Não existe
neutralidade possível. Tudo é paixão, interesse, preconceito!
domingo, 28 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
O homem sem
ilusões sobre a vida; que só acredita no esforço; para mim é um herói!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
A natureza
não dá saltos; nem o entendimento humano; tudo é lentíssimo acúmulo de ganhos
incrementais.
sábado, 20 de julho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
O mau
combate você perde mesmo quando ganha; o bom combate você ganha mesmo quando
perde!
sábado, 13 de julho de 2013
PENSAMENTOS DA SEMANA, por Tádzio Nanan
Drogas? Álcool? Sexo? Jogo?
Que nada...
Tenho o pior de todos os vícios, que denota bem a fraqueza do meu caráter: sou Deus-dependente! Alguém aí: já inventaram um tratamento para isto?
A loucura humana assume muitas formas, a cada instante. A mais comum e nociva delas é ver intenção onde só há inconsciência.
A maior tentação do Homem é deus, a transcendência! Mas o único deus possível é o pensamento; a única transcendência possível se dá na convivência.
*
Deus é um delírio que gosto de ter!
domingo, 7 de julho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
Vida é
contradição em movimento:
Liberdade
vs. igualdade; presente vs. futuro; instintos vs. cultura; logro vs.
moralidade; desejo vs. necessidade; egoísmo vs. altruísmo; sonhos vs.
realidade; prazer vs. responsabilidade, etc.
A condição humana
é o gerenciamento de escolhas antinômicas. O animal humano é essencialmente
dividido!
sábado, 6 de julho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
O espírito
da minha época é a mudança, vertiginosa e inelutável. Aí você me pergunta: em
qual direção estamos indo? E eu respondo: EM TODAS!
domingo, 30 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
Ter é sempre
um investimento de risco. Tudo que você tem está sujeito à depreciação, à perda,
à usurpação, à tributação.
Ser é um
investimento melhor: o que somos, nosso conhecimento, nossos talentos,
habilidades, experiências não podem ser arrancados de nós, por nada nem por ninguém.
sábado, 29 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
É próprio ao
jovem manifestar-se.
Em uma
sociedade doente (onde há imensa desigualdade socioeconômica, e poucas
oportunidades de melhorar de vida) a pujança juvenil manifesta-se,
frequentemente, no crime e na violência.
Em uma
sociedade mais saudável a pujança juvenil manifesta-se na economia, no
pensamento, na arte.
Logo, a
sociedade doente perde duas vezes: com o elevado custo das atividades
criminosas e da violência, e pelos ganhos não realizados de uma juventude
(adultos jovens) de alta produtividade e inovadores, pensadores e artistas.
Educar bem
crianças e jovens e oferecer boas oportunidades de crescimento pessoal são as
mais eficientes políticas públicas de qualquer governo.
domingo, 23 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
O homem é, frequentemente, uma
insignificante parte daquilo que poderia ser; porque tem medo dos outros, porque
duvida de si mesmo.
sábado, 22 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
Controlar o medo e controlar a raiva;
para que o medo não te paralise, para que a raiva não te faça agir
imprudentemente.
domingo, 16 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
O bom amigo
destaca o quanto você já aprendeu, no intuito de lhe estimular a continuar; o
mau amigo (o invejoso) destaca o quanto ainda falta a aprender, no intuito de
fazer você desistir!
sábado, 15 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA, por Tádzio Nanan
A dignidade
não apenas deixa a pessoa mais bela e elegante. Confere ao seu portador uma
força extra que lhe dá mais resistência e resiliência ante as vicissitudes da
vida. Dignidade é elixir poderoso para enfrentar as dores e males do mundo!
domingo, 9 de junho de 2013
PENSAMENTO DA SEMANA - por Tádzio Nanan
Não é antinatural
homens fazerem sexo com outros homens, mulheres fazerem sexo com outras
mulheres; antinatural, camarada, seria se eles não fizessem! (tão jovens, tão belos,
tão saudáveis, tão cheios de desejo!).
segunda-feira, 29 de abril de 2013
O SORRISO DE CAROLINA, por Tádzio Nanan
Dele tanta
misericórdia derrama-se, que embarcamos em suas vagas de generosidade e
congraçamento;
Nele, a
satisfação dos tempos vividos em paz, de esforços semeados e alegrias colhidas;
A fé quando
a vida nos chama a cada manhã e o coração aceita seu desafio;
E a doçura da
nobre e gentil garotinha enternecendo a alma da mulher.
