sábado, 28 de novembro de 2015
OS OUTROS, por tádzio nanan
O extraordinário da vida é a diversidade,
De raça, credo, ideais, comportamento
Amar o outro, o mais nobre sentimento
A maior inteligência, acolher a alteridade
O outro é tão lindo que me nasce a vontade
De ser como ele, de ser ele, por um momento
Viver sua vida, compreender seu pensamento
Ser eu de novo, mas ter-lhe eterna amizade
Para nós humanos, a diversidade é divina dádiva
Por causa dela, somos mais prósperos e resilientes
Mais aptos a superar o óbice, a resistir à lágrima
Rico é o mundo porque espelho de variadas gentes
Mira o exemplo: amar o próximo, mesmo o imigo amar
Fazer do estranho, um irmão; do mundo inteiro, um lar!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
MEU PRIMEIRO AMOR..., por tádzio nanan
Meu primeiro amor hoje Deus a levou consigo
Há tempos não a via, mas nunca a esqueci
Um amor tão profundo, outra vez não senti
Levarei lembranças dela eternamente comigo
O mal se alastrando e nos privar de tanta meiguice!
Saudade de seu olhar afetuoso e seu coração gentil
Vou prantear por ela a cada triste final de abril,
Relembrar as juras de amor que, apaixonado, lhe disse
Incompreensivelmente injusta a vida é
O destino é mesmo um déspota impiedoso
Mas nem por isso vou abjurar minha fé
O sentido triunfará sobre o caos trevoso
Deus falará a cada tragédia que nos abater
E entre as sombras, o caminho vai aparecer
sábado, 21 de novembro de 2015
COTIDIANO, por tádzio nanan
Cotidianamente cercado pela má-fé; mais grave ainda: pela mentira. Mas sempre estarei protegido contra as maquinações dos Iagos e dos Macbeths com o mágico escudo da minha lira!
Cotidianamente acossado pelo desejo; mais grave ainda: pela avidez. Quero tudo, e quero pra ontem; um insaciável Alexandre, condenado a sempre repetir o mesmo intento: conquistar, possuir, desfrutar, destruir. E começar tudo outra vez!
Cotidianamente tentado pelo diabo; mais grave ainda: pelo ego. Tenho me fartado de mim, me intoxicado de mim, me embriagado de mim; me tragado, me injetado, me fumado; de mim mesmo apenas tenho me cercado, delirante e cego!
Cotidianamente castigado pela apatia; mais grave ainda: pela descrença. Meu ideal foi vencido pelos fatos, meu amor trocado por dinheiro, meu corpo se atrofia, não sinto esperança ou alegria, e há tempos minha existência jaz suspensa!
Cotidianamente sufocado por exigências; mais grave ainda: por (pre)julgamentos. Mas tenha sempre em mente, sonhático poetinha, que a roda da fortuna gira, gira; tudo, tudo são voláteis momentos. As circunstâncias da vida mudam, pois muda a direção dos ventos!
Cotidianamente aviltado pelo desvio; mais grave ainda: pelo despudor. Estou me tornando cínico, perdendo a inteligência de acreditar, a coragem de agir, a força de enfrentar; me acostumei com as contradições do mundo e cumplicemente aceitei o horror!
Cotidianamente assolado pela tristeza; mais grave ainda: pela depressão. No fundo do poço vemos murchar nossos sentidos, nossa ambição; nossa capacidade de lutar, de querer; nossa faculdade de sonhar, de empreender; deixamos de mirar o céu e fixamos o olhar no chão!
Cotidianamente atado a certezas de conveniência; mais grave ainda: ao preconceito. Cobardemente, abandonei a dúvida metódica, o pesar e ponderar os argumentos, os crivos da razão, da inteligência, para não contraditar, para não me rebelar, para ser benquisto e aceito!
sábado, 14 de novembro de 2015
SALTO QUÂNTICO, por tádzio nanan
A civilização humana logo cruzará o umbral da infinidade.
O arcano do conhecimento está em via de ser decifrado.
Quando isto acontecer, tudo o que somos será superado,
Devidamente esquecido nu´mar de completitude, totalidade!
Mulheres e homens continuarão sua evolutiva jornada.
Um dia, acordaremos deuses, livres da escassez e ignorância.
