A palavra é de graça, mas vale mais que todos os tesouros da Terra
Tádzio Nanan
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
MELHORES FILMES (vistos no primeiro semestre de 2011)
Toy story 3 (Toy Story 3, Lee Unkrich, 2010)
nota: 8,5
Tudo pode dar certo (Whatever Works, Woody Allen, 2009)
nota: 7,5
Duelo ao sol (Duel In The Sun, King Vidor, 1946)
nota: 7,5
O sol é para todos (To Kill a Mockingbird, Robert Mulligan, 1962)
nota: 9,0
Duelo de titãs (Last Train from Gun Hill, John Sturges, 1959)
nota: 7,0
Frenesi (Frenzy, Alfred Hitchcock, 1972)
nota: 8,0
Lunar (Moon, Duncan Jones, 2009)
nota: 7,5
Julie & Júlia (Julie & Julia, Nora Ephron, 2009)
nota: 7,0
A face oculta (One-Eyed Jacks, Marlon Brando, 1961)
nota: 7,5
O picolino (Top Hat, Mark Sandrich, 1935)
nota: 8,0
Agora seremos felizes (Meet Me in St. Louis, Vincente Minnelli, 1944)
nota: 7,5
A última sessão de cinema (The Last Picture Show, Peter Bogdanovich, 1971)
nota: 8,5
Lua de papel (Paper Moon, Peter Bogdanovich, 1973)
nota: 8,5
O dorminhoco (Sleeper, Woody Allen, 1973)
nota: 7,5
Um lugar ao sol (A Place in the Sun, George Stevens, 1951)
nota: 8,0
O salário do medo (Le Salaire de la Peur, Henri-Georges Clouzot, 1953)
nota: 8,5
Amor, sublime amor (West Side Story, Jerome Robbins e Robert Wise, 1961)
nota: 9,5
Intriga internacional (North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)
nota: 8,5
Boogie nights – Prazer sem limites (Boogie Nights, Paul Thomas Anderson, 1997)
nota: 8,0
A conversação (The Conversation, Francis Ford Coppola, 1974)
nota: 7,5
O show deve continuar (All That Jazz, Bob Fosse, 1979)
nota: 7,5
Fogo contra fogo (Heat, Michael Mann, 1995)
nota: 8,5
A bela da tarde (Belle de Jour, Luis Bunuel, 1967)
nota: 8,0
Tempo de despertar (Awakenings, Penny Marshall, 1990)
nota: 7,5
Sem novidade no front (All Quiet on the Western Front, Lewis Milestone, 1930)
nota: 9,5
Capitalismo, uma história de amor (Capitalism, a Love Story, Michael Moore, 2009)
nota: 7,5
Glória feita de sangue (Paths of Glory, Stanley Kubrick, 1957)
nota: 8,0
Tropa de elite 2 – O inimigo agora é outro (José Padilha, 2010)
nota: 8,5
No calor da noite (In the Heat of the Night, Norman Jewison, 1967)
nota: 8,0
Amargo Pesadelo (Deliverance, John Boorman, 1972)
nota: 8,0
A rede social (The Social Network, David Fincher, 2010)
nota: 8,5
Papillon (Papillon, Franklin J. Schaffner, 1973)
nota: 8,0
Banzé no Oeste (Blazing Saddles, Mel Brooks, 1974)
nota: 7,5
Jejum de Amor (His Girl Friday, Howard Hawks, 1940)
nota: 8,0
Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger, Woody Allen, 2010)
nota: 7,0
Backbeat – os 5 rapazes de Liverpool (Backbeat, Iain Softley, 1994)
nota: 7,5
O garoto de Liverpool (Nowhere Boy, Sam Taylor-Wood, 2009)
nota: 7,0
Guerra nas Estrelas (Star Wars, George Lucas, 1977)
nota: 9,0
Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, Ang Lee, 2009)
nota: 7,0
O vencedor (The Fighter, David O. Russel, 2010)
nota: 8,0
Você não conhece Jack (You don't know Jack, Barry Levinson, 2010)
nota: 8,0
Cisne negro (Black Swan, Darren Aronofsky, 2010)
nota: 8,5
Deixe-me entrar (Let Me In, Matt Reeves, 2010)
nota: 7,5
O discurso do rei (The King's Speech, Tom Hooper, 2010)
nota: 8,5
127 horas (127 Hours, Danny Boyle, 2010)
nota: 7,5
Minhas mães e meu pai (The Kids Are All Right, Lisa Cholodenko, 2010)
nota: 8,0
Terra (Earth, Alastair Fothergill e Mark Linfield, 2007)
nota: 8,0
Inverno da alma (Winter's Bone, Debra Granick, 2010)
nota: 8,5
Lixo extraordinário (Waste Land, Lucy Walker e Karen Harley, 2010)
nota: 8,0
Bravura indômita (True Grit, Ethan Coen e Joel Coen, 2010)
nota: 8,0
Educação (An Education, Lone Scherfig, 2009)
nota: 8,0
O grupo Baader-Meinhof (Der Baader-Meinhof Komplex, Uli Edel, 2008)
nota: 7,5
Reds (Reds, Warren Beatty, 1981)
nota: 7,5
Mody Dick (Moby Dick, John Huston, 1956)
nota: 7,5
Um lugar qualquer (Somewhere, Sofia Coppola, 2010)
nota: 7,0
Preciosa (Precious, Lee Daniels, 2009)
nota: 8,0
O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos, Juan José Campanella, 2009)
nota: 8,5
Trabalho interno (Inside Job, Charles Ferguson, 2010)
nota: 8,5
por Tádzio Nanan
nota: 8,5
Tudo pode dar certo (Whatever Works, Woody Allen, 2009)
nota: 7,5
Duelo ao sol (Duel In The Sun, King Vidor, 1946)
nota: 7,5
O sol é para todos (To Kill a Mockingbird, Robert Mulligan, 1962)
nota: 9,0
Duelo de titãs (Last Train from Gun Hill, John Sturges, 1959)
nota: 7,0
Frenesi (Frenzy, Alfred Hitchcock, 1972)
nota: 8,0
Lunar (Moon, Duncan Jones, 2009)
nota: 7,5
Julie & Júlia (Julie & Julia, Nora Ephron, 2009)
nota: 7,0
A face oculta (One-Eyed Jacks, Marlon Brando, 1961)
nota: 7,5
O picolino (Top Hat, Mark Sandrich, 1935)
nota: 8,0
Agora seremos felizes (Meet Me in St. Louis, Vincente Minnelli, 1944)
nota: 7,5
A última sessão de cinema (The Last Picture Show, Peter Bogdanovich, 1971)
nota: 8,5
Lua de papel (Paper Moon, Peter Bogdanovich, 1973)
nota: 8,5
O dorminhoco (Sleeper, Woody Allen, 1973)
nota: 7,5
Um lugar ao sol (A Place in the Sun, George Stevens, 1951)
nota: 8,0
O salário do medo (Le Salaire de la Peur, Henri-Georges Clouzot, 1953)
nota: 8,5
Amor, sublime amor (West Side Story, Jerome Robbins e Robert Wise, 1961)
nota: 9,5
Intriga internacional (North by Northwest, Alfred Hitchcock, 1959)
nota: 8,5
Boogie nights – Prazer sem limites (Boogie Nights, Paul Thomas Anderson, 1997)
nota: 8,0
A conversação (The Conversation, Francis Ford Coppola, 1974)
nota: 7,5
O show deve continuar (All That Jazz, Bob Fosse, 1979)
nota: 7,5
Fogo contra fogo (Heat, Michael Mann, 1995)
nota: 8,5
A bela da tarde (Belle de Jour, Luis Bunuel, 1967)
nota: 8,0
Tempo de despertar (Awakenings, Penny Marshall, 1990)
nota: 7,5
Sem novidade no front (All Quiet on the Western Front, Lewis Milestone, 1930)
nota: 9,5
Capitalismo, uma história de amor (Capitalism, a Love Story, Michael Moore, 2009)
nota: 7,5
Glória feita de sangue (Paths of Glory, Stanley Kubrick, 1957)
nota: 8,0
Tropa de elite 2 – O inimigo agora é outro (José Padilha, 2010)
nota: 8,5
No calor da noite (In the Heat of the Night, Norman Jewison, 1967)
nota: 8,0
Amargo Pesadelo (Deliverance, John Boorman, 1972)
nota: 8,0
A rede social (The Social Network, David Fincher, 2010)
nota: 8,5
Papillon (Papillon, Franklin J. Schaffner, 1973)
nota: 8,0
Banzé no Oeste (Blazing Saddles, Mel Brooks, 1974)
nota: 7,5
Jejum de Amor (His Girl Friday, Howard Hawks, 1940)
nota: 8,0
Você vai conhecer o homem dos seus sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger, Woody Allen, 2010)
nota: 7,0
Backbeat – os 5 rapazes de Liverpool (Backbeat, Iain Softley, 1994)
nota: 7,5
O garoto de Liverpool (Nowhere Boy, Sam Taylor-Wood, 2009)
nota: 7,0
Guerra nas Estrelas (Star Wars, George Lucas, 1977)
nota: 9,0
Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock, Ang Lee, 2009)
nota: 7,0
O vencedor (The Fighter, David O. Russel, 2010)