Dele projeta-se
beatífica visão: os homens são todos iguais e irmãos;
Há nele tanta
franqueza que um homem confessa seus pecados e implora o perdão, genuflexo;
Santuário
onde a inocência vem cultuar a virtude, dedicando-lhe os sentimentos mais
lindos;
E uma
verdade não dita, mas pressentida por todos: na simplicidade repousam as coisas
raras.
Há nele também
uma satisfação mundana, provando que, apesar das dificuldades, a vida é bela;
A esperança
de que as coisas serão o que se sonhou para elas, e que tudo fará sentido, a
seu tempo;
Sublime
beleza que, capturada pelo olhar, escorrerá em lágrimas de apaixonamento;
E a comovente
ingenuidade dos puros de alma e de coração, dos que desconhecem a maldade, dos
tocado pela Graça Divina.
Enquanto é
enigma o sorriso de Mona Lisa, o de Carolina é revelação: de nós mesmos apenas dependem
as glórias do amor e da comunhão!
Para a Carol, dona do sorriso mais cativante do mundo.
Do irmão, Tádzio.
quarta-feira, 20 de março de 2013
A MORTE, por Tádzio Nanan
Aguarda,
mas não tem pressa.
Degustando
a doce infinidade,
A
lida é sua distração, que faz sem maldade,
Posto
que nas leis do universo impressa.
Revolucionária
ideia do Criador, a Morte
Tem
fome; serena, mas sempre atenta...
Opera
entre os tempos – presente, passado, futuro;
Ela
é o éter invisível e o golpe duro
Que
a todo nosso destino orienta.
Disputa
com o Acaso, ciumentamente,
Do
universo o posto de melhor operário.
Juntos
vão transformando tudo, o mundo -
Em
um milhão de anos ou num segundo,
Num
turbilhão renovador e sanguinário.
Com
ouvidos aqui e alhures, a Morte
Tudo
sabe – é vital a informação perfeita
Para
sorrateiramente executar sua lida.
Sua
obra-prima é nos arrancar a vida.
Cumpre
a missão a qual foi por Deus eleita.
Com
olhos onipresentemente, a Morte
Nos
vê a todos – e quando vê, deseja.
Também
a vi, de relance, no espelho; aí eu soube:
Esse
simulacro de vida foi o que me coube...
Agora
é tarde. Deus, perdão! Que assim seja!
segunda-feira, 11 de março de 2013
O HOMEM, por Tádzio Nanan
Parido
na luz, abortado da treva
Tão
grandioso e tão apto à vilania
Fui
soldado do amor e do ódio
Desci
à lama, subi ao pódio
Nesta
contraditória senda que me guia...
Filho
da dúvida, inventor de certezas
Sigo
na vida como bêbedo, cambaleante
Forte
feito sonho, frágil feito o medo
Frequentemente
triste, outras vezes ledo
Nesta
dicotomia infernal e nauseante...
Fui
herói, fui bandido
De
um roteiro confuso, tortuoso
Por
mim mesmo escrito, a riso e pranto
E
pelo acaso, esse eternal espanto
Da
trama da vida, maquinador gasoso...
Mas
a cruz não é particular: é do Homem
E
não é justamente o que vale a pena: o paradoxo?
A
contradição: marca da nossa linhagem
O
horror, outrossim a glória desta viagem
Desta
nossa gente de ideais heterodoxos...