Suprimiremos a dor, o desespero, toda e qualquer ânsia.
Na perfeição deífica, gargalharemos da morte e do nada!
Hoje, acordei enxergando muito mais longe e claramente.
Minha consciência despertou de seu sono abissal, profundo.
Agora, cravo o olhar muito além do véu que encobre o mundo.
Não me deixo mais enganar por aquilo que é só aparente!
Abertas, as portas da percepção aguçaram minha sensibilidade.
As antenas do artista não cessam jamais de captar o futuro.
Eu vejo, enquanto os demais permanecem cegos, no escuro.
Mergulho na essência das coisas e me confundo à verdade!
sábado, 7 de novembro de 2015
ENVELHECER CRIANÇA!, por tádzio nanan
Eternamente, em vida, permanecer criança!
Quero crer nas pessoas e que tudo ficará bem;
Quero amar todo mundo e não odiar ninguém;
Semear fraternidade até onde a vista alcança!
Ano após ano, desejo envelhecer menino!
Rebelde e aventureiro, sonhador e curioso;
Todo dia, inventar um mundo maravilhoso,
Onde tudo é possível, do qual sou paladino!
Heroicamente, resistir às tentações mundanas;
Pleno, cabal, escapar às contradições humanas;
Abraçar o ideal da liberdade, sonhando e arriscando...
Tudo o que conseguir imaginar, vou querer ser!
Ser vários, diversos, mil! Ser, muito além de ter!
E amar desinteressadamente, só para estar amando!
domingo, 1 de novembro de 2015
E ASSIM PERMANECERÁ..., por Tádzio Nanan
O mistério de cada um permanecerá irresolvido.
Da noite viemos, na noite tudo será esquecido!
O segredo de cada alma permanecerá irrevelado.
É tanta confusão - contradições tamanhas, que até Deus o quer bem guardado!
O motivo de cada ódio permanecerá incompreendido.
Só quem sabe do ódio é quem o inventou e que dele se tem nutrido!
O quebra-cabeça de cada vida permanecerá desmontado.
Não há qualquer narrativa que lhe possa dar cabal significado!
O enigma de cada corpo permanecerá insentido.
O corpo: nas labaredas do ódio e do amor consumido!
O sentido de cada vida permanecerá indecifrado.
A vida que, tantas vezes, parece projeto malogrado!
O querer de cada coração permanecerá desconhecido.
Tanto amor encerrado entre as grades do medo, sem ser jamais exaurido!
O desengano de cada lágrima permanecerá encoberto.
Ah, esta inútil peregrinação neste infindável deserto...
A dúvida de cada alma permanecerá ressoando:
Estamos vivendo, de fato, ou apenas sonhando?
domingo, 18 de outubro de 2015
VIDA - INSIGNIFICÂNCIA E RARIDADE, por Tádzio Nanan
A vida? Ideia fraudulenta; coisa reles, insignificante.
Aterrorizante balé de sombras fugidias, atormentadas.
Desejo e necessidade: as condições que nos foram dadas.
E a sete palmos do chão, tudo estará perdido, adiante...
A vida? Compilação de baldados esforços, coleção de nadas:
Nada de significado, propósito, progresso... Um nada gigante!
O logro da divindade, nossa existencial solidão, a dor sufocante...
Nossas crenças mais caras nos conduzem a direções erradas!
A vida é tão rara, é mística, lúdica, mágica; fruto inaudito
Da evolução da matéria nos tenebrosos vãos do infinito.
Improbabilidades que se conjugam num equilíbrio delicado...
O sentido suplantando o absurdo, a treva amanhecendo luz;
O homem inventando a existência, a história, o ideal da Cruz;
Inventando também a felicidade - sonho ainda aguardado!
Aterrorizante balé de sombras fugidias, atormentadas.
Desejo e necessidade: as condições que nos foram dadas.
E a sete palmos do chão, tudo estará perdido, adiante...
A vida? Compilação de baldados esforços, coleção de nadas:
Nada de significado, propósito, progresso... Um nada gigante!
O logro da divindade, nossa existencial solidão, a dor sufocante...
Nossas crenças mais caras nos conduzem a direções erradas!
A vida é tão rara, é mística, lúdica, mágica; fruto inaudito
Da evolução da matéria nos tenebrosos vãos do infinito.
