Louva-se mais a Deus agindo que orando
Tádzio Nanan
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
ESFINGE - I
Coração há que olvide tua beleza?
De rosa a desvirginar a primavera
De sol a inaugurar uma outra era
De novos sonhos e mais delicadeza
E alma há indiferente à tua tristeza?
Que confere ao teu olhar larga gravidade,
Como se lá houvesse sorumbática cidade
Onde reinasse noctívaga princesa
Teu olhar horrendo, de outra Medusa
Vai refazendo os corações humanos em pedra
E em tua plástica beleza só o malefício medra
Volúpia estéril, cristalizada na recusa
E teus gestos, que engendram sombras delirantes
Ora parecem pesadas: as memórias doídas?
Ora parecem abatidas: as paixões perdidas?
Malditas sombras, que te arrastam a vãos distantes
Bebe, triste e bela infanta de longínqua esfera
Um gole do Letes, sim, o esquecimento...
Antes que morras do tétrico sofrimento
Bebe um gole! Foge do mal que te lacera!
Tádzio Nanan
De rosa a desvirginar a primavera
De sol a inaugurar uma outra era
De novos sonhos e mais delicadeza
E alma há indiferente à tua tristeza?
Que confere ao teu olhar larga gravidade,
Como se lá houvesse sorumbática cidade
Onde reinasse noctívaga princesa
Teu olhar horrendo, de outra Medusa
Vai refazendo os corações humanos em pedra
E em tua plástica beleza só o malefício medra
Volúpia estéril, cristalizada na recusa
E teus gestos, que engendram sombras delirantes
Ora parecem pesadas: as memórias doídas?
Ora parecem abatidas: as paixões perdidas?
Malditas sombras, que te arrastam a vãos distantes
Bebe, triste e bela infanta de longínqua esfera
Um gole do Letes, sim, o esquecimento...
Antes que morras do tétrico sofrimento
Bebe um gole! Foge do mal que te lacera!
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
A noite e a tempestade podem dar-te uma lição fundamental: a paciência
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
APOCALIPSE
Depois, o silêncio reinou outra vez
Depois das paixões, o esquecimento
Depois da razão, a frigidez
De um universo triste, sem argumento
Depois da dúvida hamletiana
Que confrangia o homem
E da sentença descartiana
Apenas sono, apenas ontem
Só, Ele revê a tudo, sem saudade
O quanto fizera, apaixonadamente
Sonhando a filosofia, a arte, a ciência
Mas, num lapso, criara a iniquidade
Consumindo tudo, obstinadamente
E quis pôr fim à Sua imprevidência...
Tádzio Nanan
Depois das paixões, o esquecimento
Depois da razão, a frigidez
De um universo triste, sem argumento
Depois da dúvida hamletiana
Que confrangia o homem
E da sentença descartiana
Apenas sono, apenas ontem
Só, Ele revê a tudo, sem saudade
O quanto fizera, apaixonadamente
Sonhando a filosofia, a arte, a ciência
Mas, num lapso, criara a iniquidade
Consumindo tudo, obstinadamente
E quis pôr fim à Sua imprevidência...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Talvez a humanidade não tenha salvação, e por um motivo bem simples: o ser humano não é bom o suficiente
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
PARA SEMPRE NA MEMÓRIA DO TEMPO...
Para sempre na memória do tempo ficará escrito
Esse amor: sublime paixão de juventude
Que aguardou por teu gesto, mas tua atitude,
Soberba, indiferente, fê-lo ser proscrito...
Foste para onde não mais posso tocar-te ou ver-te:
Plaga distante, pátria de gênios, de bravos, de belas
Nesse altar, onde te adoro, só, rodeado de velas,
Tudo são ilusões de beijar-te e envolver-te...
Distante, embora estejas, ainda te sinto perto:
Sem te olhar te vejo, sem dizeres te escuto,
Se digo teu nome, choro desfeito em luto
Nessa paixão inútil que é viver deserto...