Mas
a cruz não é particular: é do Homem
Por
quanto tempo mais? Por pouco, creio
O
futuro espreita com a bocarra aberta
E
nos engolirá a todos – é só um alerta
Inútil;
pois o Homem não é fim, é meio!
quinta-feira, 7 de março de 2013
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, UMA PEQUENA HOMENAGEM ÀS MULHERES DA MINHA FAMÍLIA, por Tádzio Nanan
Em virtude do Dia Internacional da Mulher - 8 de março de 2013
Norma Alencar Severiano Barreira
Alessandra Alencar
Ana Carolina Nanan
*dedicado especialmente à nossa doce guerreira Carolzinha, uma soma do que há de melhor em cada um de nós!
As
mulheres da minha família...
São
suaves como um carinho
E
inebriantes como o vinho
As
mulheres da minha família...
São
sensíveis como o pranto
E
alegres como um canto
As
mulheres da minha família...
São
divinais como a vida
E
terrenais como a lida
As
mulheres da minha família...
São
elegantes como a decência
E
curiosas como a ciência
As
mulheres da minha família...
São
sonhadoras como o Argentino
E
orgulhosas como o pátrio hino
As
mulheres da minha família...
São
desejáveis como Helena
E
cultas como Avicena
As
mulheres da minha família...
São
talentosas como Da Vinci
São
nota dez; não, nota vinte
As
mulheres da minha família...
São
virtuosas como o Nazareno
E
gentis como um aceno
As
mulheres da minha família...
São
joviais como bons amigos
E
sapientes como os antigos
As
mulheres da minha família...
São
resolutas como a certeza
E
delicadas como a beleza
As
mulheres da minha família...
São
destemidas como a verdade
Imprescindíveis
como a saudade
As
mulheres da minha família...
São
vanguardistas como o porvir
Estão
num eterno devir
As
mulheres da minha família...
São ardentes como os anelos
Feitas
dos sonhos mais belos
As
mulheres da minha família...
São
transcendentes como a Cruz
Refulgem,
e espalham luz!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
ALGUNS TEXTOS, por Tádzio Nanan
“O Paulo era um sujeito ótimo, engraçado, de bem com a vida, cheio do
dinheiro, apesar de ninguém saber da procedência dele, do dinheiro, e
aliás, nem da do Paulo também. Apareceu do nada e foi ficando. Mas
ninguém dava a mínima porque como eu disse o Paulo era ótimo,
piadista, vivia rindo e fazendo rir, pagava a conta de todo mundo, o
que todo mundo gostava, claro.
Certo dia eu me encontrei com ele, e tivemos um papo mais sério. O
cara era experto em filosofia, religião, mitologia grega, o diabo a
quatro, além da formação em física. O sujeito tinha cérebro, sem
dúvida. Cérebro e bolso! Pois bem, um dos cacoetes de físico que ele
tinha era ficar repetindo a frase: ...isso em condições normais de
temperatura e pressão... Memorizei esse pormenor na terceira vez que
ele usou a tal expressão.
Uma semana depois, estava eu absorvendo uns tragos com os amigos
quando chega o Henrique com um baita mulherão, de 1,80, um corpanzil
daqueles, longilínea, parecia jogadora de vôlei. Todo mundo se
perguntou como é que o Henrique tinha conseguido aquilo tudo, até porque, na boca miúda, Henrique era miúdo, vocês entendem, né?, e nem era muito chegado à coisa. Ele se aproximou e elucidou o caso: não estava com ela não, era amiga do Paulo, do qual acabei de falar. Ela sentou-se com a gente, bebeu mais que o Betão, um dos maiores bebuns das redondezas, palestrou sobre futebol com expertise, parecia extremamente à vontade.
Foi aí que percebi um lance desagradável: ela tinha um “vício” que a desmerecia, e não é machismo meu não: vez em quando ela dava uma coçadinha na virilha, de leve, muito rapidamente, mas eu que estava ao lado dela, a vi fazer isso pelo menos quatro vezes, e maldei logo: claro, estava bichada.
Uns dias depois, encontrei-me com o Paulo no banco fazendo uns
pagamentos e ele me convidou para almoçar. Vou encurtar o assunto: o
Paulo não parou de coçar a virilha, não conseguia nem se controlar, aí
não teve jeito, saquei logo que ele e a morenaça, Débora o nome dela,
ele e a Débora estavam tendo um caso.