nota: 8,0
Você não conhece Jack (You don't know Jack, Barry Levinson, 2010)
nota: 8,0
Cisne negro (Black Swan, Darren Aronofsky, 2010)
nota: 8,5
Deixe-me entrar (Let Me In, Matt Reeves, 2010)
nota: 7,5
O discurso do rei (The King's Speech, Tom Hooper, 2010)
nota: 8,5
127 horas (127 Hours, Danny Boyle, 2010)
nota: 7,5
Minhas mães e meu pai (The Kids Are All Right, Lisa Cholodenko, 2010)
nota: 8,0
Terra (Earth, Alastair Fothergill e Mark Linfield, 2007)
nota: 8,0
Inverno da alma (Winter's Bone, Debra Granick, 2010)
nota: 8,5
Lixo extraordinário (Waste Land, Lucy Walker e Karen Harley, 2010)
nota: 8,0
Bravura indômita (True Grit, Ethan Coen e Joel Coen, 2010)
nota: 8,0
Educação (An Education, Lone Scherfig, 2009)
nota: 8,0
O grupo Baader-Meinhof (Der Baader-Meinhof Komplex, Uli Edel, 2008)
nota: 7,5
Reds (Reds, Warren Beatty, 1981)
nota: 7,5
Mody Dick (Moby Dick, John Huston, 1956)
nota: 7,5
Um lugar qualquer (Somewhere, Sofia Coppola, 2010)
nota: 7,0
Preciosa (Precious, Lee Daniels, 2009)
nota: 8,0
O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos, Juan José Campanella, 2009)
nota: 8,5
Trabalho interno (Inside Job, Charles Ferguson, 2010)
nota: 8,5
por Tádzio Nanan
domingo, 5 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O conhecimento espanta, a sabedoria tranquiliza; ambos são necessários: conhecimento e sabedoria, espanto e tranqüilidade
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Acabemos com a família burguesa (o direito de herança) e acabamos com o Capital; acabando com o Capital, fazemos nascer a verdadeira família humana
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
ESFINGE - II
Gente vulgar, meu ser pacifica-se no caos
Num tropel de emoções, num viajar-se em naus
Imortais, rumo ao fim e ao limiar de tudo
Sorvendo a existência num divagar mudo
Nasço, morro, renasço... Vivo em outra esfera
Sou lírio e sou hera, todo o amálgama que contém
Nossa natureza, e hoje sei que o conforto da certeza
Não engendra o traço original que tem a beleza
Minha humanidade quer expandir-se ao infinito
Na dubiedade das horas, ser o silêncio e o grito
É fogo que arde e na própria chama se extingue
É a loucura do algoz que ao próprio corpo cinde
Mentes timoratas prenunciam: perderás a alma!
Vendi-a ao nascer. Noite, tu és quem me acalma!
Nos abismos sem luz, sonho o inconsciente coletivo
E só e em silêncio é que me sinto vivo
A vida é um sonho com reflexos de realidade
É ir esgotando o círio de uma fugaz identidade
Mas, cientes de que adiante, outra vez, acordaremos
E maiores, mais puros, mais livres, prosseguiremos...
Tádzio Nanan
Num tropel de emoções, num viajar-se em naus
Imortais, rumo ao fim e ao limiar de tudo
Sorvendo a existência num divagar mudo
Nasço, morro, renasço... Vivo em outra esfera
Sou lírio e sou hera, todo o amálgama que contém
Nossa natureza, e hoje sei que o conforto da certeza
Não engendra o traço original que tem a beleza
Minha humanidade quer expandir-se ao infinito
Na dubiedade das horas, ser o silêncio e o grito
É fogo que arde e na própria chama se extingue
É a loucura do algoz que ao próprio corpo cinde
Mentes timoratas prenunciam: perderás a alma!
Vendi-a ao nascer. Noite, tu és quem me acalma!
Nos abismos sem luz, sonho o inconsciente coletivo
E só e em silêncio é que me sinto vivo
A vida é um sonho com reflexos de realidade
É ir esgotando o círio de uma fugaz identidade
Mas, cientes de que adiante, outra vez, acordaremos
E maiores, mais puros, mais livres, prosseguiremos...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Um dos maiores prazeres da vida é praticamente gratuito: assistir o mundo girar e apreciar as mudanças daí decorrentes
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
ESFINGE - I
Coração há que olvide tua beleza?
De rosa a desvirginar a primavera
De sol a inaugurar uma outra era
De novos sonhos e mais delicadeza
E alma há indiferente à tua tristeza?
Que confere ao teu olhar larga gravidade,
Como se lá houvesse sorumbática cidade
Onde reinasse noctívaga princesa
Teu olhar horrendo, de outra Medusa
Vai refazendo os corações humanos em pedra
E em tua plástica beleza só o malefício medra
Volúpia estéril, cristalizada na recusa
E teus gestos, que engendram sombras delirantes
Ora parecem pesadas: as memórias doídas?
Ora parecem abatidas: as paixões perdidas?
Malditas sombras, que te arrastam a vãos distantes
Bebe, triste e bela infanta de longínqua esfera
Um gole do Letes, sim, o esquecimento...
Antes que morras do tétrico sofrimento
Bebe um gole! Foge do mal que te lacera!
Tádzio Nanan
De rosa a desvirginar a primavera
De sol a inaugurar uma outra era
De novos sonhos e mais delicadeza
E alma há indiferente à tua tristeza?
Que confere ao teu olhar larga gravidade,
Como se lá houvesse sorumbática cidade
Onde reinasse noctívaga princesa
Teu olhar horrendo, de outra Medusa
Vai refazendo os corações humanos em pedra
E em tua plástica beleza só o malefício medra
Volúpia estéril, cristalizada na recusa
E teus gestos, que engendram sombras delirantes
Ora parecem pesadas: as memórias doídas?
Ora parecem abatidas: as paixões perdidas?
Malditas sombras, que te arrastam a vãos distantes
Bebe, triste e bela infanta de longínqua esfera
Um gole do Letes, sim, o esquecimento...
Antes que morras do tétrico sofrimento
Bebe um gole! Foge do mal que te lacera!
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
A noite e a tempestade podem dar-te uma lição fundamental: a paciência
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
APOCALIPSE
Depois, o silêncio reinou outra vez
Depois das paixões, o esquecimento
Depois da razão, a frigidez
De um universo triste, sem argumento
Depois da dúvida hamletiana
Que confrangia o homem
E da sentença descartiana
Apenas sono, apenas ontem
Só, Ele revê a tudo, sem saudade
O quanto fizera, apaixonadamente
Sonhando a filosofia, a arte, a ciência
Mas, num lapso, criara a iniquidade
Consumindo tudo, obstinadamente
E quis pôr fim à Sua imprevidência...
Tádzio Nanan
Depois das paixões, o esquecimento
Depois da razão, a frigidez
De um universo triste, sem argumento
Depois da dúvida hamletiana
Que confrangia o homem
E da sentença descartiana
Apenas sono, apenas ontem
Só, Ele revê a tudo, sem saudade
O quanto fizera, apaixonadamente
Sonhando a filosofia, a arte, a ciência
Mas, num lapso, criara a iniquidade
Consumindo tudo, obstinadamente
E quis pôr fim à Sua imprevidência...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Talvez a humanidade não tenha salvação, e por um motivo bem simples: o ser humano não é bom o suficiente
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
PARA SEMPRE NA MEMÓRIA DO TEMPO...
Para sempre na memória do tempo ficará escrito
Esse amor: sublime paixão de juventude
Que aguardou por teu gesto, mas tua atitude,
Soberba, indiferente, fê-lo ser proscrito...
