É fundamental pensar no que você acredita; mas é fundamental também acreditar no que você pensa
Tádzio Nanan
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Prefere enunciar um argumento teu que papaguear cem argumentos alheios
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 28 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Qualquer jovem sabe que é preciso mudar o mundo; qualquer velho sabe que isso não é possível
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 27 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A necessidade de se obter reconhecimento por um trabalho bem feito é natural ao ser humano; mas o desejo por aclamação e glória é mais uma patologia da espetacularização da vida humana
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 26 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Quase tudo em nós humanos é condicionamento biológico, psicológico e social; livre-arbítrio é um desses conceitos que inventamos para elevar nossa auto-estima
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 25 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Se amar fosse fácil, Deus não precisaria ter enviado o Salvador com a missão de nos ensinar o amor
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 24 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Pensar é sempre um ato marcial; novos pensamentos são novos focos de guerrilha
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os preconceitos são mais poderosos do que a gente pensa; eles definem quem somos e quem são os outros, onde estamos e onde estão os outros; e definir estas duas coisas (quem somos e onde estamos) é fundamental na vida de qualquer indivíduo; às vezes, definimos a vida por oposição
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 21 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Existem aqueles que amam a Deus, mas não amam ao Homem; existem aqueles que amam ao Homem, mas não amam a Deus
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 20 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Vamos parar com a hipocrisia: podemos agir eticamente, sem Deus; e podemos agir imoralmente, com Ele!
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 19 de junho de 2010
Paradoxo impõe-se à mente esclarecida...
Paradoxo impõe-se à mente esclarecida:
Afligi-se, insatisfeita, porque mais almeja
A inépcia aceita entanto contra o que peleja
Cabal só o Mistério, que admira embevecida
Dá pela escassez dos meios que anseia
E que lhe embarga lida, estro, potência
Mas o que pode acalma-lhe a consciência
- um sopro leva a primavera e a semeia!
Percepção contraditória latente no pensador
Em sua busca irrefreável (gáudio e perdição):
Esforço ambicioso e humílimo louvor...
Castigo de Tântalo que assume em louvação:
Geômetra do Tempo-Espaço, agradeço a ânsia
E os óbices que me impões com tal constância!
Tádzio Nanan
Afligi-se, insatisfeita, porque mais almeja
A inépcia aceita entanto contra o que peleja
Cabal só o Mistério, que admira embevecida
Dá pela escassez dos meios que anseia
E que lhe embarga lida, estro, potência
Mas o que pode acalma-lhe a consciência
- um sopro leva a primavera e a semeia!
Percepção contraditória latente no pensador
Em sua busca irrefreável (gáudio e perdição):
Esforço ambicioso e humílimo louvor...
Castigo de Tântalo que assume em louvação:
Geômetra do Tempo-Espaço, agradeço a ânsia
E os óbices que me impões com tal constância!
Tádzio Nanan
sexta-feira, 18 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Fim ao instituto da herança; se a vida é uma corrida (ainda que não o devesse ser), todos temos de largar do mesmo ponto de partida (e cada um chega aonde puder/quiser chegar)
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 17 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Há pessoas que viajam para aprender coisas novas; e há pessoas que, aprendendo coisas novas, viajam
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 16 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O fundamental não é viajarmos o mundo; o fundamental é o mundo viajar conosco
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Já percebeste que a fogueira das vaidades é mais ardente nos estratos mais baixos da inteligência?
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Ao contrário do que pensam otimistas e ingênuos, a razão também está apta a servir ao Mal
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 11 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A primeira coisa que a razão deve admitir é que há limites para a razão
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 10 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Tem gente que aperfeiçoa o corpo e tem gente que aperfeiçoa a inteligência; mas prefere o que aperfeiçoa o caráter
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 9 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Há os homens de pensamento; há os homens de ação; mas prefere os homens de valor
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 8 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
É impossível existir um sábio tagarela: todas as verdades do mundo não preenchem 24 horas
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 7 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Deus criou o mundo em seis dias; o homem, muito mais poderoso - e tolo!, pode destruí-lo em seis segundos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 6 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Quem somos? Não somos eles...
De onde viemos? Não viemos de lá...
O que viemos fazer aqui? Provavelmente, o mesmo que eles estão fazendo por lá...
Tádzio Nanan
De onde viemos? Não viemos de lá...
O que viemos fazer aqui? Provavelmente, o mesmo que eles estão fazendo por lá...
Tádzio Nanan
sábado, 5 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O mínimo que se pode exiguir de um teórico é que viva concorde sua teoria
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 4 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Há homens que querem se ligar a Deus; há outros que querem se ligar à natureza; outros ainda, ao restante dos homens; mas a maioria tem preferido mesmo é ficar "ligado", simplesmente...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 3 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os medíocres sonham com a glória, mas a glória dos medíocres é mesquinha
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 2 de junho de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Tudo que as pessoas querem é estabilidade; mas nem a crosta terrestre é estável...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 1 de junho de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Sonha! Mas se não conseguires realizar teus sonhos, ajuda os outros a realizar os deles
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 31 de maio de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
As pessoas mentem diariamente; e, na maior parte das vezes, para si mesmas...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 30 de maio de 2010
LA PIETÀ

Castigado, a Verdade expirando no colo da Virtude
Ressurgirá, entanto: promessa aos corações fatigados
Ele, o santo caminho (a miséria não mais nos aturde)
Inexpugnável refúgio dos sofredores e desgarrados
Paz eterna: suas essências, a suave brisa da infinitude
Serenando inúteis fogueiras, paixões, ideais conspurcados
Reencontro inefável: mãe e filho na imortal quietude
Dos que engendrados na Luz foram à Luz consagrados
Sentimento inexcedível levando-nos à celestial altitude
Onde quedamos em êxtase com seus semblantes mitigados
Tão puros que nenhuma visão do mal jamais nos ilude
Maria, perpétuo e fúlgido dia de verões abençoados
Acalentando nosso intemerato sol; que Ele nos ajude
A plantar e colher virtudes, sonhar e viver irmanados
Tádzio Nanan

Detalhe
PENSAMENTO DO DIA:
Se a posse de dinheiro medisse os homens, o Nazareno, por exemplo, valeria infinitamente pouco; enquanto seus algozes (Pilatos, Herodes), infinitamente muito!!