Improbabilidades que se conjugam num equilíbrio delicado...
O sentido suplantando o absurdo, a treva amanhecendo luz;
O homem inventando a existência, a história, o ideal da Cruz;
Inventando também a felicidade - sonho ainda aguardado!
sábado, 10 de outubro de 2015
ACREDITAR, por Tádzio Nanan
Começo a acreditar que posso, sim, fazer a diferença!
Hoje, consigo dizer: eu sou! Tornei-me o que almejava ser!
Entendo, agora, que vim ao mundo para ajudar a esclarecer
E fortemente combater o mal furtivo da descrença!
Começo a acreditar que já possuo a coragem que é preciso ter
Para me contrapor ao obscurantismo de toda medieval crença
E recrutar tropas para enfrentar o niilismo, a espiritual doença.
Com meu exemplo de força e fé também outros haverão de crer!
Acredite também: as brumas vão se dissipar e as luzes voltarão;
Seu cor vai pulsar mais forte, o mundo vai seguir outra rotação;
Tudo conspirará a seu favor: seu corpo, sua alma, sua mente!
Brilha, em seus sonhos, a mágica verdade de que você necessita;
Descerre suas asas, levante voo, vá conquistar a amplidão infinita;
Saiba que você pode, e o mundo o aguarda; de pé, para a frente!
Hoje, consigo dizer: eu sou! Tornei-me o que almejava ser!
Entendo, agora, que vim ao mundo para ajudar a esclarecer
E fortemente combater o mal furtivo da descrença!
Começo a acreditar que já possuo a coragem que é preciso ter
Para me contrapor ao obscurantismo de toda medieval crença
E recrutar tropas para enfrentar o niilismo, a espiritual doença.
Com meu exemplo de força e fé também outros haverão de crer!
Acredite também: as brumas vão se dissipar e as luzes voltarão;
Seu cor vai pulsar mais forte, o mundo vai seguir outra rotação;
Tudo conspirará a seu favor: seu corpo, sua alma, sua mente!
Brilha, em seus sonhos, a mágica verdade de que você necessita;
Descerre suas asas, levante voo, vá conquistar a amplidão infinita;
Saiba que você pode, e o mundo o aguarda; de pé, para a frente!
terça-feira, 6 de outubro de 2015
JOGO SUJO, por Tádzio Nanan
É uma guerra total, embora silenciosa, embora latente.
Todos contra todos, jogando um xadrez nefasto, insidioso.
A meta: galgar posições, ainda que inescrupulosamente.
Quem fraquejar toma o golpe: rápido, certeiro, impiedoso!
Calcular as utilidades: este me pode ser útil, aquele já era...
A regra é achar atalhos para o sucesso, o dinheiro, o poder.
Dia após dia, banqueteamos nossa íntima e insaciável fera,
Até voltarmos à selva, onde só o mais forte há de sobreviver!
Lucrar é a Lei, é a Verdade; atiramos a civilização no atoleiro:
Jogos de interesse; o toma lá, dá cá; a fogueira das vaidades...
Este jogo sórdido só nos trouxe e só nos trará mais desespero!
Os atuais Dez Mandamentos são as mais tóxicas veleidades:
Cultuar a si mesmo, sobrepujar o outro, ostentar, segregar...
Semear diferenças, até que nós já não consigamos amar!
Todos contra todos, jogando um xadrez nefasto, insidioso.
A meta: galgar posições, ainda que inescrupulosamente.
Quem fraquejar toma o golpe: rápido, certeiro, impiedoso!
Calcular as utilidades: este me pode ser útil, aquele já era...
A regra é achar atalhos para o sucesso, o dinheiro, o poder.
Dia após dia, banqueteamos nossa íntima e insaciável fera,
Até voltarmos à selva, onde só o mais forte há de sobreviver!
Lucrar é a Lei, é a Verdade; atiramos a civilização no atoleiro:
Jogos de interesse; o toma lá, dá cá; a fogueira das vaidades...
Este jogo sórdido só nos trouxe e só nos trará mais desespero!
Os atuais Dez Mandamentos são as mais tóxicas veleidades:
Cultuar a si mesmo, sobrepujar o outro, ostentar, segregar...