Foste para onde não mais posso tocar-te ou ver-te:
Plaga distante, pátria de gênios, de bravos, de belas
Nesse altar, onde te adoro, só, rodeado de velas,
Tudo são ilusões de beijar-te e envolver-te...
Distante, embora estejas, ainda te sinto perto:
Sem te olhar te vejo, sem dizeres te escuto,
Se digo teu nome, choro desfeito em luto
Nessa paixão inútil que é viver deserto...
Incauto e otimista fui! Ah, fiquei sonhando o céu:
O paraíso recôndito que floresce em teu olhar,
Onde tudo esqueceria de simplesmente amar
Teu corpo palpitante sobre mim, lácteo véu...
Agridoce miragem no ermo da minha solidão!
Pudesse repousar o fio dos meus pensamentos
Outra vez em teu colo, encher-me de alentos
Perto de quem seria sereno e imortal guardião...
Tádzio Nanan
Esse amor: sublime paixão de juventude
Que aguardou por teu gesto, mas tua atitude,
Soberba, indiferente, fê-lo ser proscrito...
Foste para onde não mais posso tocar-te ou ver-te:
Plaga distante, pátria de gênios, de bravos, de belas
Nesse altar, onde te adoro, só, rodeado de velas,
Tudo são ilusões de beijar-te e envolver-te...
Distante, embora estejas, ainda te sinto perto:
Sem te olhar te vejo, sem dizeres te escuto,
Se digo teu nome, choro desfeito em luto
Nessa paixão inútil que é viver deserto...
Incauto e otimista fui! Ah, fiquei sonhando o céu:
O paraíso recôndito que floresce em teu olhar,
Onde tudo esqueceria de simplesmente amar
Teu corpo palpitante sobre mim, lácteo véu...
Agridoce miragem no ermo da minha solidão!
Pudesse repousar o fio dos meus pensamentos
Outra vez em teu colo, encher-me de alentos
Perto de quem seria sereno e imortal guardião...
Tádzio Nanan
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ROSA DO MAINZ
Verão imortal, de ardente temperatura
És sol a pino, e também o mar e suave brisa...
Tua paisagem minha memória escraviza
E lança a rede do amor que a captura
Teu corpo – Deus, teu corpo, um cataclismo
Derribando os alicerces da minha razão
Indefeso, caio infinitamente em tua mão
Nutrindo este amor que obsessivamente cismo
Como te amo, minha princesa germânica!
Mais que o sol ama o azul no qual flutua
Mais que a estrela ama o infinito em que atua
Amo tua singela beleza, balsâmica
Rosa do Mainz, pudesse regar-te a formosura
Com o orvalho do meu amor primaveril
Intemerato, sincero, glorioso, febril
Em ti encontrar o elixir da minha cura...
Tádzio Nanan
És sol a pino, e também o mar e suave brisa...
Tua paisagem minha memória escraviza
E lança a rede do amor que a captura
Teu corpo – Deus, teu corpo, um cataclismo
Derribando os alicerces da minha razão
Indefeso, caio infinitamente em tua mão
Nutrindo este amor que obsessivamente cismo
Como te amo, minha princesa germânica!
Mais que o sol ama o azul no qual flutua
Mais que a estrela ama o infinito em que atua
Amo tua singela beleza, balsâmica
Rosa do Mainz, pudesse regar-te a formosura
Com o orvalho do meu amor primaveril
Intemerato, sincero, glorioso, febril
Em ti encontrar o elixir da minha cura...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
O ser humano: a coisa mais sublime do universo, a coisa mais hedionda do universo
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
LUZ
Irrefreavelmente vem galgando os espaços
Semeando a verdade, com seus lavradores braços
Nada se lhe subtrairá, porque é força onividente
Revelando e traduzindo o que se inferia ausente
Com fulgurantes poderes e infalíveis laços
Captura, com suave brandura, o negror dos cansaços
De tudo que é vivo, restaurando sua força imanente
Enquanto desvela a miríade de formas à gente
Vem curar-nos da fúria fratricida do aço
Ensinando a bem-aventurança e fortalecendo o abraço
Apaziguando o coração tumultuado de ódios ingentes
Propondo um porvir em comum e conciliações urgentes
Com ligeireza avança, de pezinhos descalços
Diafanamente, despida das sombras, nos ignotos terraços
Das vastas amplidões que nos habitam a mente
E nos secretos jardins da casa do Onisciente
Tádzio Nanan
Semeando a verdade, com seus lavradores braços
Nada se lhe subtrairá, porque é força onividente
Revelando e traduzindo o que se inferia ausente
Com fulgurantes poderes e infalíveis laços
Captura, com suave brandura, o negror dos cansaços
De tudo que é vivo, restaurando sua força imanente
Enquanto desvela a miríade de formas à gente
Vem curar-nos da fúria fratricida do aço
Ensinando a bem-aventurança e fortalecendo o abraço
Apaziguando o coração tumultuado de ódios ingentes
Propondo um porvir em comum e conciliações urgentes
Com ligeireza avança, de pezinhos descalços
Diafanamente, despida das sombras, nos ignotos terraços
Das vastas amplidões que nos habitam a mente
E nos secretos jardins da casa do Onisciente
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Ser sábio é basicamente poder olhar com tranquilidade para as coisas, sejam elas boas ou ruins
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 21 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Faz tua vida ser um exemplo para o mundo e não o mundo ser um exemplo para tua vida
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 20 de novembro de 2010
MEDITABUNDO
Antes, quando o Homem era potência
Secreto devaneio do esfíngico autor
Do espaço/tempo, do ousado criador
Da matéria, da anti-matéria, da consciência...
Antes, quando o Homem não sonhava
Quando a idéia da idéia tremeluzia
E a obra do braço humano adormecia
Déspota solitário, Ele imperava...
Antes, quando era silêncio a palavra
Quando nada fabricava a humana lavra
Ele, a absoluta razão do universo
Toda a explicação: verso, anverso...
Agora, o Homem, invertendo tudo
Faz Deus, meditabundo, ficar mudo
Tádzio Nanan
Secreto devaneio do esfíngico autor
Do espaço/tempo, do ousado criador
Da matéria, da anti-matéria, da consciência...
Antes, quando o Homem não sonhava
Quando a idéia da idéia tremeluzia
E a obra do braço humano adormecia
Déspota solitário, Ele imperava...
Antes, quando era silêncio a palavra
Quando nada fabricava a humana lavra
Ele, a absoluta razão do universo
Toda a explicação: verso, anverso...
Agora, o Homem, invertendo tudo
Faz Deus, meditabundo, ficar mudo
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Para investir em cérebros precisamos de muito dinheiro; mas para investir nos corações só precisamos de muito amor
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Deus inveja o homem porque ele pode escolher; o homem inveja Deus porque Ele não precisa
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PRECE
O homem, refém de uma lógica consumista
Desfere golpes matricidas contra a Terra
Persegue excessos megalomaníacos e erra
Ao eleger o iníquo paradigma capitalista
Violentada, a natureza adoece, sangra, berra
Contra esse modus vivendi pródigo, materialista
(que nos tem degenerado em cegueira a vista)
De destrutiva avidez, que nos sevicia e aferra
Vamos juntos, em silêncio, dar-nos as mãos
E redescobrir o sagrado elo que nos irmana
Homem e Terra. Vencer a doença, viver sãos
Para estarmos aqui como um só, como irmãos
Esquecidos de que um dia levamos esta vida insana
Baseada na força bruta, na força do ouro e da grana
Tádzio Nanan
Desfere golpes matricidas contra a Terra
Persegue excessos megalomaníacos e erra
Ao eleger o iníquo paradigma capitalista
Violentada, a natureza adoece, sangra, berra
Contra esse modus vivendi pródigo, materialista
(que nos tem degenerado em cegueira a vista)
De destrutiva avidez, que nos sevicia e aferra
Vamos juntos, em silêncio, dar-nos as mãos
E redescobrir o sagrado elo que nos irmana
Homem e Terra. Vencer a doença, viver sãos
Para estarmos aqui como um só, como irmãos
Esquecidos de que um dia levamos esta vida insana
Baseada na força bruta, na força do ouro e da grana
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Um homem, despido de suas paixões, é um sábio; um sábio, despido de seus medos, é um deus
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Os meus preconceitos são todos muito bem fundamentados nas coisas que ignoro
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 16 de novembro de 2010
NIILISMO
Nazareno redivivo, arquétipo da virtude
Fúlgida fortaleza do amor, da compaixão
Abraço conciliador, o perdão, a beatitude
Mas é alerta que ouço à sua pregação...