Incauto e otimista fui! Ah, fiquei sonhando o céu:
O paraíso recôndito que floresce em teu olhar,
Onde tudo esqueceria de simplesmente amar
Teu corpo palpitante sobre mim, lácteo véu...
Agridoce miragem no ermo da minha solidão!
Pudesse repousar o fio dos meus pensamentos
Outra vez em teu colo, encher-me de alentos
Perto de quem seria sereno e imortal guardião...
Tádzio Nanan
Esse amor: sublime paixão de juventude
Que aguardou por teu gesto, mas tua atitude,
Soberba, indiferente, fê-lo ser proscrito...
Foste para onde não mais posso tocar-te ou ver-te:
Plaga distante, pátria de gênios, de bravos, de belas
Nesse altar, onde te adoro, só, rodeado de velas,
Tudo são ilusões de beijar-te e envolver-te...
Distante, embora estejas, ainda te sinto perto:
Sem te olhar te vejo, sem dizeres te escuto,
Se digo teu nome, choro desfeito em luto
Nessa paixão inútil que é viver deserto...
Incauto e otimista fui! Ah, fiquei sonhando o céu:
O paraíso recôndito que floresce em teu olhar,
Onde tudo esqueceria de simplesmente amar
Teu corpo palpitante sobre mim, lácteo véu...
Agridoce miragem no ermo da minha solidão!
Pudesse repousar o fio dos meus pensamentos
Outra vez em teu colo, encher-me de alentos
Perto de quem seria sereno e imortal guardião...
Tádzio Nanan
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ROSA DO MAINZ
Verão imortal, de ardente temperatura
És sol a pino, e também o mar e suave brisa...
Tua paisagem minha memória escraviza
E lança a rede do amor que a captura
Teu corpo – Deus, teu corpo, um cataclismo
Derribando os alicerces da minha razão
Indefeso, caio infinitamente em tua mão
Nutrindo este amor que obsessivamente cismo
Como te amo, minha princesa germânica!
Mais que o sol ama o azul no qual flutua
Mais que a estrela ama o infinito em que atua
Amo tua singela beleza, balsâmica
Rosa do Mainz, pudesse regar-te a formosura
Com o orvalho do meu amor primaveril
Intemerato, sincero, glorioso, febril
Em ti encontrar o elixir da minha cura...
Tádzio Nanan
És sol a pino, e também o mar e suave brisa...
Tua paisagem minha memória escraviza
E lança a rede do amor que a captura
Teu corpo – Deus, teu corpo, um cataclismo
Derribando os alicerces da minha razão
Indefeso, caio infinitamente em tua mão
Nutrindo este amor que obsessivamente cismo
Como te amo, minha princesa germânica!
Mais que o sol ama o azul no qual flutua
Mais que a estrela ama o infinito em que atua
Amo tua singela beleza, balsâmica
Rosa do Mainz, pudesse regar-te a formosura
Com o orvalho do meu amor primaveril
Intemerato, sincero, glorioso, febril
Em ti encontrar o elixir da minha cura...