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 29 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A aventura humana é desventura para uns e bem-aventurança para outros
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O robô é uma máquina construída pela tecnologia humana; o corpo humano é uma máquina construída pela tecnologia da natureza
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O maior paradoxo universal: o ser humano, pérola do universo, não passa de rebotalho para seu próximo
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 23 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O mundo não pára; exatamente por isso devemos parar: parando podemos refletir sobre ele
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 22 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
SOBRE DEUSES E HOMENS...
*Deus se fez homem, no corpo do Cristo; dois mil anos depois, o Homem torna-se Deus, criando vida sintética!!
*Deus criou a vida; a evolução da vida produziu a inteligência humana; doravante, a inteligência humana pretende criar uma nova evolução, e novas vidas, e, destarte, divinizar-se a si mesma!!
Tádzio Nanan
*Deus se fez homem, no corpo do Cristo; dois mil anos depois, o Homem torna-se Deus, criando vida sintética!!
*Deus criou a vida; a evolução da vida produziu a inteligência humana; doravante, a inteligência humana pretende criar uma nova evolução, e novas vidas, e, destarte, divinizar-se a si mesma!!
Tádzio Nanan
sexta-feira, 21 de maio de 2010
PARA LAÍS AYRES BARREIRA
Mulher, mater generosa, abraça e acolhe
Rega com cuidado o jardim que concebeu
Com o ardor azul do bem amado. Escute, olhe:
Em torno são tantos; genes iguais, ele, você e eu...
Com sapiência, aguarda que o pomar floresça
Em cada ser, seu ritmo próprio, singular caminho...
É preciso desenvolver asas antes de deixar o ninho
Ela sabe e sonha: que as promessas sejam, aconteçam
Porto de águas profundas, libertadoras
Vanguarda e luta, nunca palavra fria
Do sal da lágrima faz beleza e alegria
Cristal hoje transluzindo verdades vindouras
Passeia, levita, mergulha universo vida e arte:
Drummond, Vinícius, o painel feliniano
Os sertões d’Euclides, Rosa, Luciano...
Para lutar e aprender nunca a hora é tarde
No remanso, na torrente, é sempre mão amiga
Dela nunca se ouvirá um não empedernido
De tudo fará para que o bem comum prossiga
E o porvir seja melhor que o tempo ido
Tádzio Nanan
Rega com cuidado o jardim que concebeu
Com o ardor azul do bem amado. Escute, olhe:
Em torno são tantos; genes iguais, ele, você e eu...
Com sapiência, aguarda que o pomar floresça
Em cada ser, seu ritmo próprio, singular caminho...
É preciso desenvolver asas antes de deixar o ninho
Ela sabe e sonha: que as promessas sejam, aconteçam
Porto de águas profundas, libertadoras
Vanguarda e luta, nunca palavra fria
Do sal da lágrima faz beleza e alegria
Cristal hoje transluzindo verdades vindouras
Passeia, levita, mergulha universo vida e arte:
Drummond, Vinícius, o painel feliniano
Os sertões d’Euclides, Rosa, Luciano...
Para lutar e aprender nunca a hora é tarde
No remanso, na torrente, é sempre mão amiga
Dela nunca se ouvirá um não empedernido
De tudo fará para que o bem comum prossiga
E o porvir seja melhor que o tempo ido
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Uma característica dos fracos é rir dos outros; uma característica dos fortes é rir de si mesmo
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 20 de maio de 2010
MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS parte 4
Qualquer sociedade (e por que não a própria civilização humana?) deveria questionar-se acerca de alguns tópicos fundamentais:
Como queremos viver?
Como podemos viver?
Como devemos viver?