A pureza em divinal talhe, inabalável
Convertendo em abundância a escassez humana
Iluminada, é santa, sublime, imaculável
Mas seu condoído olhar já não me engana...
Certa vez, defrontei-me com a decantada verdade
Mas era uma profusão de mentiras a transviar o covarde
Com a miragem tragicômica dos ideais absolutos...
Deus? Mas somos falsos profetas consagrados ao vício!
Paz, justiça? Não é nossa miséria moral que faz este hospício?
A Revelação é que estamos sós e somos corruptos!
Tádzio Nanan
Fúlgida fortaleza do amor, da compaixão
Abraço conciliador, o perdão, a beatitude
Mas é alerta que ouço à sua pregação...
A pureza em divinal talhe, inabalável
Convertendo em abundância a escassez humana
Iluminada, é santa, sublime, imaculável
Mas seu condoído olhar já não me engana...
Certa vez, defrontei-me com a decantada verdade
Mas era uma profusão de mentiras a transviar o covarde
Com a miragem tragicômica dos ideais absolutos...
Deus? Mas somos falsos profetas consagrados ao vício!
Paz, justiça? Não é nossa miséria moral que faz este hospício?
A Revelação é que estamos sós e somos corruptos!
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Receitinha caseira para um mundo melhor:
1) os três crivos de Sócrates
2) o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e “amai vossos inimigos”, do Cristo
3) o lema comunista: a cada um segundo suas necessidades, de cada um segundo suas capacidades
4) a frase de Gandhi: olho por olho e o mundo acabará cego
5) a frase de Mandela: as pessoas não são amadas porque são boas, as pessoas são boas porque são amadas
Tádzio Nanan
1) os três crivos de Sócrates
2) o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” e “amai vossos inimigos”, do Cristo
3) o lema comunista: a cada um segundo suas necessidades, de cada um segundo suas capacidades
4) a frase de Gandhi: olho por olho e o mundo acabará cego
5) a frase de Mandela: as pessoas não são amadas porque são boas, as pessoas são boas porque são amadas
Tádzio Nanan
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Ama! Só o amor pode te salvar do pior que há em ti; só o amor pode te salvar do pior que há nos outros; só o amor pode te salvar do pior que há no mundo
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O esforço é o sagrado rito da minha religião...
O esforço é o sagrado rito da minha religião
Quando se me revelam a divindade e a virtude
Sereno santuário em que revigoro a convicção
De dirimir a sede na taça da plenitude
O esforço é o campo onde semeio a vida
Para vê-la brotar numa flor transcendente
Ser-me-á leve grilhão a árdua lida
Se somar um pouco mais ao existente
O esforço é minha inspiração; mítica nau
Deslizando à fonte da minha esperança
Para que a imperfeição se redescubra cabal
E do Pai eu seja imagem e semelhança
Seja o esforço toda a ciência que conheça
Minha matemática, jurisprudência, filosofia
Com suas mãos alcançarei o que mereça
Tendo realizado a maior e a mais cara utopia
O esforço é clamor divino por superação
É desejo viril de superação da natureza
Vontade de re-fundar o mundo pela ação
E negando tudo, inventar outra certeza
O emprego da força física, corpórea e mental
É a gênese do progresso, motor da história
Ato que transforma em realidade o remoto ideal
E nos estimula com os ósculos da vitória
Tádzio Nanan
Quando se me revelam a divindade e a virtude
Sereno santuário em que revigoro a convicção
De dirimir a sede na taça da plenitude
O esforço é o campo onde semeio a vida
Para vê-la brotar numa flor transcendente
Ser-me-á leve grilhão a árdua lida
Se somar um pouco mais ao existente
O esforço é minha inspiração; mítica nau
Deslizando à fonte da minha esperança
Para que a imperfeição se redescubra cabal
E do Pai eu seja imagem e semelhança
Seja o esforço toda a ciência que conheça
Minha matemática, jurisprudência, filosofia
Com suas mãos alcançarei o que mereça
Tendo realizado a maior e a mais cara utopia
O esforço é clamor divino por superação
É desejo viril de superação da natureza
Vontade de re-fundar o mundo pela ação
E negando tudo, inventar outra certeza
O emprego da força física, corpórea e mental
É a gênese do progresso, motor da história
Ato que transforma em realidade o remoto ideal
E nos estimula com os ósculos da vitória
Tádzio Nanan
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Quando o ser humano souber o sentido de tudo é possível que nada mais lhe faça sentido
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 9 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A finalidade do humano não é o consumo (como quer o Capital), não é a salvação (como quer a religião), não é nem mesmo a felicidade (como quer a filosofia); a finalidade do humano é a busca
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A escassez é má, mas ensina a disciplina; a abundância é ótima, mas ensina a prodigalidade
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 7 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Não se engane com as boas maneiras, com a bela indumentária, com o discurso edificante: o humano é o que está por trás de tudo isso
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Viva intensamente, mas não confunda intensidade com estupidez e frivolidade
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Sê cético; mas não erroneamente cético, como os niilistas.
Sê cético como os filósofos, que pesam e ponderam
Tádzio Nanan
Sê cético como os filósofos, que pesam e ponderam
Tádzio Nanan
sábado, 30 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Sê cínico; mas não erroneamente cínico, como os políticos.
Sê cínico como Diógenes, da Grécia Antiga
Tádzio Nanan
Sê cínico como Diógenes, da Grécia Antiga
Tádzio Nanan
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
O bom é inimigo do ótimo, o ótimo é inimigo do perfeito, e o perfeito é inimigo da saúde
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Faz teu trabalho bem feito, mas faz também tua vida ser muito maior que ele
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
SERVIDÃO!
Existo?
Existo conscientemente?
Sou verdadeiramente consequência da minha vontade?
Ou sou a sombra, o reflexo de uma outra coisa?
Ou sou a vontade de uma outra coisa?
Sinto que algo perpassa minha existência, existindo em mim, sem ser eu mesmo
Este algo alimenta-se de mim, como um parasita
Este algo me tem, mas eu não o tenho, nem sei sobre ele
E se este algo me deixa acreditar que existo, que tenho consciência, isto é, que faço escolhas, que quero isto, não quero aquilo, que amo este e odeio aquele, que concordo com isto e discordo daquilo, que sou filosoficamente livre?
Que algo seria este?
Escrevo esta reflexão porque quero?
Fui eu quem decidiu fazê-lo, realmente? Ou miríade de fatores misturam-se para que, enfim, eu sentisse esta reflexão, eu pensasse esta reflexão, eu fizesse esta reflexão?
Mas sou eu mesmo o seu autor?
Escrevo, leio, vivo, amo, mato, morro, porque quero, ou querem por mim, porque decido, ou decidem por mim? Mas quem quer por mim, quem decide por mim?
O que quer de mim, tal demônio?
Talvez eu seja uma simples fachada, veú encobrindo o verdadeiro espetáculo, onde tudo se dá, onde todas as decisões são efetivamente tomadas...
A abscôndita realidade do mundo...
A abscôndita verdade dos fatos...
E se a verdade estiver para além de mim mesmo, da máscara do meu rosto, da capa perecível do meu corpo, e se estiver mesmo além das elucubrações da minha mente, que se julgava livre e autônoma para pensar e refletir, mas que, na verdade, não é?
Há algo de errado...
O quê?
Aonde?
Uma fissura no bloco monolítico da Grande Mentira (a Vida), da Grande Ilusão (a Consciência), deixa escapar a verdade última das coisas, terrível verdade:
há sérias dúvidas sobre sermos livres, autônomos, auto-determinados
Minhas escolhas refletem o livre-arbítrio da minha ética pessoal?
E se as minhas escolhas, todas elas, todas elas, apenas refletirem a bioquímica cerebral, e nunca meus cálculos racionais, meus sentimentos mais profundos, que são meus desejos e minhas aspirações?
E se eu não sentir o que sinto?
E se eu não pensar o que penso?
E se eu não existir autonomamente?
E se não sentirmos o que sentimos?
E se não pensarmos o que pensamos?
E se não existirmos autonomamente?
E se o livre-arbítrio for a mais cara ilusão do Homem?
O Homem, que já se achou o centro do universo...
O Homem, que já se pensou filho dileto de um Deus criador do universo...
O Homem, que já se acreditou livre e auto-determinado, senhor de si...
Quão tolo pode ser o Homem...