Semear diferenças, até que nós já não consigamos amar!
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
HUMANAE VITAE, por Tádzio Nanan
S
ES
SES
NSES
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CENSES
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CIRCENSES
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A SUMUS
RA SUMUS
BRA SUMUS
MBRA SUMUS
UMBRA SUMUS
_UMBRA SUMUS
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SUMUS
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SUMUS
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SUMUS
IS ET UMBRA
SUMUS
VIS ET UMBRA
SUMUS
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UMBRA SUMUS
ULVIS ET
UMBRA SUMUS
PULVIS ET
UMBRA SUMUS
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LLUM
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BELLUM
_BELLUM
A BELLUM
RA BELLUM
ARA BELLUM
PARA BELLUM
_PARA BELLUM
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BELLUM
M, PARA
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CEM, PARA
BELLUM
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PACEM, PARA
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PARA BELLUM
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PARA BELLUM
VIS PACEM,
PARA BELLUM
_VIS PACEM,
PARA BELLUM
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PARA BELLUM
SI VIS
PACEM, PARA BELLUM
terça-feira, 22 de setembro de 2015
EXPRESSAR, por Tádzio Nanan
Expressar o mundo interior e os mundos além-fronteiras; expressar o eu e o tu, o nós e o eles; expressar o que sei de mim e o que se souber deles
Expressar o masculino, o feminino, e tudo que oscilar entre; afinal, somos todos tudo e um só, somos irmãos, fruto do mesmo místico ventre
Expressar a contradição de ser: o pranto e o riso, a escassez e o excesso, o desespero e a esperança, o instante e o infinito; expressá-los criando arte, criando deus(es), criando filhos...
Ou repercutindo o grito
Expressar tudo o que for da vida, antes de a chama apagar; expressar a rua e o lar, o cá e o acolá, o vácuo e o ar, expressar o ódio e expressar o amar
Expressar o permanente e o passageiro, o voo e o desfiladeiro, a águia e o formigueiro, o ilusório e o verdadeiro; expressar o covarde que em nós se esconde, e expressar o guerreiro
Expressar a lucidez, o sentido, a razão, e expressar o frenesi, a quimera, a loucura; expressar ideias preconcebidas e o senso comum, e expressar o conhecimento, a ilustração, a cultura
Expressar intolerância contra os intolerantes, expressar a força àqueles que só entendem a brutalidade, expressar desprezo àqueles que desprezam seu semelhante; expressar o que há de diferença com quem nos é próximo e o que há de intimidade com quem nos é distante
Expressar o ser parte de um todo, e expressar nossa existencial solidão; expressar o irreversível caminho da humanidade à onisciência, e expressar nossa particular confusão
Expressar o impossível, o indizível, o invisível; expressá-los de forma genial ou risível; de forma delirante ou crível; de forma lógica ou incompreensível
Expressar o que é só nosso e o que é de todo mundo; expressar o que é de Deus e o que é do homem; antes que os inimigos a palavra nos tomem
Expressar o que vai por trás das portas, o que vai por trás dos gestos, dos olhares, das palavras, o que vai por trás das boas maneiras; expressar o chamado da selva, a fera tentando sair: indócil, íntima e mortal companheira
Expressar o que intui o coração, o que irrompe na alma, o que desafia a mente; expressar o que a gente sonha, o que a gente sabe, o que a gente sente
Expressar o masculino, o feminino, e tudo que oscilar entre; afinal, somos todos tudo e um só, somos irmãos, fruto do mesmo místico ventre
Expressar a contradição de ser: o pranto e o riso, a escassez e o excesso, o desespero e a esperança, o instante e o infinito; expressá-los criando arte, criando deus(es), criando filhos...