Sem entrar no mérito específico de cada uma destas perguntas, se as ignorarmos, não debatendo sobre elas, viveremos guiados por forças cegas (a cupidez da plutocracia nacional e transnacional, de conseqüências amplamente nefastas), sem autonomia, independência e longe do que seria uma existência ótima, a mais sustentável, saudável e feliz. Urge entender que uma sociedade a mais produtiva, no sentido de que gera o maior valor agregado na produção de bens e serviços, não necessariamente é a mais sustentável, saudável ou feliz, até porque riqueza material não é o único requisito relevante na vida de um individuo ou na história de uma sociedade. Ou alguém estaria disposto a abrir mão da sua saúde, seus amigos e família, sua felicidade e bem-estar para simplesmente ter acesso a mais bens de consumo, sobretudo quando a maioria desses bens afigura-se supérfluos ou totalmente inúteis (desejamo-los mais por ostentação e vaidade do que por real necessidade)? O paradigma produtivista/economicista (este de supervalorizar a riqueza material) tem-se mostrado na prática altamente ineficiente para, por exemplo, o propósito de nos tornar mais saudáveis e felizes (para confirmar isso, basta ler recentes pesquisas comprovando que não obstante os maiores níveis de riqueza das economias as sociedades avaliam seu bem-estar subjetivo na mesma magnitude que há 50 ou 60 anos, quando eram economicamente muito mais pobres; também os altíssimos índices de doenças, inclusive as mentais, como a depressão, os um milhão de suicídios/ano, a obesidade, o estresse, os altos índices de homicídios, o consumo abusivo de drogas – lícitas e ilícitas, e medicamentos, comprovam que as duas pernas do colosso Capital, trabalho e consumo, são na verdade pernas de barro; as alienações no campo do trabalho e do consumo cobram um preço caro em termos de saúde física e mental. E em nosso voluntário condicionamento enxergamos riqueza como simplesmente riqueza material, acúmulo de bens. Mas, e a riqueza intelectual, artística, moral, espiritual? E a riqueza infinita de ser livres e auto-determinados? E a riqueza inefável de vivermos concordes nossas próprias metas e sonhos? Também é argumento periclitante afirmar que somos mais livres que no passado, ou mais iguais (igualdade em termos de oportunidades e direitos, entenda-se bem), já que o ser humano é cada vez mais dependente de forças que não controla, de processos que não compreende, de trabalhos extenuantes, alienantes, mal-remunerados, refém de sociedades cada vez mais injustas e desiguais (a desigualdade tem crescido entre regiões, entre países e dentro dos países; a desigualdade aumentou mesmo entre os países da OCDE, os mais ricos e desenvolvidos do mundo), refém das contradições do atual modelo socioeconômico, como o desemprego estrutural/tecnológico e o aquecimento global (as nações mais ricas e as classes abastadas do mundo inteiro poluem o meio-ambiente, com seus hábitos de consumo perdulários, extremamente egoístas - parecem crianças mal-educadas, que querem tudo o que vêem - enquanto a conta é paga, sobretudo, pelos mais pobres e os de maior vulnerabilidade sócio-econômica).
Outras perguntas relevantes que sociedades e civilizações se devem fazer:
O que produzir (em termos de bens e serviços ofertados às pessoas)?
Como produzir?
Quanto produzir?
Quem vai produzir?
Para quem se vai produzir?
A que custo social, econômico e ambiental?
São perguntas eminentemente de cunho econômico, mas importantes demais para apenas economistas responderem. Devem ser amplamente debatidas por toda a sociedade e os distintos grupos existentes nela. Ao economista cabe um papel técnico: após o debate público, deve ajudá-la a atingir de forma ótima os fins a que a sociedade se propôs. Isto sim configuraria uma sociedade realmente livre e democrática, auto-dirigida, autoconsciente, distante do fetichismo, da alienação, do desperdício, do abuso do poder político e econômico. Diametralmente distinto do que ocorre com as regras vigentes: milhares de decisões individuais (de produtores e consumidores) descentralizadas e caóticas, supostamente harmonizadas por uma mão invisível, que levaria as sociedades humanas e suas economias subjacentes a produzir e ofertar eficientemente (sem desperdício de recursos) tudo de que necessitam em termos de bens e serviços. Isto é claramente uma ideologia! Acaso a fome de um bilhão de pessoas e a pobreza de mais de dois bilhões de indivíduos humanos são resultados eficientes? Acaso altas taxas de desemprego e subemprego são eficientes? Acaso é eficiente a poluição/degradação do meio-ambiente e seu arrasador corolário: o aquecimento global? Acaso é eficiente a absolutamente desigual distribuição de ativos econômicos, a concentração da renda, riqueza, poder, direitos, oportunidades, propriedades? Chama-se eficiência quando a maioria dos bens e serviços produzidos pela economia mundial, como alimentos, entretenimento, educação, saúde, energia, medicamentos, bens de consumo duráveis, commodities, são consumidos por uma minoria de privilegiados, apesar dos recursos naturais utilizados serem de todos, inclusive a mão-de-obra; e quando as violentas conseqüências ecológicas dessa ação humana na natureza também são sentidas por todos? São eficientes as recorrentes crises e “bolhas” econômicas e as reconhecidas falhas de mercado? Não estamos com isso defendendo, necessariamente, a supressão do mecanismo de mercado e do sistema de preços. Mas é indiscutível que as economias precisam de mais planejamento e regulação, e quem está apto a fazê-lo são as sociedades civis organizadas, inclusive diretamente, e o Estado, que neste estágio da evolução humana ainda se faz absolutamente indispensável.
(...)