Assim, a liberdade não é mais que um sofisma
Em nossa essência há um escravo resignado com sua condição vegetativa e que inventa belas histórias para si mesmo na tentativa desesperada de tornar sua obscura existência menos sombria e miserável...
Mas a verdade é que um totalitarismo invisível nos governa a todos
e semeia em nossas mentes a falaciosa idéia de que somos livres
Mas não somos!
O que sou?
Animal-máquina sem alma, passível de programação e condicionamento, escravizado por laços que eu próprio desconheço, mero fantoche, autômato, títere, sempre a consequência e nunca a causa?
Mas consequência de que causa?
A química cerebral?
As atividades neurônicas?
O intercâmbio entre sinapses nervosas?
Agora, façamos um exercício lógico: se não decidi, autônoma e conscientemente, ser o que sou, quem eu sou, é razoável pensar que ser mudarmos tal ou qual variável (que obviamente não conheço, muito menos controlo) eu seria outro totalmente diverso de mim mesmo, poderia ser tudo o que não sou, sentir tudo o que não sinto, pensar tudo o que não penso, se apenas mudassem estas tais e quais variáveis... O CAOS! Mudanças infinitesimais gerando complexidades crescentes, até outros Big-Bangs...
Se eu poderia ser outro qualquer, e outro qualquer poderia ser o que sou, eu não sou eu, nem este outro qualquer é ele
Concluindo
Tudo que existe é arbítrio, condicionamento, escravidão
Assim, meus enganados, iludidos, traídos leitores, nada escolhemos
Somos uma completa fraude; cada um e todos nós
O que somos é pura química, pura biologia, animais sem alma e sem vontade própria
Não existe escolha. Só destino
Não existe escolha. SÓ SERVIDÃO!
Tádzio Nanan
Existo conscientemente?
Sou verdadeiramente consequência da minha vontade?
Ou sou a sombra, o reflexo de uma outra coisa?
Ou sou a vontade de uma outra coisa?
Sinto que algo perpassa minha existência, existindo em mim, sem ser eu mesmo
Este algo alimenta-se de mim, como um parasita
Este algo me tem, mas eu não o tenho, nem sei sobre ele
E se este algo me deixa acreditar que existo, que tenho consciência, isto é, que faço escolhas, que quero isto, não quero aquilo, que amo este e odeio aquele, que concordo com isto e discordo daquilo, que sou filosoficamente livre?
Que algo seria este?
Escrevo esta reflexão porque quero?
Fui eu quem decidiu fazê-lo, realmente? Ou miríade de fatores misturam-se para que, enfim, eu sentisse esta reflexão, eu pensasse esta reflexão, eu fizesse esta reflexão?
Mas sou eu mesmo o seu autor?
Escrevo, leio, vivo, amo, mato, morro, porque quero, ou querem por mim, porque decido, ou decidem por mim? Mas quem quer por mim, quem decide por mim?
O que quer de mim, tal demônio?
Talvez eu seja uma simples fachada, veú encobrindo o verdadeiro espetáculo, onde tudo se dá, onde todas as decisões são efetivamente tomadas...
A abscôndita realidade do mundo...
A abscôndita verdade dos fatos...
E se a verdade estiver para além de mim mesmo, da máscara do meu rosto, da capa perecível do meu corpo, e se estiver mesmo além das elucubrações da minha mente, que se julgava livre e autônoma para pensar e refletir, mas que, na verdade, não é?
Há algo de errado...
O quê?
Aonde?
Uma fissura no bloco monolítico da Grande Mentira (a Vida), da Grande Ilusão (a Consciência), deixa escapar a verdade última das coisas, terrível verdade:
há sérias dúvidas sobre sermos livres, autônomos, auto-determinados
Minhas escolhas refletem o livre-arbítrio da minha ética pessoal?
E se as minhas escolhas, todas elas, todas elas, apenas refletirem a bioquímica cerebral, e nunca meus cálculos racionais, meus sentimentos mais profundos, que são meus desejos e minhas aspirações?
E se eu não sentir o que sinto?
E se eu não pensar o que penso?
E se eu não existir autonomamente?
E se não sentirmos o que sentimos?
E se não pensarmos o que pensamos?
E se não existirmos autonomamente?
E se o livre-arbítrio for a mais cara ilusão do Homem?
O Homem, que já se achou o centro do universo...
O Homem, que já se pensou filho dileto de um Deus criador do universo...
O Homem, que já se acreditou livre e auto-determinado, senhor de si...
Quão tolo pode ser o Homem...
Assim, a liberdade não é mais que um sofisma
Em nossa essência há um escravo resignado com sua condição vegetativa e que inventa belas histórias para si mesmo na tentativa desesperada de tornar sua obscura existência menos sombria e miserável...
Mas a verdade é que um totalitarismo invisível nos governa a todos
e semeia em nossas mentes a falaciosa idéia de que somos livres
Mas não somos!
O que sou?
Animal-máquina sem alma, passível de programação e condicionamento, escravizado por laços que eu próprio desconheço, mero fantoche, autômato, títere, sempre a consequência e nunca a causa?
Mas consequência de que causa?
A química cerebral?
As atividades neurônicas?
O intercâmbio entre sinapses nervosas?
Agora, façamos um exercício lógico: se não decidi, autônoma e conscientemente, ser o que sou, quem eu sou, é razoável pensar que ser mudarmos tal ou qual variável (que obviamente não conheço, muito menos controlo) eu seria outro totalmente diverso de mim mesmo, poderia ser tudo o que não sou, sentir tudo o que não sinto, pensar tudo o que não penso, se apenas mudassem estas tais e quais variáveis... O CAOS! Mudanças infinitesimais gerando complexidades crescentes, até outros Big-Bangs...
Se eu poderia ser outro qualquer, e outro qualquer poderia ser o que sou, eu não sou eu, nem este outro qualquer é ele
Concluindo
Tudo que existe é arbítrio, condicionamento, escravidão
Assim, meus enganados, iludidos, traídos leitores, nada escolhemos
Somos uma completa fraude; cada um e todos nós
O que somos é pura química, pura biologia, animais sem alma e sem vontade própria
Não existe escolha. Só destino
Não existe escolha. SÓ SERVIDÃO!
Tádzio Nanan
terça-feira, 26 de outubro de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Está mais do que na hora de invertermos a relação: não são as pessoas que possuem cérebros, são os cérebros que possuem pessoas
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Diante das especulações da física moderna (novas dimensões do Tempo-Espaço, universos múltiplos e paralelos, outras formas de vida e consciência), só posso pensar: nada mais metafísico que a física
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 24 de outubro de 2010
EXTINÇÃO - II
Biologicamente, somos coveiros
Da própria linhagem. Deter-nos-á
Justamente a inteligência, ao despertar
Nossa super-raça imanente de guerreiros,
Que do espelho transporá a margem.
Desfeito o grilhão, arrebatar-nos-á o trono;
Então, sucumbiremos no inescrutável sono
Da extinção: derradeira humana viagem
E tatuagem apenas no corpo da história,
Que se desvanecerá, outrossim, como tudo
Que é grito selvagem a matéria, mas surdo
E a frigidez inorgânica seu zênite e glória!
(É um Cavalo de Tróia o conhecimento
Grávido da morte e do esquecimento...)
Tádzio Nanan
Da própria linhagem. Deter-nos-á
Justamente a inteligência, ao despertar
Nossa super-raça imanente de guerreiros,
Que do espelho transporá a margem.
Desfeito o grilhão, arrebatar-nos-á o trono;
Então, sucumbiremos no inescrutável sono
Da extinção: derradeira humana viagem
E tatuagem apenas no corpo da história,
Que se desvanecerá, outrossim, como tudo
Que é grito selvagem a matéria, mas surdo
E a frigidez inorgânica seu zênite e glória!
(É um Cavalo de Tróia o conhecimento
Grávido da morte e do esquecimento...)
Tádzio Nanan
MILLÔNIANA DO DIA:
O mundo divide-se entre os presunçosos que querem “aparecer” e os ingênuos que querem ser felizes
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 23 de outubro de 2010
MILLÔNIANA DO DIA:
Ocorre-me agora uma frase para definir a civilização humana: “muito barulho por nada”
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
EXTINÇÃO - I
O desejo humano de se sobrepor à natureza
Revigora-se com o beijo ambíguo da tecnologia:
Divindade pós-moderna, de obscura teologia
Cujo evangelho professa temerária certeza...