Ou repercutindo o grito
Expressar tudo o que for da vida, antes de a chama apagar; expressar a rua e o lar, o cá e o acolá, o vácuo e o ar, expressar o ódio e expressar o amar
Expressar o permanente e o passageiro, o voo e o desfiladeiro, a águia e o formigueiro, o ilusório e o verdadeiro; expressar o covarde que em nós se esconde, e expressar o guerreiro
Expressar a lucidez, o sentido, a razão, e expressar o frenesi, a quimera, a loucura; expressar ideias preconcebidas e o senso comum, e expressar o conhecimento, a ilustração, a cultura
Expressar intolerância contra os intolerantes, expressar a força àqueles que só entendem a brutalidade, expressar desprezo àqueles que desprezam seu semelhante; expressar o que há de diferença com quem nos é próximo e o que há de intimidade com quem nos é distante
Expressar o ser parte de um todo, e expressar nossa existencial solidão; expressar o irreversível caminho da humanidade à onisciência, e expressar nossa particular confusão
Expressar o impossível, o indizível, o invisível; expressá-los de forma genial ou risível; de forma delirante ou crível; de forma lógica ou incompreensível
Expressar o que é só nosso e o que é de todo mundo; expressar o que é de Deus e o que é do homem; antes que os inimigos a palavra nos tomem
Expressar o que vai por trás das portas, o que vai por trás dos gestos, dos olhares, das palavras, o que vai por trás das boas maneiras; expressar o chamado da selva, a fera tentando sair: indócil, íntima e mortal companheira
Expressar o que intui o coração, o que irrompe na alma, o que desafia a mente; expressar o que a gente sonha, o que a gente sabe, o que a gente sente
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
FÉ. ESPERANÇA. CORAGEM. PACIÊNCIA., por Tádzio Nanan
Sempre resguardado pela infindável luz de Nosso Senhor!
Até mergulhar na fé, percorri estéril e nebuloso caminho.
Agora, ainda que atravessando desertos, não me sinto sozinho:
Compartilho cada glorioso instante de vida com o Salvador!
Renascido na luz, não me perco ou me desespero como outrora!
Minha alma revigorou-se, incorporou a força dos elementos.
Interpreto os sinais da natureza e sigo na direção dos ventos.
Não sou mais escravo do medo: imagino e faço minha hora!
A luta assídua é o mais sublime e essencial propósito da vida!
Não importa o tamanho do obstáculo, mas a medida da nossa convicção!
Os homens cruzaram terras, mares e céus quando assumiram tal determinação!
Inventar novos mundos e eras com sonho, coragem e incessante lida!
Nem antes, nem depois, as coisas serão quando tiverem de ser!
Suor e renúncia, desejo e aspiração, impõem-se, nesse instante.
Deus abençoando, e os homens trabalhando juntos, consoante
O desígnio de semear a paz e a virtude e vê-las brotar e crescer!
domingo, 6 de setembro de 2015
RENÚNCIA, por Tádzio Nanan
Vida, não me convoque pra guerras ou farras, eu não vou.
Nem me tente comprar com poder ou dinheiro, eu não quero.
Meu único sonho, imortal, derradeiro, o que anseio e espero
É dos grilhões um dia escapar e tornar-me aquilo o que sou!
Sem drama, renuncio a ti, mundo, à tuas mesquinhas ilusões.
Por qual motivo participaria deste teu jogo sórdido, irracional?
Contraditoriamente, a civilização apela à nossa porção animal:
Vaidade, cobiça, ira corrompem-nos com abjetas pretensões...
Os beija-flores alegremente exibem-se à minha janela.
Vou às lágrimas com uma letra do Chico e uma melodia do Tom.
Ser feliz na simplicidade é um trunfo, é um triunfo, é um dom.
E esse reconfortante amor que emana do coração dela!
Intuo um poema, no violão componho uma harmonia.
A vida pode ser inefável se a gente cultivar o que há de raro.
Os tortuosos caminhos mundanos... Mas o bom caminho está claro
Para quem desejar colher a mais doce e perpétua alegria!
Nem me tente comprar com poder ou dinheiro, eu não quero.
Meu único sonho, imortal, derradeiro, o que anseio e espero
É dos grilhões um dia escapar e tornar-me aquilo o que sou!
Sem drama, renuncio a ti, mundo, à tuas mesquinhas ilusões.
Por qual motivo participaria deste teu jogo sórdido, irracional?
Contraditoriamente, a civilização apela à nossa porção animal:
Vaidade, cobiça, ira corrompem-nos com abjetas pretensões...
Os beija-flores alegremente exibem-se à minha janela.
Vou às lágrimas com uma letra do Chico e uma melodia do Tom.
Ser feliz na simplicidade é um trunfo, é um triunfo, é um dom.