Um mês depois, após nossa peladinha sagrada do fim de semana, a
gente vai beber no Alfredo e a Débora se materializa lá, do nada. E
acontece o incrível: aquela deusa cor de jambo, aquele monumento
curvilíneo à la Niemeyer, que reforça nossa crença em Deus, e no Diabo
também, claro, começa a dar em cima de mim. Eu que não sou besta nem
nada, levo ela pra casa e traço a morena com toda a virilidade e
macheza dos meus 27 anos. Depois do ato, percebi uma manchinha de
nascença que ela tinha um pouco acima do umbigo. Achei lindo demais,
fiquei de pau duro e fui pro segundo tempo da partida mais antiga do
mundo.
Depois disso, fiquei me encontrando com a Débora por um tempo, até que
ela me trocou pelo Carlão, que dava dois de mim. Um dia, com eles
dois, numa mesa de bar, jogando conversa fora, percebi a Débora
repetindo: ...isso em condições normais de temperatura e pressão..., e
saquei que a danada ainda estava vendo o Paulo, que por sinal andava
sumido: será que ela matou o infeliz e ficou com a grana dele? Pode
ser, afinal, nada mais obscuro que o passado da Débora. Afinal de
contas, o que era que se sabia da Débora?
No outro dia, coincidentemente, me liga o Paulo. Estava procurando um
apartamento novo, e me escolhera como corretor. Fui lá, no apartamento
dele, conversar sobre isso. Ele estava sem blusa, exibindo o corpão
atlético, cor de jambo, e, espera aí, uma mancha de nascença acima do
umbigo? Mas quem tinha essa mancha era a Débora, idêntica, igualzinha!
Fiquei confuso, mas levei-o para ver uns apartamentos. À noite, em
casa, fiquei matutando sobre o assunto. Só podiam ser irmãos. Mas por
que não teriam falado sobre isso? Será que transavam? Nossa, a coisa
estava ficando feia. Resolvi tirar tudo a limpo.
Fiquei de tocaia no apartamento do Paulo, para ver se a Débora
aparecia por lá. Mas nada, só o Paulo entrando e saindo. Mas fazer
tocaia pela manhã e à tarde não adiantava nada, eu tinha que passar a
madrugada. Então fui no apartamento em frente ao dele, ofereci mil dinheiros pro vovozinho deixar eu passar a noite, disse que era uma tocaia para um caso de traição, com minha mulher envolvida. Às cinco da manhã o Paulo acorda e entra no banheiro. Passa meia-hora lá, e aí, aí senhores, aí acontece o inacreditável: quem sai do banheiro? A
Débora! Sim senhores, entrou o Paulo e saiu a Débora. Eu não entendi,
no começo, como os senhores não estão entendendo nada, mas logo depois
eu visualizei o quadro todo, eu enxerguei a verdade escondida por
detrás das brumas. Senhores, ouçam bem: eles já estão entre nós! Estão
misturados e confundidos à gente. Quem são eles, eu não sei:
extraterrestres, mutantes metamorfos, o passo seguinte da evolução,
mas senhores, ouçam bem: eles já estão entre nós!
(confusão geral entre os ouvintes, balbúrdia e falatório)
Espera aí, pessoal, espera aí, deixa eu falar o saldo da história... O pior não foi isso, não, senhores, isso já era de se esperar, pra mais cedo ou pra mais tarde, já estava previsto pela ciência e pela literatura. O pior mesmo foi eu, macho convicto, ter perdido o cabaço de homem, sim!, porque se eu cruzei com a Débora cruzei também com o Paulo, né não, porra?”