Porque traz como potência corte evolucionário
Semeando os futuros possíveis com rupturas
Abrindo feridas que não mais terão suturas
Apagando o verbete Humano do universal dicionário...
Subliminarmente, nossa inteligência visa a auto-extinção
Na iminência de ascenção de um novo paradigma genético
Alheio às noções do Bem e do Mal, imortal, cibernético...
Antifilosófica, antiestética, amoral, outra civilização
Surgirá. Patifaria humana, a religião também ruirá
Tudo que é sólido, disseram, se desmancha no ar...
Tádzio Nanan
Revigora-se com o beijo ambíguo da tecnologia:
Divindade pós-moderna, de obscura teologia
Cujo evangelho professa temerária certeza...
Porque traz como potência corte evolucionário
Semeando os futuros possíveis com rupturas
Abrindo feridas que não mais terão suturas
Apagando o verbete Humano do universal dicionário...
Subliminarmente, nossa inteligência visa a auto-extinção
Na iminência de ascenção de um novo paradigma genético
Alheio às noções do Bem e do Mal, imortal, cibernético...
Antifilosófica, antiestética, amoral, outra civilização
Surgirá. Patifaria humana, a religião também ruirá
Tudo que é sólido, disseram, se desmancha no ar...
Tádzio Nanan
MILLÔNIANA DO DIA:
Todo artista, todo pensador, todo criador tem uma faceta pretensiosa e ridícula
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
RETORNO
Da abscôndita noite oceânica a vida veio
Grávida do propósito evolutivo: a consciência
Que é benção e castigo, liberdade e penitência
A verter o acre-doce leite do seu seio...
O desígnio do nosso universo é a civilização humana
Ainda que a golpeemos com a pesada mão fratricida
Mas haverá a hora de evitarmos o caminho suicida
E à refulgente vereda seguirmos, que irmana...
Na intuitiva antevisão do porvir, somos completos
Nossos corpos e mentes transbordam, repletos
Auge primaveril da evolução, reflexo do perfeito...
Não obstante a glória (desejo ardente, a divindade
Nem por isso existe: é horror do escuro, é vaidade)
À noite tornamos: íntimo e sepulcral leito...
Tádzio Nanan
Grávida do propósito evolutivo: a consciência
Que é benção e castigo, liberdade e penitência
A verter o acre-doce leite do seu seio...
O desígnio do nosso universo é a civilização humana
Ainda que a golpeemos com a pesada mão fratricida
Mas haverá a hora de evitarmos o caminho suicida
E à refulgente vereda seguirmos, que irmana...
Na intuitiva antevisão do porvir, somos completos
Nossos corpos e mentes transbordam, repletos
Auge primaveril da evolução, reflexo do perfeito...
Não obstante a glória (desejo ardente, a divindade
Nem por isso existe: é horror do escuro, é vaidade)
À noite tornamos: íntimo e sepulcral leito...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Os punhos doem, mas as palavras doem mais; as lâminas cortam, mas as palavras cortam mais; as bombas conflagram, mas as palavras conflagram mais
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A HORA DO LOBO
Vício, há tempo nos dedicamos ao ilícito hediondo
E nos precipícios noturnos saltamos, alienados
Sucumbindo em opiáceos delírios, paralisados
Mil horrores cortinas de sombras nos impondo...
Morte, sei que me cobiça tua mórbida luxúria
Que maquinas com o Tempo, velhaco libertino
Meu fim – que qualquer um é teu desde menino
Mas, como Sísifo, hei de enganar-te a fúria...
E os gentis amigos Mal-Estar, Necessidade, Desespero
Arautos do ocaso, acolhem-me em recanto hospitaleiro
- amizades verdadeiras e luminares esperanças de futuro...
Ah, o completo desperdício de sonhos, ideias, ideais...
Entre brutos, ser bruto! Sobrevenham disposições infernais
Lobo uivando à selva humana, e sedento: eu auguro!
Tádzio Nanan
E nos precipícios noturnos saltamos, alienados
Sucumbindo em opiáceos delírios, paralisados
Mil horrores cortinas de sombras nos impondo...
Morte, sei que me cobiça tua mórbida luxúria
Que maquinas com o Tempo, velhaco libertino
Meu fim – que qualquer um é teu desde menino
Mas, como Sísifo, hei de enganar-te a fúria...
E os gentis amigos Mal-Estar, Necessidade, Desespero
Arautos do ocaso, acolhem-me em recanto hospitaleiro
- amizades verdadeiras e luminares esperanças de futuro...
Ah, o completo desperdício de sonhos, ideias, ideais...
Entre brutos, ser bruto! Sobrevenham disposições infernais
Lobo uivando à selva humana, e sedento: eu auguro!
Tádzio Nanan
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
A evolução fez a natureza e a humanidade tal como a conhecemos; a r(evolução) tecnológica fará outras naturezas e pós-humanidades
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 17 de outubro de 2010
O GRANDE IRMÃO NEGRO EM SUA SOBERBA ARROGANTE ...
O grande irmão negro em sua soberba arrogante!
É a sua civilização: excessos luxuriosos, imorais...
Onde tiranamente legisla, segundo lógica infante
Que assola a Terra com a ilusão de sempre querer mais...
Enquanto a diáfana irmã escasseia; ela, a geratriz da vida!
Poluem suas fontes com industriais resíduos radioativos
E todos os dias a morte salta das sombras e nos convida
A aceitar severa aridez como a sina dos seres vivos...
Essa engrenagem voraz, o capitalismo hodierno
Não se sabe bem: representação do céu ou do inferno?
Onde o exagero burlesco é evidente sintoma de falta...
Na insustentavelmente atroz e insidiosa guerra pelo lucro
A extinção de toda riqueza natural aí tem seu fulcro;
mas a consciência crítica germinará na mente incauta!
Tádzio Nanan
É a sua civilização: excessos luxuriosos, imorais...
Onde tiranamente legisla, segundo lógica infante
Que assola a Terra com a ilusão de sempre querer mais...
Enquanto a diáfana irmã escasseia; ela, a geratriz da vida!
Poluem suas fontes com industriais resíduos radioativos
E todos os dias a morte salta das sombras e nos convida
A aceitar severa aridez como a sina dos seres vivos...
Essa engrenagem voraz, o capitalismo hodierno
Não se sabe bem: representação do céu ou do inferno?
Onde o exagero burlesco é evidente sintoma de falta...
Na insustentavelmente atroz e insidiosa guerra pelo lucro
A extinção de toda riqueza natural aí tem seu fulcro;
mas a consciência crítica germinará na mente incauta!
Tádzio Nanan
sábado, 16 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Enquanto parte da humanidade, somos grandes pois fazemos parte de um todo maior, somos pequenos pois fazemos parte de um todo maior
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Não é possível salvar o Homem... do Homem;
não é possível fugir de si mesmo
Tádzio Nanan
não é possível fugir de si mesmo
Tádzio Nanan
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
URGE
Urge regar a luz
para que desabroche em áureos dias
que trarão amplos céus azuis
e outras divinais alegrias
Urge cultivar a esperança
para que se realize num vasto pomar
com frutos até onde a vista alcança:
paz, amor, sonhos, lar
Urge deter do medo
o discurso receoso e infame
ferozmente, pôr em riste o dedo
na cara da senil e fatal Madame
Em uníssono, urge afiar o grito
dilacerando o cinismo dos abastados
fazendo do contestar um novo rito
que nos faça lembrar dos deserdados
Urge com fúria levantar o braço
como se avisando: haverá guerra
e propagar o retinir do aço
para depurar dos maus a Terra
Urge da dúvida escarnecer
acovardar-se só intimamente
e deixar irremovível certeza romper
os limites, esgarçando-os tenazmente
Urge ouvir cantar a manhã
sobre o silêncio que gera a noite
libertando os filhos do amanhã
da vil miséria, do vil açoite
Tádzio Nanan
para que desabroche em áureos dias
que trarão amplos céus azuis
e outras divinais alegrias
Urge cultivar a esperança
para que se realize num vasto pomar
com frutos até onde a vista alcança:
paz, amor, sonhos, lar
Urge deter do medo
o discurso receoso e infame
ferozmente, pôr em riste o dedo
na cara da senil e fatal Madame
Em uníssono, urge afiar o grito
dilacerando o cinismo dos abastados
fazendo do contestar um novo rito
que nos faça lembrar dos deserdados
Urge com fúria levantar o braço
como se avisando: haverá guerra
e propagar o retinir do aço
para depurar dos maus a Terra
Urge da dúvida escarnecer
acovardar-se só intimamente
e deixar irremovível certeza romper
os limites, esgarçando-os tenazmente
Urge ouvir cantar a manhã
sobre o silêncio que gera a noite
libertando os filhos do amanhã
da vil miséria, do vil açoite
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Por que existe alguma coisa (universo, vida, consciência) ao invés de nada? Você é livre para escolher: porque Deus assim o quis, ou por causa de um improbabilíssimo acaso
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Alguém menos perspicaz pode dizer: Tudo é dinheiro!