E esse reconfortante amor que emana do coração dela!
Intuo um poema, no violão componho uma harmonia.
A vida pode ser inefável se a gente cultivar o que há de raro.
Os tortuosos caminhos mundanos... Mas o bom caminho está claro
Para quem desejar colher a mais doce e perpétua alegria!
domingo, 30 de agosto de 2015
INTERPRETAÇÕES, por Tádzio Nanan
O inelutável destino, o inescrutável acaso, a vontade divina...
Ao fim e ao cabo, tanto faz: as coisas são o que as coisas são.
A força motriz da vida, qualquer que ela seja, age à surdina
E de nada adianta praguejar ou entoar suplicante oração!
Sorrateiro, o inelutável destino trança sua fatídica teia.
Quando percebemos a armadilha, já estamos enleados.
Nela cai o caridoso e o ímpio, o que ama e o que odeia.
A moral fica alheia; os planos foram previamente traçados...
Furioso golpe, o inescrutável acaso desaba sobre nossas vidas.
Um formigueiro humano... E em nós justamente ele põe o olhar!
Imprevisíveis reações em cadeia, imponderáveis idas e vindas...
Saímos pro mundo, cheios de sonhos, mas sonhos se desmancham no ar...
A vontade divina, claro, é a interpretação que satisfaz à maioria.
É consolador crer que seremos recompensados no além-mundo
Por todo o sofrimento do dia a dia, por toda essa dor, essa agonia...
Deus faz recomeço do fim, faz da vida algo sublime e profundo!
Ao fim e ao cabo, tanto faz: as coisas são o que as coisas são.
A força motriz da vida, qualquer que ela seja, age à surdina
E de nada adianta praguejar ou entoar suplicante oração!
Sorrateiro, o inelutável destino trança sua fatídica teia.
Quando percebemos a armadilha, já estamos enleados.
Nela cai o caridoso e o ímpio, o que ama e o que odeia.
A moral fica alheia; os planos foram previamente traçados...
Furioso golpe, o inescrutável acaso desaba sobre nossas vidas.
Um formigueiro humano... E em nós justamente ele põe o olhar!
Imprevisíveis reações em cadeia, imponderáveis idas e vindas...
Saímos pro mundo, cheios de sonhos, mas sonhos se desmancham no ar...
A vontade divina, claro, é a interpretação que satisfaz à maioria.
É consolador crer que seremos recompensados no além-mundo
Por todo o sofrimento do dia a dia, por toda essa dor, essa agonia...
Deus faz recomeço do fim, faz da vida algo sublime e profundo!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
UM POETA, por Tádzio Nanan
Um poeta respirando a palavra, nutrindo-se da linguagem, habitando o sentido, paramentado de figuras de estilo e argumentos. Ousar a poesia é o sonho que ele corajosamente inventou para si. Escrever é seu heroico ato de resistência; é sua declaração de amor à vida, ao mundo; é sua irreprimível forma de existir.
Um poeta cantando todas as nuances da existência, a luz, a treva, os opostos do mundo, às vezes, com versos singelos de fazer rir, outras vezes, com pungentes versos de machucar o coração, mas sempre com versos de transbordante verdade (a sua particular verdade), para que acusem seu texto de tudo -superficial? medíocre?- mas nunca de tíbio, morno, sem intensidade.
Um poeta investigando temas abissais, singrando mares quase nunca desbravados, a bordo da mística nau da intuição; ele não escreve porque sabe: é na construção do poema que a luz acontece, quando a esfera do extrassensorial abre suas portas e a alma do poeta se ilumina e pesca a exata palavra, o profundo sentido, e o mundo se descortina como revelação.
Um poeta versejando sua dor para que ela floresça em canteiros de arte e beleza; para que o homem que habita o poeta prossiga esperanças cultivando; ele pode morrer mil vezes (estas nossas mortes cotidianas...), mas sempre renasce, e renasce sonhando; dissolva o caos, horrorize a guerra, nada lhe amedronta ou o faz recuar se no solo uma flor resistir brotando.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
SEPARAÇÃO, por Tádzio Nanan
As primeiras folhas do nosso amor já se desprendem...
É o ciclo natural do tempo, da vida, dos sentimentos;
Fomos felizes juntos, eternizamos tantos momentos;
Mas contrariados, nossos corações já não se entendem!