*
A evolução técnica, científica e tecnológica tem propiciado um aumento exponencial da produtividade do trabalho. Isto quer dizer que cada trabalhador no setor produtivo produz cada vez mais mercadorias no mesmo período de tempo, significando objetivamente: 1) que o capitalista pode ter seus lucros aumentados, porque ele vende mais mercadorias (se o preço se mantiver constante); 2) o capitalista pode diminuir o preço da mercadoria, o que ampliará suas vendas, a expensas dos concorrentes (se as maiores vendas compensarem os preços menores). Para o trabalhador, estes aumentos sucessivos de produtividade podem proporcionar: 1) aumentos do salário real (como os preços caem, a cesta de consumo do trabalhador médio ficará mais barata, o que significa um efeito-renda); 2) com luta política, o salário nominal também pode subir, já que o capitalista está obtendo lucros maiores, e uma parte deste maior lucro pode ir para aumentar o salário dos trabalhadores; 3) como os trabalhadores estão produzindo mais mercadorias no mesmo período de tempo, isso significa que a jornada de trabalho pode ser reduzida. É provável que nas próximas décadas a jornada de trabalho vá diminuindo progressivamente. Basta olhar para a história para constatarmos que isso já aconteceu de forma significativa (no Brasil, discute-se a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; já na França, a discussão posta é para se trabalhar abaixo das 40 horas). Todos sabem das extenuantes horas de trabalho diárias que os trabalhadores tinham de enfrentar nos primórdios da Revolução Industrial. À medida que cresça a produtividade a luta política pode transformá-la em argumento incontestável para adquirir mais bem-estar e mais direitos sociais para as populações mundiais, como uma jornada de trabalho menor. No limite, imagina-se uma sociedade da opulência em que o Estado paga uma quantia em dinheiro para seus cidadãos para eles fazerem o que desejarem (claro que esta é a utopia – ou melhor seria dizer, a ideologia capitalista, muito dificilmente exeqüível dada as contradições inerentes ao sistema econômico do Capital). Seria uma volta ao passado, à antiguidade clássica, quando os cidadãos ocupavam-se do ócio (que significa lazer e atividades intelectuais) e não do negócio (no capitalismo, a produção de mercadorias para serem vendidas visando ao lucro pecuniário). Nesse estágio evolutivo da civilização, o humano (ou pós-humano?) terá a vida em suas mãos e terá de descobrir o que fazer com ela, como viver, o que sonhar, criar, produzir. Imaginemos que isso seja realidade agora. O que você faria com as 24hs horas do dia para sua livre fruição, tendo suas necessidades materiais provida pelo Estado? Saberia lidar com o tempo livre? Quais habilidades você desenvolveu? Ou entregou sua vida em oferenda ao deus trabalho, e para compensar essa alienação primordial, dedicou-se a um consumo igualmente alienado, como se os bens e serviços por nós consumidos pudessem mitigar verdadeiramente as angústias, carências, alienações, descontentamentos a que estamos todos submetidos?
(...)
Tádzio Nanan
Economista
Como queremos viver?
Como podemos viver?
Como devemos viver?
Sem entrar no mérito específico de cada uma destas perguntas, se as ignorarmos, não debatendo sobre elas, viveremos guiados por forças cegas (a cupidez da plutocracia nacional e transnacional, de conseqüências amplamente nefastas), sem autonomia, independência e longe do que seria uma existência ótima, a mais sustentável, saudável e feliz. Urge entender que uma sociedade a mais produtiva, no sentido de que gera o maior valor agregado na produção de bens e serviços, não necessariamente é a mais sustentável, saudável ou feliz, até porque riqueza material não é o único requisito relevante na vida de um individuo ou na história de uma sociedade. Ou alguém estaria disposto a abrir mão da sua saúde, seus amigos e família, sua felicidade e bem-estar para simplesmente ter acesso a mais bens de consumo, sobretudo quando a maioria desses bens afigura-se supérfluos ou totalmente inúteis (desejamo-los mais por ostentação e vaidade do que por real necessidade)? O paradigma produtivista/economicista (este de supervalorizar a riqueza material) tem-se mostrado na prática altamente ineficiente para, por exemplo, o propósito de nos tornar mais saudáveis e felizes (para confirmar isso, basta ler recentes pesquisas comprovando que não obstante os maiores níveis de riqueza das economias as sociedades avaliam seu bem-estar subjetivo na mesma magnitude que há 50 ou 60 anos, quando eram economicamente muito mais pobres; também os altíssimos índices de doenças, inclusive as mentais, como a depressão, os um milhão de suicídios/ano, a obesidade, o estresse, os altos índices de homicídios, o consumo abusivo de drogas – lícitas e ilícitas, e medicamentos, comprovam que as duas pernas do colosso Capital, trabalho e consumo, são na verdade pernas de barro; as alienações no campo do trabalho e do consumo cobram um preço caro em termos de saúde física e mental. E em nosso voluntário condicionamento enxergamos riqueza como simplesmente riqueza material, acúmulo de bens. Mas, e a riqueza intelectual, artística, moral, espiritual? E a riqueza infinita de ser livres e auto-determinados? E a riqueza inefável de vivermos concordes nossas próprias metas e sonhos? Também é argumento periclitante afirmar que somos mais livres que no passado, ou mais iguais (igualdade em termos de oportunidades e direitos, entenda-se bem), já que o ser humano é cada vez mais dependente de forças que não controla, de processos que não compreende, de trabalhos extenuantes, alienantes, mal-remunerados, refém de sociedades cada vez mais injustas e desiguais (a desigualdade tem crescido entre regiões, entre países e dentro dos países; a desigualdade aumentou mesmo entre os países da OCDE, os mais ricos e desenvolvidos do mundo), refém das contradições do atual modelo socioeconômico, como o desemprego estrutural/tecnológico e o aquecimento global (as nações mais ricas e as classes abastadas do mundo inteiro poluem o meio-ambiente, com seus hábitos de consumo perdulários, extremamente egoístas - parecem crianças mal-educadas, que querem tudo o que vêem - enquanto a conta é paga, sobretudo, pelos mais pobres e os de maior vulnerabilidade sócio-econômica).
Outras perguntas relevantes que sociedades e civilizações se devem fazer:
O que produzir (em termos de bens e serviços ofertados às pessoas)?