Não!! Tudo é vaidade, tudo é vaidade!!
Tádzio Nanan
Não!! Tudo é vaidade, tudo é vaidade!!
Tádzio Nanan
sábado, 9 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Alguém menos perspicaz pode dizer: Tudo é sexo!
Não!! Tudo é vaidade, tudo é vaidade!!
Tádzio Nanan
Não!! Tudo é vaidade, tudo é vaidade!!
Tádzio Nanan
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
DESENCANTO
Sonhos a perder de vista... Ilusões já perdidas!
As máscaras da vida, desfeitas, uma a uma...
E seu rosto é informe, sem esperança alguma
Tais as tragédias que nele podem ser lidas
Tanto sonhei com a paz perpétua e o bem
Que éramos capazes de expelir o ódio do peito
E a vaidade – afago do demônio, sem atrativo e efeito
Esvairia ante uma filosofia que nos conduzisse além...
Ah, os dias de ventura, de primaveris pensamentos
Que se revelavam em nobres ações de fé e coragem...
Mas o inverno irrompeu, vindo com ele a voragem
Dum fatal desencanto: somos feitos dos vis elementos!
A triste verdada... não liberta, nem é bela ou boa
Espelho refletindo o cruel inimigo: a gente próprio
Como ir superando o vício se nosso sangue é o ópio
Que nos embriaga, macula, transvia, atordoa?!
Tádzio Nanan
As máscaras da vida, desfeitas, uma a uma...
E seu rosto é informe, sem esperança alguma
Tais as tragédias que nele podem ser lidas
Tanto sonhei com a paz perpétua e o bem
Que éramos capazes de expelir o ódio do peito
E a vaidade – afago do demônio, sem atrativo e efeito
Esvairia ante uma filosofia que nos conduzisse além...
Ah, os dias de ventura, de primaveris pensamentos
Que se revelavam em nobres ações de fé e coragem...
Mas o inverno irrompeu, vindo com ele a voragem
Dum fatal desencanto: somos feitos dos vis elementos!
A triste verdada... não liberta, nem é bela ou boa
Espelho refletindo o cruel inimigo: a gente próprio
Como ir superando o vício se nosso sangue é o ópio
Que nos embriaga, macula, transvia, atordoa?!
Tádzio Nanan
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Ser feliz não é tentar realizar os sonhos, mas ter sonhos realizáveis
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 5 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os homens precisam das mulheres mais do que gostam delas; as mulheres gostam dos homens mais do que precisam deles
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O pusilânime quer o aplauso dos poderosos, nem que para isso cause o pranto dos mais fracos; o destemido quer o aplauso dos mais fracos, nem que para isso cause a ira dos poderosos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
DUAS ESTÓRIAS DE AMOR INDELÉVEL
*
Qualquer instante guarda a eternidade em si
Porque nele sussurram as vozes das infinitas coisas existentes
Decorrentes de outras infinitas coisas já extintas (na verdade, não extintas, mas que se transformaram, apenas)
E fonte das outras coisas que haverão de existir ainda, numa interminável, irrefreável e inter-relacionada cadeia de causa e efeito, que se retro-alimenta, a maior de todas as belezas físicas
Todo instante marca indelevelmente a memória do tempo, o corpo do espaço, que são o verdadeiro Deus a venerar
Um dia saberemos acessá-los: tempo, espaço, Deus, e todas as verdades, enfim, nos serão reveladas, dentre as quais, o Absoluto, que, ou se redescobrirá relativo ou nós mesmos nos redescobriremos absolutos
A eternidade, portanto, são infinitas ondas de eternidades que se complementam, ondas passageiras e evanescentes, como o instante, que é eterno e infinito, porque encerra tudo: todo o antes, todo o depois
Que amantes apaixonados a eternidade e o instante!
*
O pensamento é infinito
E quanto mais o pensamento percorre os labirintos cerebrais, mais e mais alarga todas as fronteiras, inventando outros universos; igual à luz, quando se espalha, revelando tesouros de cores e formas
Mas é só fátuo lampejo o pensamento quando o pomos em modelos, vulgares arquiteturas de números e palavras, porque o pensamento só é infinito na mente, porque esta é infinita, integrada à pura energia universal, e dela à linguagem quase tudo se perde, irremediavelmente, ou torna-se sofisma ou poesia medíocre
Quanto maior é o pensamento mais ele
Repousa nos olhos
Silencia nos lábios
Arde no peito dos que o concebem (e, reciprocamente, são concebidos por ele)
O maior pensamento, o pensamento infinito não pode ser traduzido porque é um tipo de “sentimento”, só podendo ser (com)partilhado entre almas, espíritos
Que amantes apaixonados espírito, mente e pensamento!
Tádzio Nanan
Qualquer instante guarda a eternidade em si
Porque nele sussurram as vozes das infinitas coisas existentes
Decorrentes de outras infinitas coisas já extintas (na verdade, não extintas, mas que se transformaram, apenas)
E fonte das outras coisas que haverão de existir ainda, numa interminável, irrefreável e inter-relacionada cadeia de causa e efeito, que se retro-alimenta, a maior de todas as belezas físicas
Todo instante marca indelevelmente a memória do tempo, o corpo do espaço, que são o verdadeiro Deus a venerar
Um dia saberemos acessá-los: tempo, espaço, Deus, e todas as verdades, enfim, nos serão reveladas, dentre as quais, o Absoluto, que, ou se redescobrirá relativo ou nós mesmos nos redescobriremos absolutos
A eternidade, portanto, são infinitas ondas de eternidades que se complementam, ondas passageiras e evanescentes, como o instante, que é eterno e infinito, porque encerra tudo: todo o antes, todo o depois
Que amantes apaixonados a eternidade e o instante!
*
O pensamento é infinito
E quanto mais o pensamento percorre os labirintos cerebrais, mais e mais alarga todas as fronteiras, inventando outros universos; igual à luz, quando se espalha, revelando tesouros de cores e formas
Mas é só fátuo lampejo o pensamento quando o pomos em modelos, vulgares arquiteturas de números e palavras, porque o pensamento só é infinito na mente, porque esta é infinita, integrada à pura energia universal, e dela à linguagem quase tudo se perde, irremediavelmente, ou torna-se sofisma ou poesia medíocre
Quanto maior é o pensamento mais ele
Repousa nos olhos
Silencia nos lábios
Arde no peito dos que o concebem (e, reciprocamente, são concebidos por ele)
O maior pensamento, o pensamento infinito não pode ser traduzido porque é um tipo de “sentimento”, só podendo ser (com)partilhado entre almas, espíritos
Que amantes apaixonados espírito, mente e pensamento!
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Uma verdade para os outros pode ser uma mentira para mim; uma verdade para mim pode ser uma mentira para os outros
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O ser humano acha que a Terra lhe foi dada, como dádiva; mas ele é que foi dado à Terra, como praga
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Toda a delícia de existir coincide também com toda a tragédia: nossas necessidades e desejos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 28 de setembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
O conhecimento, a tecnologia, a técnica tendem a resolver o problema econômico (produzir mais, a custos menores); mas, e o problema moral (preservar a natureza, dividir mais igualmente o produto social, cuidar dos mais fracos, oferecer oportunidades iguais para todos, solidariedade, fraternidade, tolerância, altruísmo, respeito, convivência pacífica e harmoniosa)? A religião, a educação(formal), a ética, vêm fracassando há séculos na consecução desses objetivos
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
JP e um caso colegial
JP percebeu que podia ouvir com alguma clareza os ruídos que suas amiguinhas faziam, no vestiário ao lado, antes e depois das aulas de educação física, e pôs-se a maquinar que poderia haver, quem sabe – seria bom demais para ser verdade?, um duto de ar que estivesse levando os sons de um vestiário ao outro; começou a procurar, sem chamar atenção, algum possível ponto de ligação entre os dois ambientes; e não é que na parte dos chuveiros havia um duto, estreitinho, muito ao alto, que parecia ligá-los? Ficou arquitetando planos para poder subir até lá, talvez um corpo pequeno e mirrado como o seu coubesse no duto; analisou a parede para ver se, de alguma forma, poderia subir por ela, e após alguns segundos de investigação, concluiu, decepcionado, que era impossível chegar até lá, bem como passar por aquele duto, e sabe-se lá o que teria depois dele, talvez apenas a visão do logradouro...