Cá estamos para cumprir o roteiro do incontrastável destino...
As horas passam, e os sentimentos se exaurem, envelhecem.
As engrenagens do tempo não cessam; quantas mudanças tecem!
Aceitar isso sabiamente para não cometer nenhum desatino!
Separar-se é uma imposição da própria dinâmica da vida.
As pessoas mudam; maltratam a rotina e a convivência.
Críticas e desconfianças corroem a romântica experiência.
A história mais antiga do mundo, também a mais repetida...
As folhas do nosso amor começam a cair, melancolicamente...
Parto antes da procela, para conservarmos as boas lembranças;
Para não deixar o rancor aniquilar nosso riso, nossas esperanças...
De um amor tão terno à ojeriza que se apossou da gente!
É o ciclo natural do tempo, da vida, dos sentimentos;
Fomos felizes juntos, eternizamos tantos momentos;
Mas contrariados, nossos corações já não se entendem!
Cá estamos para cumprir o roteiro do incontrastável destino...
As horas passam, e os sentimentos se exaurem, envelhecem.
As engrenagens do tempo não cessam; quantas mudanças tecem!
Aceitar isso sabiamente para não cometer nenhum desatino!
Separar-se é uma imposição da própria dinâmica da vida.
As pessoas mudam; maltratam a rotina e a convivência.
Críticas e desconfianças corroem a romântica experiência.
A história mais antiga do mundo, também a mais repetida...
As folhas do nosso amor começam a cair, melancolicamente...
Parto antes da procela, para conservarmos as boas lembranças;
Para não deixar o rancor aniquilar nosso riso, nossas esperanças...
De um amor tão terno à ojeriza que se apossou da gente!
sábado, 8 de agosto de 2015
CORAGEM!, por Tádzio Nanan
Existir dói. E não há contra isso qualquer elixir ou panaceia.
A confusão dos sentidos, dos sentimentos; as angústias existenciais...
Nossos conflitos internos, o interminável conflito com os demais;
Vicissitude, medo, fracasso, tudo parte da humana epopeia!
O sofrimento é parcela necessária -e fundamental- do existir.
Dói ir descobrindo a nós mesmos, construir nossa identidade;
Dói renunciar à vida, ao amor pela imortal causa da liberdade;
A vida maltrata, naturalmente; mas é nossa obrigação resistir!
Da árvore da vida, a coragem é o fruto imprescindível.
Sem ela, o instante é vão, a vida murcha, o sonho fenece;
O mundo esquece a gente, a gente do mundo se esquece;
Os dias não trazem nada, a treva cai de forma irreversível!
A coragem é ponte para o futuro; é imperiosa urgência.
Só ela pode transformar em realidade aquilo que é virtual;
Só ela é capaz de sonhar e lutar por um mundo ideal;
Superando, dia após dia, a escassez da nossa existência!
A confusão dos sentidos, dos sentimentos; as angústias existenciais...
Nossos conflitos internos, o interminável conflito com os demais;
Vicissitude, medo, fracasso, tudo parte da humana epopeia!
O sofrimento é parcela necessária -e fundamental- do existir.
Dói ir descobrindo a nós mesmos, construir nossa identidade;
Dói renunciar à vida, ao amor pela imortal causa da liberdade;
A vida maltrata, naturalmente; mas é nossa obrigação resistir!
Da árvore da vida, a coragem é o fruto imprescindível.
Sem ela, o instante é vão, a vida murcha, o sonho fenece;
O mundo esquece a gente, a gente do mundo se esquece;
Os dias não trazem nada, a treva cai de forma irreversível!
A coragem é ponte para o futuro; é imperiosa urgência.
Só ela pode transformar em realidade aquilo que é virtual;
Só ela é capaz de sonhar e lutar por um mundo ideal;
Superando, dia após dia, a escassez da nossa existência!
domingo, 2 de agosto de 2015
IRRESISTÍVEL, por Tádzio Nanan
Entre nós, meu amor, tanta crueldade e preconceito...
Mas não ajoelho ante o ódio deles, não vão me dobrar!
Se Deus encarnou na Terra para nos ensinar a amar,
Qualquer pregação em contrário, eu não aceito!