Como produzir?
Quanto produzir?
Quem vai produzir?
Para quem se vai produzir?
A que custo social, econômico e ambiental?
São perguntas eminentemente de cunho econômico, mas importantes demais para apenas economistas responderem. Devem ser amplamente debatidas por toda a sociedade e os distintos grupos existentes nela. Ao economista cabe um papel técnico: após o debate público, deve ajudá-la a atingir de forma ótima os fins a que a sociedade se propôs. Isto sim configuraria uma sociedade realmente livre e democrática, auto-dirigida, autoconsciente, distante do fetichismo, da alienação, do desperdício, do abuso do poder político e econômico. Diametralmente distinto do que ocorre com as regras vigentes: milhares de decisões individuais (de produtores e consumidores) descentralizadas e caóticas, supostamente harmonizadas por uma mão invisível, que levaria as sociedades humanas e suas economias subjacentes a produzir e ofertar eficientemente (sem desperdício de recursos) tudo de que necessitam em termos de bens e serviços. Isto é claramente uma ideologia! Acaso a fome de um bilhão de pessoas e a pobreza de mais de dois bilhões de indivíduos humanos são resultados eficientes? Acaso altas taxas de desemprego e subemprego são eficientes? Acaso é eficiente a poluição/degradação do meio-ambiente e seu arrasador corolário: o aquecimento global? Acaso é eficiente a absolutamente desigual distribuição de ativos econômicos, a concentração da renda, riqueza, poder, direitos, oportunidades, propriedades? Chama-se eficiência quando a maioria dos bens e serviços produzidos pela economia mundial, como alimentos, entretenimento, educação, saúde, energia, medicamentos, bens de consumo duráveis, commodities, são consumidos por uma minoria de privilegiados, apesar dos recursos naturais utilizados serem de todos, inclusive a mão-de-obra; e quando as violentas conseqüências ecológicas dessa ação humana na natureza também são sentidas por todos? São eficientes as recorrentes crises e “bolhas” econômicas e as reconhecidas falhas de mercado? Não estamos com isso defendendo, necessariamente, a supressão do mecanismo de mercado e do sistema de preços. Mas é indiscutível que as economias precisam de mais planejamento e regulação, e quem está apto a fazê-lo são as sociedades civis organizadas, inclusive diretamente, e o Estado, que neste estágio da evolução humana ainda se faz absolutamente indispensável.
(...)
*
A evolução técnica, científica e tecnológica tem propiciado um aumento exponencial da produtividade do trabalho. Isto quer dizer que cada trabalhador no setor produtivo produz cada vez mais mercadorias no mesmo período de tempo, significando objetivamente: 1) que o capitalista pode ter seus lucros aumentados, porque ele vende mais mercadorias (se o preço se mantiver constante); 2) o capitalista pode diminuir o preço da mercadoria, o que ampliará suas vendas, a expensas dos concorrentes (se as maiores vendas compensarem os preços menores). Para o trabalhador, estes aumentos sucessivos de produtividade podem proporcionar: 1) aumentos do salário real (como os preços caem, a cesta de consumo do trabalhador médio ficará mais barata, o que significa um efeito-renda); 2) com luta política, o salário nominal também pode subir, já que o capitalista está obtendo lucros maiores, e uma parte deste maior lucro pode ir para aumentar o salário dos trabalhadores; 3) como os trabalhadores estão produzindo mais mercadorias no mesmo período de tempo, isso significa que a jornada de trabalho pode ser reduzida. É provável que nas próximas décadas a jornada de trabalho vá diminuindo progressivamente. Basta olhar para a história para constatarmos que isso já aconteceu de forma significativa (no Brasil, discute-se a diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; já na França, a discussão posta é para se trabalhar abaixo das 40 horas). Todos sabem das extenuantes horas de trabalho diárias que os trabalhadores tinham de enfrentar nos primórdios da Revolução Industrial. À medida que cresça a produtividade a luta política pode transformá-la em argumento incontestável para adquirir mais bem-estar e mais direitos sociais para as populações mundiais, como uma jornada de trabalho menor. No limite, imagina-se uma sociedade da opulência em que o Estado paga uma quantia em dinheiro para seus cidadãos para eles fazerem o que desejarem (claro que esta é a utopia – ou melhor seria dizer, a ideologia capitalista, muito dificilmente exeqüível dada as contradições inerentes ao sistema econômico do Capital). Seria uma volta ao passado, à antiguidade clássica, quando os cidadãos ocupavam-se do ócio (que significa lazer e atividades intelectuais) e não do negócio (no capitalismo, a produção de mercadorias para serem vendidas visando ao lucro pecuniário). Nesse estágio evolutivo da civilização, o humano (ou pós-humano?) terá a vida em suas mãos e terá de descobrir o que fazer com ela, como viver, o que sonhar, criar, produzir. Imaginemos que isso seja realidade agora. O que você faria com as 24hs horas do dia para sua livre fruição, tendo suas necessidades materiais provida pelo Estado? Saberia lidar com o tempo livre? Quais habilidades você desenvolveu? Ou entregou sua vida em oferenda ao deus trabalho, e para compensar essa alienação primordial, dedicou-se a um consumo igualmente alienado, como se os bens e serviços por nós consumidos pudessem mitigar verdadeiramente as angústias, carências, alienações, descontentamentos a que estamos todos submetidos?
(...)