Mas vejam o que é a mão (ardilosa? benfazeja?) do destino: um mês depois, JP estava na aula de educação física e ficou com vontade de ir ao banheiro, pediu a permissão, foi; no momento em que entrava no vestiário, dois homens estavam saindo e disseram-lhe: “A gente está fazendo uma pequena reforma nos chuveiros, por isso está cheio de material espalhado pelo chão, mas voltamos logo, em vinte minutinhos...” JP deu de ombros, foi até a latrina, fez um longo xixi, e quando voltava à aula, o bichinho da curiosidade lhe picou, e ele voltou atrás para dar uma singela olhadinha na reforma; pois bem, estava lá, magnífica, providencial, do alto dos seus vários metros, uma escada, a escada que ele tanto sonhara um mês antes, a própria mão de Deus a havia posto lá, para que ele pudesse, enfim, ter o seu momento de iluminação, a sua visão do paraíso; incontinenti, arrastou-a cuidadosamente para o lugar onde identificara o suposto duto de ar, e subiu cheio de ansiedade; o duto era estreito e devia ter uns três metros de comprimento, mas ouvia-se claramente os ruídos que as meninas do terceiro ano faziam, voltando da aula de educação física; naquela classe, muitas garotas eram amigas de sua irmã, e algumas eram paqueras que frequentavam a sua casa, além da L., o amor de sua juventude; isso o motivou deveras; sim, faria isso: meteu-se sem muito pensar no duto – só coube ali por causa dos seus 14 anos e seus poucos quilos, e foi arrastando-se devagar e silenciosamente, tinha 15 minutos até a dupla de estraga prazeres voltar; é, ele tinha razão, o duto ligava os dois ambientes: começava a ver parte do outro vestiário; logo depois, já com a cabeça quase no limite do duto, viu as garotas nuas, tomando banho, e viu a sua L., que parecia despir-se sensualmente para ele, peça após peça da indumentária, o sutiã, o jeans, a calcinha... ele quase perdeu os sentidos! JP ficou ali por uns quinze minutos, até a última garota deixar o recinto. Quando tentou voltar, percebeu que não tinha como manobrar seu corpo, não tinha mais aquela adrenalina, os braços estavam praticamente presos, e ele não poderia voltar; inicialmente, entrou em pânico, mas controlou-se, sabia que os caras voltariam logo; esperou-os e eles chegaram um pouco depois; gritou por socorro, bateu as pernas, os caras o viram e o retiraram de lá, às gargalhadas, claro; já no chão, sem ter o que dizer, pediu pelo amor de Deus para que não contassem nada; os dois sujeitos fecharam a cara para fazer-lhe medo, como se dissessem que o denunciariam, mas no fim conseguiram o que queriam, dinheiro: cem pratas na mão de cada um; e o assunto, pelo menos para o grande público findou-se por aí; mas na cabecinha sensual de JP aquelas imagens – verdadeiras delícias do paraíso perdido, levam-no a vertiginosos momentos de delírio ainda hoje...
Narrador onisciente
Mas vejam o que é a mão (ardilosa? benfazeja?) do destino: um mês depois, JP estava na aula de educação física e ficou com vontade de ir ao banheiro, pediu a permissão, foi; no momento em que entrava no vestiário, dois homens estavam saindo e disseram-lhe: “A gente está fazendo uma pequena reforma nos chuveiros, por isso está cheio de material espalhado pelo chão, mas voltamos logo, em vinte minutinhos...” JP deu de ombros, foi até a latrina, fez um longo xixi, e quando voltava à aula, o bichinho da curiosidade lhe picou, e ele voltou atrás para dar uma singela olhadinha na reforma; pois bem, estava lá, magnífica, providencial, do alto dos seus vários metros, uma escada, a escada que ele tanto sonhara um mês antes, a própria mão de Deus a havia posto lá, para que ele pudesse, enfim, ter o seu momento de iluminação, a sua visão do paraíso; incontinenti, arrastou-a cuidadosamente para o lugar onde identificara o suposto duto de ar, e subiu cheio de ansiedade; o duto era estreito e devia ter uns três metros de comprimento, mas ouvia-se claramente os ruídos que as meninas do terceiro ano faziam, voltando da aula de educação física; naquela classe, muitas garotas eram amigas de sua irmã, e algumas eram paqueras que frequentavam a sua casa, além da L., o amor de sua juventude; isso o motivou deveras; sim, faria isso: meteu-se sem muito pensar no duto – só coube ali por causa dos seus 14 anos e seus poucos quilos, e foi arrastando-se devagar e silenciosamente, tinha 15 minutos até a dupla de estraga prazeres voltar; é, ele tinha razão, o duto ligava os dois ambientes: começava a ver parte do outro vestiário; logo depois, já com a cabeça quase no limite do duto, viu as garotas nuas, tomando banho, e viu a sua L., que parecia despir-se sensualmente para ele, peça após peça da indumentária, o sutiã, o jeans, a calcinha... ele quase perdeu os sentidos! JP ficou ali por uns quinze minutos, até a última garota deixar o recinto. Quando tentou voltar, percebeu que não tinha como manobrar seu corpo, não tinha mais aquela adrenalina, os braços estavam praticamente presos, e ele não poderia voltar; inicialmente, entrou em pânico, mas controlou-se, sabia que os caras voltariam logo; esperou-os e eles chegaram um pouco depois; gritou por socorro, bateu as pernas, os caras o viram e o retiraram de lá, às gargalhadas, claro; já no chão, sem ter o que dizer, pediu pelo amor de Deus para que não contassem nada; os dois sujeitos fecharam a cara para fazer-lhe medo, como se dissessem que o denunciariam, mas no fim conseguiram o que queriam, dinheiro: cem pratas na mão de cada um; e o assunto, pelo menos para o grande público findou-se por aí; mas na cabecinha sensual de JP aquelas imagens – verdadeiras delícias do paraíso perdido, levam-no a vertiginosos momentos de delírio ainda hoje...
Narrador onisciente
PENSAMENTO DO DIA:
A utopia sai do ventre da barbárie; e quanto maior a barbárie, maior a utopia
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 26 de setembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Os músculos só produzem o de comer; apenas a mente é capaz de produzir excedentes
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 25 de setembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Sou manso o suficiente para não esmagar ninguém; sou feroz o suficiente para não deixar ninguém me esmagar
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
POEMATRIZ - II
(ou P.R.O.G.R.E.S.S.Ã.O)
Minha mente é um software contaminado
Minha mente é um software contaminadp
Minha mente é um software contaminaep
Minha mente é um software contaminbep
Minha mente é um software contamiobep
Minha mente é um software contamjobep
Minha mente é um software contanjobep
Minha mente é um software contbnjobep
Minha mente é um software cooubnjobep
Minha mente é um software cpoubnjobep
Minha mente é um software dpoubnjobep
Minha mente é um softwarf dpoubnjobep
Minha mente é um softwasf dpoubnjobep
Minha mente é um softwbsf dpoubnjobep
Minha mente é um softybsf dpoubnjobep
Minha mente é um sofuybsf dpoubnjobep
Minha mente é um soguybsf dpoubnjobep
Minha mente é um spguybsf dpoubnjobep
Minha mente é um tpguybsf dpoubnjobep
Minha mente é un tpguybsf dpoubnjobep
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Minha menuf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Minha meouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Minha mfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Minha nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Minhb nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Minib nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Mioib nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Mjoib nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Njoib nfouf f vn tpguybsf dpoubnjobep
Tádzio Nanan
Minha mente é um software contaminado
Minha mente é um software contaminadp
Minha mente é um software contaminaep
Minha mente é um software contaminbep
Minha mente é um software contamiobep
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Tádzio Nanan
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
POEMATRIZ
O SENTIDO POSSÍVEL É AQUELE...
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...QUE EMPRESTAMOS À VIDA COTIDIANAMENTE
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Quantas tortuosas estradas haveremos de seguir até avistarmos o “Palácio da Sabedoria”? Quantos espelhos haveremos de encarar até finalmente refletir-se nossa verdadeira face?
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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