verdade não poderia ser algo tão evanescente, fugaz. Sem falar que a ciência explica mas não traduz, trata dos comos mas não dos porquês. Fica faltando o sentido das coisas, que é o que nos interessa emocionalmente falando.
Uma nova busca, um novo achado: a filosofia. Não... Hermética e pretensiosa!
E quanto à beleza? Mesquinha, competitiva, superficial...
E quanto ao amor? Alienado, egoísta, tendencioso...
O bem? A Verdade não poderia ser algo que não é comum a todos os homens.
O real, a realidade? Algo que cada um interpreta de uma forma peculiar e sempre diferente não pode ser a Verdade...
Então a sabedoria deve ser! Mas a sabedoria despreza erros e desejos, ignorando que eles são a força motriz da existência humana...
Até que intui que a Verdade (com V maiúsculo) não existe. Palavrinha de sentido nebuloso cuja missão é transtornar nossa inteligência, torturar nossas emoções. Vetusta ideia espalhando confusão e desentendimentos entre os humanos, já tão propensos a elas.
Desde então, muito me interessam as verdades com v minúsculo, as pequenas verdades, como, por exemplo, as deliciosas mentiras que perpetramos uns contra os outros cotidianamente (tão bem contadas que, às vezes, nós mesmos acreditamos nelas!)...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
DO NOT GO THERE... OR GO!, por Tádzio Nanan
I strongly believe in my ideals, but, darling, my ideals are skepticism, addiction and sin. In other words, I strongly believe in disobedience!
I strongly believe in my feelings, but, darling, my feelings are wild and dangerous. In other words, I strongly believe in chaos!
I strongly believe in my heart, but, darling, my heart is promiscuous and unfaithful. In other words, I strongly believe in licentiousness!
I strongly believe in my mind, but, darling, my mind creates the truths I believe. Forget me! Try an ordinary guy!
I strongly believe in my soul, but, darling, my soul is very deep and you do not have wings to a soft landing! So take my advice: do not go there, you can lose yourself on this journey!
You better believe me... Or not!
I strongly believe in my feelings, but, darling, my feelings are wild and dangerous. In other words, I strongly believe in chaos!
I strongly believe in my heart, but, darling, my heart is promiscuous and unfaithful. In other words, I strongly believe in licentiousness!
I strongly believe in my mind, but, darling, my mind creates the truths I believe. Forget me! Try an ordinary guy!
I strongly believe in my soul, but, darling, my soul is very deep and you do not have wings to a soft landing! So take my advice: do not go there, you can lose yourself on this journey!
You better believe me... Or not!
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