Tádzio Nanan
Economista
BELEZA
Adriano Oliveira Costa
Beleza que irrompe
Beleza que inspira
Beleza que irradia
Beleza que asfixia
Tua beleza é tão fáctil que nos torna ignóbeis perante tão belo ser
Beleza que vilipendia
Beleza que ofende
Beleza que corrompe
Beleza que esconde
Tua beleza é tão terna que nos torna vis perante cútis tão irradiante
Beleza que impera
Beleza que espera
Beleza que exaspera
Beleza que exagera
Tua beleza é tão ímpar que nos torna confusos perante sua plenitude carnal
São palavras de um pobre tolo pueril que se pudesse dar-te-ia o sol, mas prefiro dar-te a lua que precisa de beleza tão irradiante para brilhar e mostrar tão belo luar, bem como emoldurar a bela madrugada dos apaixonados.
Para A.
Beleza que irrompe
Beleza que inspira
Beleza que irradia
Beleza que asfixia
Tua beleza é tão fáctil que nos torna ignóbeis perante tão belo ser
Beleza que vilipendia
Beleza que ofende
Beleza que corrompe
Beleza que esconde
Tua beleza é tão terna que nos torna vis perante cútis tão irradiante
Beleza que impera
Beleza que espera
Beleza que exaspera
Beleza que exagera
Tua beleza é tão ímpar que nos torna confusos perante sua plenitude carnal
São palavras de um pobre tolo pueril que se pudesse dar-te-ia o sol, mas prefiro dar-te a lua que precisa de beleza tão irradiante para brilhar e mostrar tão belo luar, bem como emoldurar a bela madrugada dos apaixonados.
Para A.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Todos nós vamos abandonar o mundo um dia, mas o mundo já abandonou muitos de nós há tempos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 18 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Se eles falam mal de ti, sem razão: não te aborreças; se eles falam mal de ti, e com razão: não te aborreças
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Não importa o tamanho do inimigo; importa o tamanho da convicção no peito de quem o enfrenta
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 15 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
REFLEXÕES METAFÍSICAS
Quem é aquele que vinte e tantos anos após a estréia no insólito, plangente e jocoso palco mundano, ainda duvida, ainda duvida bastante, ainda duvida de tudo: de si, dos outros, da realidade, dos fatos, dos livros (e por isso mesmo desconfia que nada é verdadeiramente importante porquanto nada é verdadeiramente real)?
Quem é aquele que tempos depois de romper o hímen da consciência, duvida da sua própria, das alheias, estejam aqui ou algures (melhor mesmo seria usar o termo nenhures, porque só habitamos nossa própria mente!), e olhando as pessoas vê apenas a noite que as aguarda, paciente e resolutamente; e ouvindo as pessoas, ouve, sobretudo, o sonoro silêncio que as envolve e engole, tão profundo, doce e calmo que até as embala (e dançam magicamente com sua própria morte!)
Quem é aquele que tocando as pessoas desconhece seus corpos, seus desejos, suas necessidades, porque está para além deles, olha, sente, ouve e fala para além deles, para algo e alguém que está além deles. Quem é o infeliz agraciado com este dom noctífero?
Quem é aquele que antes da pequena morte do sono, mirando as trevas, como um Hamlet sem a poesia, questiona: Existo? Existem? Existimos? E se existo, e se exisitimos, o que é o existir, o que é a existência? Um fato concreto, num dado momento da dialética relação Espaço-Tempo? uma idéia, um ideal inoculado em nossas mentes; o dogma de alguma mitologia senil; um preconceito espurco; uma sensação fugaz; um desejo ardente; um abscesso; um estupor; uma vertigem; ou simplesmente uma mentira ordinária na qual acreditamos porque é bom e fácil de acreditar? É uma causa, uma conseqüência, um meio, um fim, um mistério insondável, insolúvel, ou talvez o óbvio ululante ou qualquer coisa desimportante (então, meus questionamentos seriam inúteis)? Há, além disso, alguma importância superior no fato de existirmos?
Quem é aquele que se faz tantas perguntas, e prossegue: pode a existência ser uma equação matemática? Ou seria a existência o que a mente traduz do mundo que nos é exterior, e que apreendemos pelos sentidos, e descodificamos pela razão? Ou a mente inventa o mundo exterior, do qual supostamente fazemos parte, e depois de inventá-lo nos faz acreditar nele? E se isso for verdadeiro, se minha mente inventa tudo, então somente eu existo? Os outros são miragens, no deserto da minha existência? Mas aí todos os demais poderiam pensar a mesma coisa: apenas eles existem, enquanto indivíduos de carne e osso, enquanto indivíduos que riem e pranteiam; os outros são fantoches, coadjuvantes atuando no filme de suas vidas... Conseqüentemente, a humanidade seria um vastíssimo conjunto de alienados vivendo em universos paralelos, separados, próprios a cada um. Idéia terrivelmente fantasmagórica!
Há outra possibilidade: e se todos formos sombras de um mesmo objeto multifário-incognoscível (assumir esta hipótese o torna cognoscível?); existimos todos, existi tudo num amplíssimo conjunto onde cabem infinitos subconjuntos, que se re-combinam ad infinitum, às vezes aleatoriamente, às vezes premeditadamente; existimos num lugar onde tudo é possível e onde as coisas todas e suas antíteses co-existem, existem simultaneamente; existimos eternamente (não importa que morramos, neste exato momento somos eternos); enfim, existimos em Deus (eu sei que o vocábulo Deus está deveras desgastado, mas foi o melhor termo que encontrei para expressar essa intuição). Deus não é um problema metafísico, de fé, de medo, de justiça, de uma moral universal ou de vida após a morte. Deus é uma questão lógica (e, obviamente, as religiões são um erro que já perdura por tempo demais, um delírio estúpido). Deus é, simplesmente, o INFINITO DE POSSIBILIDADE DAS COISAS ou AS COISAS E SUAS POSSIBILIDADES INFINITAS.