UM TEXTO INSÓLITO
tomo deliciosa chuveirada, saio cheiroso, apetecível
entro no recinto, me aconchego todo, mas estou em dúvida
fico olhando pra ele, ele fica olhando pra mim
insisto na paquera, ele flerta também, olhando interrogativamente
a coisa evolui: ele pisca, pisco de volta
ele pisca mais uma vez, outras tantas vezes, despudoradamente – eu
idem, ambos com a ansiedade dos que estão loucos de vontade de
“interagir”
depois de um tempo, dá tédio, me levanto, vou ao banheiro,
converso com um, com outro
na volta, cheio de curiosidade, estou disposto a aprofundar nossa
relação, vou mergulhar de cabeça em nós
mas aí me dá nervoso, as mãos começam a suar: o safado parece estar me
esnobando com aquele ar frígido, indiferente
batuco os dedos na mesa, cantarolo, assobio, faço charminho, olho ao
redor – nada de interessante, e ele com ar blasé de “tô nem aí”
me desespero, não aguento mais a situação, vou cair matando,
perguntar-lhe tudo o que quero saber
continuo na dele, olho-o fixamente, tentando ver algo por detrás daquele semblante enigmático
eu amo esse cara, mas e ele, sente o que por mim?
todo mundo já percebeu o quanto gosto dele, sei que comentam e riem
baixinho, mas e daí?, a vida é assim mesmo, tem de tudo...
eu e o G., agora eu sei, é amor pra toda vida! Vou tatuar o nome dele
no peito envolto num coraçãozinho...
(...)
só depois - tarde demais, quando entreguei meu corpo e alma, é que fui
descobrir o quão promíscuo é o safado! todo mundo passou, passa ou vai
passar por ele, e eu achando que era o único, que era especial, que
apenas eu podia ir descobrindo-o!
mesmo assim, eu o amo, G., nosso caso de amor é para sempre!
amo seus algoritmos infalíveis!
amo-o GOOGLE!
ESTÁ DECIDIDO...
Está decidido: não temerei mais a vida!
Que venha a vida!
Está decidido: não temerei mais a morte!
Que venha a morte!
Está decidido: não temerei mais o amor!
Que venha o amor!
Está decidido: não temerei mais o ódio!
Que venha o ódio
Está decidido: não temerei mais o prazer!
Que venha o prazer!
Está decidido: não temerei mais a dor!
Que venha a dor!
Está decidido: não temerei mais a liberdade!
Que venha a liberdade!
Está decidido: não mais temerei o dever!
Que venha o dever!
Está decidido: não temerei mais os sonhos!
Que venham os sonhos!
Está decidido: não temerei mais a realidade!
Que venha a realidade!
Está decidido: não temerei mais a paz!
Que venha a paz!
Está decidido: não temerei mais a guerra!
Que venha a guerra!
Está decidido: não me temerei mais!
Que eu venha a mim mesmo!
Está decidido: não temerei mais os outros!
Que os outros venham a mim!
Está decidido: não temerei mais nada!
Que venha tudo!
*
Corri para abraçar-te, mas te perdi nas brumas
Tentei beijar-te, mas te perdi na espuma dos meus sonhos
Bradei teu nome, mas só o eco do inconsciente respondeu meu chamado
E em meu desesperado estado desejei jamais tê-la achado
Partiste dos meus sonhos - tão cedo! - para encantar sonhos alheios
Abandonaste meus sonhos – onírica peregrina, para enlevar outros devaneios
*
O dinheiro não pode ser posto em circulação sem que, concomitantemente, ponha-se em circulação o que há de pior na natureza humana: esta é a verdade encoberta da civilização do Capital.
Já reparou como o canalha se regozija desmerecendo o esforço alheio?
A pergunta mais importante que nos fazemos é justamente aquela que não
terá resposta: por quê?
Dizem que só existe o presente; mentira!
Só existe o futuro; o futuro; e nenhum de nós estará lá para vê-lo!
Quando eu morrer dirão de mim que fui um tolo; exageração da invídia;
coloquem-me no rol dos românticos.
Do que me lembro nestes trinta e tantos anos de vida? Lembro-me de já ter esquecido muitas coisas...
MILLÔNIANA
Morrer é o ato mais solidário que o Homem pode empreender em prol de seu semelhante!
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