quarta-feira, 21 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
domingo, 7 de agosto de 2016
Para Jesus de Nazaré - II, por tádzio nanan
Jesus, criança diáfana, criança iluminada,
És sol para as noites da minha esperança;
És a fortaleza que me apazígua e descansa;
Ainda maior que o colo da mulher amada!
Jesus, tu que semeaste o dia em nossas vidas,
Inventando a paz e a irmandade humana;
Dissipando a treva e as ilusões mundanas;
Fazendo outra vez encontro as despedidas...
E que ainda padeceste, traído e humilhado,
E perdoaste aos que te haviam ultrajado,
Ensina-me meu Jesus amado, o amor, o perdão.
E se nosso celestial pai não existir, porventura;
E a realidade do homem for trágica e escura;
Pelo exemplo, maior serás em meu coração!
És sol para as noites da minha esperança;
És a fortaleza que me apazígua e descansa;
Ainda maior que o colo da mulher amada!
Jesus, tu que semeaste o dia em nossas vidas,
Inventando a paz e a irmandade humana;
Dissipando a treva e as ilusões mundanas;
Fazendo outra vez encontro as despedidas...
E que ainda padeceste, traído e humilhado,
E perdoaste aos que te haviam ultrajado,
Ensina-me meu Jesus amado, o amor, o perdão.
E se nosso celestial pai não existir, porventura;
E a realidade do homem for trágica e escura;
Pelo exemplo, maior serás em meu coração!
sábado, 6 de agosto de 2016
Para Jesus de Nazaré - I, por tádzio nanan
Recordando o Nazareno, chorei.
Amei-o como antes não havia conseguido,
Pois minha raiva não o havia permitido,
Não estava pronto para ele. Indaguei,
Pálido de temor, a meu coração exilado:
Serei soldado do que há de pior no mundo;
Terei enterrado os bons sentimentos no fundo
Do peito, que degenerou, petrificou, aviltado?
Que desinteressado ato de amor produzi?
Que gesto de perdão, de união, espargi?
Não devo invocá-lo se não sou digno dele...
Reconfortantes palavras e benfazejas ações,
Que transbordem de amor nossos corações,
É o caminho único para chegarmos a ele!
Amei-o como antes não havia conseguido,
Pois minha raiva não o havia permitido,
Não estava pronto para ele. Indaguei,
Pálido de temor, a meu coração exilado:
Serei soldado do que há de pior no mundo;
Terei enterrado os bons sentimentos no fundo
Do peito, que degenerou, petrificou, aviltado?
Que desinteressado ato de amor produzi?
Que gesto de perdão, de união, espargi?
Não devo invocá-lo se não sou digno dele...
Reconfortantes palavras e benfazejas ações,
Que transbordem de amor nossos corações,
É o caminho único para chegarmos a ele!
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
domingo, 31 de julho de 2016
Apocalipse - III, por tádzio nanan
Depois, o silêncio ressoou outra vez.
Depois das paixões, a indiferença.
Depois do abscesso, a higidez.
E a solidão maior e a mais intensa.
Depois dos afetos vertidos em arte:
O superior elemento do homem;
E do cogito, ergo sum de Descartes,
Tudo jaz sono, silêncio, ontem.
Só, Ele revê a tudo, sem saudade.
O quanto fizera, apaixonadamente,
Mirando as luzes da consciência.
Mas num lapso criara a iniquidade,
Consumindo tudo, obstinadamente.
E quis pôr fim à sua imprevidência...
Depois das paixões, a indiferença.
Depois do abscesso, a higidez.
E a solidão maior e a mais intensa.
Depois dos afetos vertidos em arte:
O superior elemento do homem;
E do cogito, ergo sum de Descartes,
Tudo jaz sono, silêncio, ontem.
Só, Ele revê a tudo, sem saudade.
O quanto fizera, apaixonadamente,
Mirando as luzes da consciência.
Mas num lapso criara a iniquidade,
Consumindo tudo, obstinadamente.
E quis pôr fim à sua imprevidência...
sábado, 30 de julho de 2016
Apocalipse - II, por tádzio nanan
Aí, em tua mente, deu-se tudo.
Posta a eternidade do segundo.