Deus existe e fazemos parte dele, assim como os vírus e as bactérias fazem parte da natureza e a estupidez tão ativamente faz parte da humana natureza.
E o mais sensacional: não há nada de extraordinário em tudo isso!
Ou há?
Tádzio Nanan
Quem é aquele que tempos depois de romper o hímen da consciência, duvida da sua própria, das alheias, estejam aqui ou algures (melhor mesmo seria usar o termo nenhures, porque só habitamos nossa própria mente!), e olhando as pessoas vê apenas a noite que as aguarda, paciente e resolutamente; e ouvindo as pessoas, ouve, sobretudo, o sonoro silêncio que as envolve e engole, tão profundo, doce e calmo que até as embala (e dançam magicamente com sua própria morte!)
Quem é aquele que tocando as pessoas desconhece seus corpos, seus desejos, suas necessidades, porque está para além deles, olha, sente, ouve e fala para além deles, para algo e alguém que está além deles. Quem é o infeliz agraciado com este dom noctífero?
Quem é aquele que antes da pequena morte do sono, mirando as trevas, como um Hamlet sem a poesia, questiona: Existo? Existem? Existimos? E se existo, e se exisitimos, o que é o existir, o que é a existência? Um fato concreto, num dado momento da dialética relação Espaço-Tempo? uma idéia, um ideal inoculado em nossas mentes; o dogma de alguma mitologia senil; um preconceito espurco; uma sensação fugaz; um desejo ardente; um abscesso; um estupor; uma vertigem; ou simplesmente uma mentira ordinária na qual acreditamos porque é bom e fácil de acreditar? É uma causa, uma conseqüência, um meio, um fim, um mistério insondável, insolúvel, ou talvez o óbvio ululante ou qualquer coisa desimportante (então, meus questionamentos seriam inúteis)? Há, além disso, alguma importância superior no fato de existirmos?
Quem é aquele que se faz tantas perguntas, e prossegue: pode a existência ser uma equação matemática? Ou seria a existência o que a mente traduz do mundo que nos é exterior, e que apreendemos pelos sentidos, e descodificamos pela razão? Ou a mente inventa o mundo exterior, do qual supostamente fazemos parte, e depois de inventá-lo nos faz acreditar nele? E se isso for verdadeiro, se minha mente inventa tudo, então somente eu existo? Os outros são miragens, no deserto da minha existência? Mas aí todos os demais poderiam pensar a mesma coisa: apenas eles existem, enquanto indivíduos de carne e osso, enquanto indivíduos que riem e pranteiam; os outros são fantoches, coadjuvantes atuando no filme de suas vidas... Conseqüentemente, a humanidade seria um vastíssimo conjunto de alienados vivendo em universos paralelos, separados, próprios a cada um. Idéia terrivelmente fantasmagórica!
Há outra possibilidade: e se todos formos sombras de um mesmo objeto multifário-incognoscível (assumir esta hipótese o torna cognoscível?); existimos todos, existi tudo num amplíssimo conjunto onde cabem infinitos subconjuntos, que se re-combinam ad infinitum, às vezes aleatoriamente, às vezes premeditadamente; existimos num lugar onde tudo é possível e onde as coisas todas e suas antíteses co-existem, existem simultaneamente; existimos eternamente (não importa que morramos, neste exato momento somos eternos); enfim, existimos em Deus (eu sei que o vocábulo Deus está deveras desgastado, mas foi o melhor termo que encontrei para expressar essa intuição). Deus não é um problema metafísico, de fé, de medo, de justiça, de uma moral universal ou de vida após a morte. Deus é uma questão lógica (e, obviamente, as religiões são um erro que já perdura por tempo demais, um delírio estúpido). Deus é, simplesmente, o INFINITO DE POSSIBILIDADE DAS COISAS ou AS COISAS E SUAS POSSIBILIDADES INFINITAS.
Deus existe e fazemos parte dele, assim como os vírus e as bactérias fazem parte da natureza e a estupidez tão ativamente faz parte da humana natureza.
E o mais sensacional: não há nada de extraordinário em tudo isso!
Ou há?
Tádzio Nanan
quinta-feira, 13 de maio de 2010
NORMINHA (Norma Alencar Severiano Barreira)
Dr. Nanan e a adorável Norminha (CASAL 20)
Nossos momentos: suaves encantos, com tua presença
Acolhidos em ti, revigoramos na beatífica luz dos teus círios
És rara: a que transfigura em sonhos douradouros martírios
Fortalece o corpo e a alma e ajuda a debelar a doença
Difícil nos é decantar tuas virtudes condignamente
Já a Graça Divina, de forma cabal o fará, no infinito
Porque és discípula fiel daquele que fez do amor o seu grito
Com Ele tendo o bem aprendido, que fazes silenciosamente
Tua suavidade é fortaleza e teu silêncio, congraçamento
A empatia te guia na heróica missão das almas caritativas:
Adentrar as celas em que as pessoas padecem cativas
e, como um Héracles a libertar Prometeu, dar-lhes alento
Erguer-se como diante do mundo sem tua coragem
Que nos sustenta com profundas lições de fé e amor?