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
O ser humano: a coisa mais sublime do universo, a coisa mais hedionda do universo
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
LUZ
Irrefreavelmente vem galgando os espaços
Semeando a verdade, com seus lavradores braços
Nada se lhe subtrairá, porque é força onividente
Revelando e traduzindo o que se inferia ausente
Com fulgurantes poderes e infalíveis laços
Captura, com suave brandura, o negror dos cansaços
De tudo que é vivo, restaurando sua força imanente
Enquanto desvela a miríade de formas à gente
Vem curar-nos da fúria fratricida do aço
Ensinando a bem-aventurança e fortalecendo o abraço
Apaziguando o coração tumultuado de ódios ingentes
Propondo um porvir em comum e conciliações urgentes
Com ligeireza avança, de pezinhos descalços
Diafanamente, despida das sombras, nos ignotos terraços
Das vastas amplidões que nos habitam a mente
E nos secretos jardins da casa do Onisciente
Tádzio Nanan
Semeando a verdade, com seus lavradores braços
Nada se lhe subtrairá, porque é força onividente
Revelando e traduzindo o que se inferia ausente
Com fulgurantes poderes e infalíveis laços
Captura, com suave brandura, o negror dos cansaços
De tudo que é vivo, restaurando sua força imanente
Enquanto desvela a miríade de formas à gente
Vem curar-nos da fúria fratricida do aço
Ensinando a bem-aventurança e fortalecendo o abraço
Apaziguando o coração tumultuado de ódios ingentes
Propondo um porvir em comum e conciliações urgentes
Com ligeireza avança, de pezinhos descalços
Diafanamente, despida das sombras, nos ignotos terraços
Das vastas amplidões que nos habitam a mente
E nos secretos jardins da casa do Onisciente
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Ser sábio é basicamente poder olhar com tranquilidade para as coisas, sejam elas boas ou ruins
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
domingo, 21 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Faz tua vida ser um exemplo para o mundo e não o mundo ser um exemplo para tua vida
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sábado, 20 de novembro de 2010
MEDITABUNDO
Antes, quando o Homem era potência
Secreto devaneio do esfíngico autor
Do espaço/tempo, do ousado criador
Da matéria, da anti-matéria, da consciência...
Antes, quando o Homem não sonhava
Quando a idéia da idéia tremeluzia
E a obra do braço humano adormecia
Déspota solitário, Ele imperava...
Antes, quando era silêncio a palavra
Quando nada fabricava a humana lavra
Ele, a absoluta razão do universo
Toda a explicação: verso, anverso...
Agora, o Homem, invertendo tudo
Faz Deus, meditabundo, ficar mudo
Tádzio Nanan
Secreto devaneio do esfíngico autor
Do espaço/tempo, do ousado criador
Da matéria, da anti-matéria, da consciência...
Antes, quando o Homem não sonhava
Quando a idéia da idéia tremeluzia
E a obra do braço humano adormecia
Déspota solitário, Ele imperava...
Antes, quando era silêncio a palavra
Quando nada fabricava a humana lavra
Ele, a absoluta razão do universo
Toda a explicação: verso, anverso...
Agora, o Homem, invertendo tudo
Faz Deus, meditabundo, ficar mudo
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Para investir em cérebros precisamos de muito dinheiro; mas para investir nos corações só precisamos de muito amor
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
PENSAMENTO DO DIA:
Deus inveja o homem porque ele pode escolher; o homem inveja Deus porque Ele não precisa
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PRECE
O homem, refém de uma lógica consumista
Desfere golpes matricidas contra a Terra
Persegue excessos megalomaníacos e erra
Ao eleger o iníquo paradigma capitalista
Violentada, a natureza adoece, sangra, berra
Contra esse modus vivendi pródigo, materialista
(que nos tem degenerado em cegueira a vista)
De destrutiva avidez, que nos sevicia e aferra
Vamos juntos, em silêncio, dar-nos as mãos
E redescobrir o sagrado elo que nos irmana
Homem e Terra. Vencer a doença, viver sãos
Para estarmos aqui como um só, como irmãos
Esquecidos de que um dia levamos esta vida insana
Baseada na força bruta, na força do ouro e da grana
Tádzio Nanan
Desfere golpes matricidas contra a Terra
Persegue excessos megalomaníacos e erra
Ao eleger o iníquo paradigma capitalista
Violentada, a natureza adoece, sangra, berra
Contra esse modus vivendi pródigo, materialista
(que nos tem degenerado em cegueira a vista)
De destrutiva avidez, que nos sevicia e aferra
Vamos juntos, em silêncio, dar-nos as mãos
E redescobrir o sagrado elo que nos irmana
Homem e Terra. Vencer a doença, viver sãos
Para estarmos aqui como um só, como irmãos
Esquecidos de que um dia levamos esta vida insana
Baseada na força bruta, na força do ouro e da grana
Tádzio Nanan
PENSAMENTO DO DIA:
Um homem, despido de suas paixões, é um sábio; um sábio, despido de seus medos, é um deus
Tádzio Nanan
Tádzio Nanan
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