Em tua ânsia, o sonho humano afigurou-se,
E o caos, serenamente, organizou-se.
Aí, da tua noite, fez-se o dia,
A ideia absoluta, a fugidia.
Eras tão só, silente, aflito.
Nós somos teu abissal grito.
Hoje, teu coração de pedra imagina
Outra vez a solidão, a ela se inclina.
É assim que os abismos se reencontrarão.
E em tua ígnea face, eterna, atemporal,
Em cujos olhos cintila o além do bem e do mal,
Lá, indistintas, nossas memórias dormirão...
Posta a eternidade do segundo.
Em tua ânsia, o sonho humano afigurou-se,
E o caos, serenamente, organizou-se.
Aí, da tua noite, fez-se o dia,
A ideia absoluta, a fugidia.
Eras tão só, silente, aflito.
Nós somos teu abissal grito.
Hoje, teu coração de pedra imagina
Outra vez a solidão, a ela se inclina.
É assim que os abismos se reencontrarão.
E em tua ígnea face, eterna, atemporal,
Em cujos olhos cintila o além do bem e do mal,
Lá, indistintas, nossas memórias dormirão...
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Apocalipse - I, por tádzio nanan
Antes, quando o homem era lampejo,
Secreto ideal do esfíngico criador
Do espaço-tempo, o ambíguo autor
Da vida e da morte, da entropia e do desejo...
Antes, quando o homem não sonhava,
Quando a ideia da ideia tremeluzia
E a obra do braço humano inexistia,
Déspota incontrastável, Ele reinava...
Antes, quando o verbo estava latente,
Quando o pensamento jazia ausente,
Ele, o absoluto motivo do universo,
Toda a explicação: verso, anverso.
Agora, o homem inverte tudo,
E Deus, taciturno, fica mudo...
Secreto ideal do esfíngico criador
Do espaço-tempo, o ambíguo autor
Da vida e da morte, da entropia e do desejo...
Antes, quando o homem não sonhava,
Quando a ideia da ideia tremeluzia
E a obra do braço humano inexistia,
Déspota incontrastável, Ele reinava...
Antes, quando o verbo estava latente,
Quando o pensamento jazia ausente,
Ele, o absoluto motivo do universo,
Toda a explicação: verso, anverso.
Agora, o homem inverte tudo,
E Deus, taciturno, fica mudo...
domingo, 24 de julho de 2016
GÊNESIS - II, por tádzio nanan
Os dias Dele, um mesmo dia,
Num plano além do espaço,
Onde só solidão e cansaço.
Mas lá, lindo ideal ardia...
Assim, fez luz do luto aterrador,
E sacou a matéria do abstrato,
Num louco e intempestivo ato
De refulgente esperança e amor!
Depois da obra criada:
O homem e sua infinita estrada,
O eterno embate do bem contra o mal,
Lá, no último refúgio astral,
Sentiu-se feliz. Descansou.
E nunca mais acordou!
sábado, 23 de julho de 2016
GÊNESIS - I, por tádzio nanan
No vácuo de sua
existência,
Descobriu-se
sozinho, desamparado.
A onisciência,
quem lhe houvera dado,
A ubiquidade, a
onipotência?
E quedou-se
meditabundo,
Sem decifrar o
íntimo mistério.
Quis renunciar a
seu poder, a seu império,
E chorou a dor
de um moribundo.
Quis morrer,
quis suicidar-se.
Quis que tal
noite terminasse.
Matou-se, mas
renasceu na solitude...
Quis ficar
louco, mas lúcido.
Quis seu negror
translúcido.
E maldisse a
própria infinitude!
sábado, 16 de julho de 2016
sexta-feira, 15 de julho de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
pensamentos do dia, por tádzio nanan
a tal da verdade não passa de um tremendo preconceito
a tal da felicidade não passa de uma tremenda acomodação
a tal da unanimidade não passa de contemporização
a tal da sabedoria não passa de subterfúgio
o gênio não é mais que transpiração
a beleza é só distração
a tal da felicidade não passa de uma tremenda acomodação
a tal da unanimidade não passa de contemporização
a tal da sabedoria não passa de subterfúgio
o gênio não é mais que transpiração
a beleza é só distração
quarta-feira, 6 de julho de 2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
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