Não é o elixir das tuas palavras, ensinando o destemor,
Que nos tem salvaguardado nas intempéries desta viagem?
Nosso anjo da guarda! Cálida morada de luz e ternura!
Perenal sol que nos impõe continuar florescendo,
Cujo calor impede nosso ânimo de ir decrescendo
E nos levanta para desafiar e vencer a amargura!
Feliz Aniversário: 08/05/2010
por Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Nem todos que acreditam sairão vitoriosos, mas todos os vitoriosos acreditaram
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
As travessias mais importantes que faremos serão sempre as travessias entre cada grande época da vida
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 8 de maio de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Salve a livre competição, que torna as sociedades opulentas e os humanos, mesquinhos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 7 de maio de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Deus é brasileiro... Então deve ser por isso que o mundo está essa mixórdia
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 6 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os bons cooperam quando era esperado que competissem; os maus competem quando era esperado que cooperassem
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 5 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Metade da humanidade está tentando deixar de comer; a outra metade tenta começar...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 1 de maio de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O amanhecer é o momento mais bonito do dia; o amanhecer das nossas esperanças é o momento mais bonito da vida
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Não se contente com a sua ignorância; consulte a ignorância de um especialista
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 28 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
O ensino baseia-se na fome de conhecimento dos alunos e na fome de atenção dos seus mestres
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 27 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Os homens casam para ter sexo de graça; as mulheres, para ter as outras coisas...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 26 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O pior inimigo é aquele que disfarça com sorrisos o ódio que sente pela gente
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
A falsa alegria dos outros faz com que pareçamos tristes, mesmo que não o sejamos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 22 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os conservadores querem segurar a história no grito; mas o grito (estridente) da história deixá-los-á surdos... e mudos também!
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 21 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Sua dor, ao perder tudo o que você tem, seria muitas vezes maior do que a alegria de ganhar tudo o que deseja; ou seja, você já é muito mais feliz do que imagina
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 20 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O que a civilização nos pode dar é geralmente menos do que ela nos tira
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 19 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Viver torna-se uma tarefa difícil quando não esquecemos a idéia da morte
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 18 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Arrependo-me de rigorosamente todas as coisas que fiz: deveria tê-las feito muito melhor
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O vaidoso é duplamente escravo: do olhar do outro e do seu próprio olhar
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 14 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O suicídio assoma na consciência quando a esperança é apunhalada pela experiência
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 13 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Não é que os sábios não tenham dúvidas; é que eles as encaminham serenamente
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 12 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Você é um grande intelectual quando elabora prolixamente seus variados preconceitos sobre uma miríade de assuntos!
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
As pessoas têm medo de serem enterradas vivas; mas isso acontece diariamente àqueles que não acompanham as mudanças da história
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A natureza dotou-nos diferentemente; somente a civilização pode tornar-nos iguais
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 7 de abril de 2010
E P I T Á F I O
Os últimos suspiros de uma era!
Tudo é sombrio, ainda amalgamado
Mas, um pútrido odor na atmosfera
Nos dá a antever o triste fado...
Já caduco, o paradigma degenera
Demora, mas se exauri; tombará calado
Como o velho, sabendo o que o espera:
O inexorável instante, sempre evitado...
A evolução impõe sua lógica; é fera
Cuja fome tão cedo se terá saciado.
Sua vítima, o humano, desespera...
“E a consciência, seu ideal tão elevado?”
Pudéssemos permanecer... Ó quem dera!!
Mas, vestígios de um império soçobrado...
Tádzio Nanan
Tudo é sombrio, ainda amalgamado
Mas, um pútrido odor na atmosfera
Nos dá a antever o triste fado...
Já caduco, o paradigma degenera
Demora, mas se exauri; tombará calado
Como o velho, sabendo o que o espera:
O inexorável instante, sempre evitado...
A evolução impõe sua lógica; é fera
Cuja fome tão cedo se terá saciado.
Sua vítima, o humano, desespera...
“E a consciência, seu ideal tão elevado?”
Pudéssemos permanecer... Ó quem dera!!
Mas, vestígios de um império soçobrado...
Tádzio Nanan
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Nas amizades verdadeiras não existe emulação; se existe, não é amizade verdadeira
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 4 de abril de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Como crer numa paz perpétua quando nós humanos temos a alma e o coração conflagrados?
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 3 de abril de 2010
REFLEXÕES PASCAIS
Deve ser o maior paradoxo da história: não tendo realizado milagre algum há dois mil anos, Cristo opera milagres diariamente quando ajuda o desencaminhado a achar-se, quando auxilia o desventurado a resistir mais um dia
O verdadeiro milagre de Jesus foi fundar na Terra a ética do amor
Jesus não é a ressurreição; Jesus é compaixão, é compadecimento
Tádzio Nanan
O verdadeiro milagre de Jesus foi fundar na Terra a ética do amor
Jesus não é a ressurreição; Jesus é compaixão, é compadecimento
Tádzio Nanan
sexta-feira, 2 de abril de 2010
MILLÔNIANAS DO DIA:
O melhor de uma partida de futebol, sem dúvida, é a animação da véspera...
Seria a paixão pelo futebol proporcional ao tédio do brasileiro?
Tádzio Nanan
Seria a paixão pelo futebol proporcional ao tédio do brasileiro?
Tádzio Nanan
quinta-feira, 1 de abril de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Na guerra de todos contra todos por um lugar ao sol, prefiro sair por aí cantando na chuva...
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
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