Entre nós, meu amor, tanta mesquinharia e ignorância...
Com argumentos infames, propagam inverdades sobre nós!
Cruzados em armas nas hostes de um deus iracundo e atroz!
Mas seus argumentos estão destinados à irrelevância!
Entre nós, meu amor, tantos muros, tantas grades...
Constroem masmorras para impedir nossos encontros apaixonados!
Que mundo é esse que faz amantes serem crucificados
Em nome de falsos profetas e suas pseudoverdades?!
Entre nós, meu amor, o abismo da lei insensível...
Os fanáticos creem poder criminalizar o amor!
E, assim, sufocar a paixão e conter nosso ardor;
Mas a gravidade que rege os corpos é irresistível!
Mas não ajoelho ante o ódio deles, não vão me dobrar!
Se Deus encarnou na Terra para nos ensinar a amar,
Qualquer pregação em contrário, eu não aceito!
Entre nós, meu amor, tanta mesquinharia e ignorância...
Com argumentos infames, propagam inverdades sobre nós!
Cruzados em armas nas hostes de um deus iracundo e atroz!
Mas seus argumentos estão destinados à irrelevância!
Entre nós, meu amor, tantos muros, tantas grades...
Constroem masmorras para impedir nossos encontros apaixonados!
Que mundo é esse que faz amantes serem crucificados
Em nome de falsos profetas e suas pseudoverdades?!
Entre nós, meu amor, o abismo da lei insensível...
Os fanáticos creem poder criminalizar o amor!
E, assim, sufocar a paixão e conter nosso ardor;
Mas a gravidade que rege os corpos é irresistível!
terça-feira, 14 de julho de 2015
INVENTAR, por Tádzio Nanan
Inventar a vida, com intrepidez e criatividade
Para aliviar o peso do passar das horas na consciência.
Inventar a verdade com as mentiras da religião, da ciência,
Para a dúvida não nos furtar a tranquilidade.
Inventar deus, na aflitiva busca por sentido,
Para que tudo seja explicado, e o caos aplacado.
Inventar cristo, inventar o amor, inventar o cuidado
Para o coração selvagem chorar, condoído.
Inventar o livre-arbítrio para se destacar à natureza:
O sonho da autodeterminação, da vontade soberana.
Inventar a razão para se opor à percepção que engana;
Para que a chama do progresso continue acesa.
Inventar a utopia para alimentar a crença no futuro,
Para manter os homens unidos pelo ideal da salvação.
Inventar a paz para conflitos que nunca terão solução;
Inventar a sabedoria para se opor ao nosso lado escuro.
Inventar a civilização para que um por cento de nós enriqueça.
Inventar a normalidade para a maioria sossegadamente oprimir.
Inventar a felicidade pra gente casar, ter filho, laborar, consumir.
Inventar a esperança para que o desespero jamais prevaleça.
domingo, 5 de julho de 2015
ANTAGONISMOS(?), por Tádzio Nanan
O sonho alimenta a alma; com as cores da esperança pincela o futuro. O braço alimenta o corpo; de sol a sol, edifica o presente.
A razão segue decifrando o sentido das coisas. Já a emoção inventa outros sentidos: Deus, utopia, felicidade, arte, superação; ideias que nos mantêm ativos e resilientes.
O sábio em mim -estranhamente- não quer traduzir o Mistério, quer suavemente deslizar em suas ondas; o tolo em mim, ingênuo passageiro das horas, andarilho sem destino, anseia o riso fácil, a conversa despretensiosa, o existir sem regras ou resultados; não quer saber do Mistério: quer cama e mesa.
O instinto recorda-me de meus pressupostos biológicos, do sistema operacional que faz rodar minha máquina orgânica; já a cultura em mim é o refinamento do projeto humano, imaginado por nosso coração oceânico e nossa inteligência infatigável.
O ego em mim sou eu centro do universo, alienado em minha dor e alegria, concentrando tudo em si: black hole sentimental e pensante. O desapego em mim é a gente do mundo pulsando em meu peito, povoando minha mente; é o Nazareno a convocar-me para a revolucionária missão do Amor.
O corpo: ponte e abismo; encontro e saudade. A alma: sonho(vão?) de perfeição moral na Terra e bem-aventurança no Céu.
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