o silêncio da ignorância, o da sabedoria; o silêncio do martírio, o da covardia; o silêncio da solidão, o da intimidade; o silêncio dos esquecidos, o da saudade... tantos e tão diversos silêncios, vários deles opostos entre si... muito mais que as palavras, o silêncio é a tradução mais difícil!
Segundo tempo da partida. Fazer muitos gols, virar o placar. Reacender no peito a chama da vida. Redescobrir-me maior que o mar! Segundo tempo de jogo. Não sou um Pelé, mas sou obstinado. Arde em mim imortal fogo, Imortal sonho, altivo, elevado! O mundo é feroz, joga duro, Mas, com vontade a gente chega lá. Viver o presente, semear o futuro. Ser feliz e completo quando o futuro chegar! Às vezes, o mundo joga deslealmente, Mas, com princípios se alcança a vitória. Ser fiel a si mesmo, ao que o coração sente, Pra nossa voz repercutir na história! Segundo tempo, no jogo da vida. Hora de agigantar-me e resplandecer. Escolher o caminho da luz, curar a ferida. Todos os dias, acordar para renascer! Segundo tempo, final de campeonato. Agora, driblo como um Garrincha, um Neymar... Não sou mais sonho apenas, sou ato. Sei quem eu sou e pelo que lutar!
O pequeno homem furioso toma as ruas, braço erguido, vociferando palavras de ordem. É incapaz de dialogar com aqueles que eventualmente dele discordem. O pequeno homem furioso recita o livro venerado, sem questionamento. Não conhece, nem concede a ninguém, liberdade de pensamento. O pequeno homem furioso e suas verdades imutáveis e sagradas. Ele não sabe que suas verdades caducaram, ultrapassadas? O pequeno homem furioso, com certezas infundadas cimentou sua mente. Que importa se a realidade e as certezas que possui se excluem mutuamente? O pequeno homem furioso cumpre as diretrizes do partido, sem hesitação. Um autômato combatendo a alienação... Contradição? O pequeno homem furioso é incapaz de existir individualmente. Quer ser parte indistinguível do todo, ser gado e não gente. O pequeno homem furioso é incapaz de existir como parte de uma coletividade. Sonha com destacar-se dos demais - quer privilégios, não quer igualdade. O pequeno homem furioso se vende inescrupulosamente ao poder, ao dinheiro. Que importa se se afunda no caos o mundo inteiro? O pequeno homem furioso, arauto de deus, paladino da família, baluarte da tradição. Até quando se associará a esta medieval e simplória idealização? O pequeno homem furioso, portador das verdades derradeiras, dita regras e vereditos. Não reconhece a verdade dos outros, nem ouve suas súplicas, seus gritos. O pequeno homem furioso reproduz o status quo, cegamente. Bonifrate manipulado por cordéis que ele sequer pressente... O pequeno homem furioso prega vanguardas, utopias, revoluções. Semelhante àqueles que creem em milagres, transcendências, revelações...
a vida é uma só e é curta; por isso, devemos ser realistas, conservadores, previdentes, agir estrategicamente. a vida é uma só e é curta; por isso, devemos ser sonhadores, ousados, destemidos, surfar corajosamente as ondas do Zeitgeist. * a vida é um duplo parte dela deve ser vivida naturalmente, sem metas e estratagemas, sem enfrentamento ao que os ventos trouxerem; agindo assim, distinguir-nos-íamos dos utilitaristas radicias, que de tudo querem extrair vantagem; também nos pouparíamos de estar sob o chicote de uma razão cega outra parte da vida deve ser vivida racionalmente, submetida aos ditames da estratégia, competição, eficiência; agindo assim, distinguir-nos-íamos dos nefelibatas; também nos pouparíamos de uma existência errática, sem propósito, excessivamente feérica
gostamos de comparar as pessoas nas coisas que todos temos em comum; mas a atitude inteligente é valorizar as pessoas pelo que elas têm de próprio e mais delas
o brasileiro só é um cidadão exemplar quando está no estrangeiro! no Brasil de hoje, aqueles que estão errados estão flagrantemente errados, e aqueles que estão certos estão errados também! * o brasileiro aponta o dedo e acusa o vizinho ignorando que o vizinho é apenas um reflexo dele mesmo