domingo, 10 de junho de 2012

UM CONTO DA MEIA-NOITE - por Tádzio Nanan


mais uns goles, ahhh, tô começando a ficar bêbado, a hora corre adiantada e eu preciso beber, acho que vou engolir umas pílulas também, vai ajudar, 4,5,6, 6 tá bom, é verdade, eles é que tinham razão, viver só é possível dopado, a consciência ininterrupta é loucura, o mais imoral dos vícios, vaidadezinha de gente abominável, pena qu'eu descobri isso tão tarde, senão teria sido mais feliz... a vida é uma merda mesmo, daí a quantidade de doido que tem no mundo, essa gentalha viciada em dinheiro, religião, fofoca, sucesso, a vida é uma merda mesmo!, ou vai ver é essa vida que a gente inventou, esse modo particular de vida que a gente inventou, que é uma merda, ou não, sei lá, talvez qualquer vida que a gente inventasse fosse uma merda porque no fim das contas nós é que somos uma enorme merda malcheirosa, uma baita cagada ambulante e divagante, é pode ser isso... espero que ninguém me venha encher o saco agora, se buzinarem fico quieto, posso muito bem matar uns filhos da puta hoje, e com o maior prazer, arrancar os olhos deles fora, não enxergam nada mesmo, alienados!, eu faria esse favor ao mundo, sem dúvida... a hora tá passando, é o que ela faz, né, passar, a minha tá passando, esse deus mortífero a hora, esse deus esclavagista a hora, hora de dormir, de acordar, comer, trabalhar, hora disso, hora daquilo, á vão pra puta que os pariu, ô filhos da puta chatos, morram todos... não tem jeito, a coisa é inexorável!, é simplesmente inexorável... cada segundo é um passo para o abismo da meia-noite... nossa a daniele era linda demais, aquelas tetinhas, aquele rabo fenomenal, e a maria, a safada, viciada em piroca, ninfômana maluca, drogada!, eu era doido, muito doido por ela, á e tinha a porra-louca da kátia, que abaixava minhas calças, do nada, e ficava lá tranquilamente me chupando, depois metia aquela cara de santa e ia discursar sobre o salvamento do mundo, tá certo, como se pudessemos salvar o mundo, salvar o mundo do que?, do próprio mundo?, salvar a gente da nossa própria burrice infinita e mau-caratismo congênito?... meu deus, quase meia-noite, eu não posso amarelar, há fuga? não! há salvação? não! entende de uma vez ô idiota que a coisa é inexorável... eu tive os meus momentos, ninguém pode negar, uma inteligência acima da média, o mulheril se ofertando baratinho, tive lá minhas inspirações, meus talentos, a medicina, ah a medicina, foi pra isso que estudei tanto?, sabe duma coisa, o senhor aí de cima, o senhor é um filho da puta dum safado, eu deveria tá fazendo transplantes, inventando técnicas operatórias revolucionárias, salvando vidas, aliviando o sofrimento alheio, mudando a história da medicina no brasil, mas não, tanto esforço pro inexorável vir e foder tudo... essa lágrima me pegou de surpresa, e mais outra, ah, só falta agora a bichinha desvairada cair no choro, seja homem, porra, agora não tem mais volta não... tive uma ideia, o gran finale, vou chamar a vizinha, arrancar a roupa dela e meter o pau com tudo, nossa, ela é maravilhosa, que corpão abençoado, que rostinho de anjo, passei um mês doente por ela, quase não me controlava no elevador, num tô acreditando, tô ficando excitado, faltando cinco pra meia-noite e eu excitado... 26 de julho, meu aniversário, terei escolhido uma boa data? vai causar impacto, com certeza, os idiotas vão ficar inventando teorias e mais teorias, bando de cretinos, juro por deus que são retardados, tenho pena dessas cabecinhas simplórias tentanto achar a iluminação, ah, foda-se eles, foda-se a humanidade, fodam-se as criancinhas passando fome, foda-se essa ridícula bola de barro flutuando na escuridão do infinito, dane-se deus, danem-se os filhos da puta que acreditam em deuses, dane-se todos os infelizes que se esforçam diariamente para parecer mais do que são, para se sobrepor aos outros e satisfazer sua vaidade patética, é risível, juro que eu defecaria na cabeça deles, quebraria a cara deles, malditos degenerados... ó senhor, se o senhor existir, perdoe este seu humilde servo desbocado, debochado, tresloucado, é a hora que vai adiantada... qual é, quem eu tô querendo enganar, jesus cristo, tá certo, jesus pode até ser, mas cristo é o caralho, messias é o caralho, eu queria era botar abaixo todas as igrejas do mundo, com todos esses pseudo-crentes rezando dentro delas, acabar com essa sem-vergonhice toda... cara, eu tô bêbado, muito bêbado, o remedinho pegou também, uhhh, as coisas tão rodando, tudo girando, que porra é essa que eu tô vendo, parece um rosto de mulher, parece a virgem chorando, deix'eu sentar um pouco, ixi, tô todo mijado, quase meia noite...10,9,8,7,6,5,4,3,2,1...tá na hora, vamo lá camarada, vamo lá, força, é melhor agora que depois, depois é mais complicado, a hora é essa, pega a cadeira, essa serve, se deus existir ele há de perdoar esse servinho de merda que eu sou, que nem temor a ele conseguiu ter, se deus existir..., existir, a que será que se destina..., a coisa nenhuma, encosta mais, isso, tá bom, tá na altura certa, deixa eu subir, será qu'eu ainda consigo, um pé, o outro, agora o parapeito, um pé, o outro, é isso, a coisa é inexorável, há jeito não camarada, tem outro caminho não, senão pra baixo...”

sábado, 9 de junho de 2012

PENSAMENTOS DO DIA - por Tádzio Nanan


Acorda civilização!
Riqueza material não é nada sem justiça!
Conhecimento não é nada sem justiça!
Tecnologia não é nada sem justiça!
Até a liberdade pouco significa sem justiça!
Justiça: o maior bem, o maior valor da humanidade.
Justiça: igualdade de oportunidades + paz + respeito + o bem, o bom, o recomendável.

Quanto mais vaidoso, presunçoso e arrogante é o indivíduo, menos inclinação ele tem para perdoar. Ele esquece o “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”
Que Deus, em sua infinita bondade, o perdoe por isto!

Quer ver eu destruir boa parte da tua fé na vida e em ti mesmo no espaço de uma brevíssima sentença?
Sobreavalias o quanto os outros gostam de ti e ignoras o quanto eles te detestam (com ou sem razão); ou seja: há traições e traições sendo urdidas contra ti, J.C (Jesus Cristo? Júlio César?)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

UM CONTO DA MEIA-NOITE - por Tádzio Nanan


O suor escorria abundantemente do rosto afogueado. As mãos pequeninas doloridíssimas pelo esforço continuado. Do nada, veio-lhe à mente o momento em que se encontrou pela primeira vez com Jorge, um extraordinário acaso: ela voltava ao banheiro feminino porque esquecera o batom por lá, e ele, absorvido pelos negócios da família, confundiu os banheiros, literalmente tropeçando nela. A química foi tão avassaladora que ele, mais tarde, ainda no teatro, convidou-a para sair, e ela enrubesceu, gaguejou mas topou na hora. Dia seguinte, estavam jantando num dos melhores restaurantes da cidade. Total identidade: gostavam do mesmo tipo de comida, apreciavam os mesmos diretores de cinema, curtiam jazz e música clássica, adoravam viajar, ambos de famílias tradicionalíssimas, com dinheiro aos borbotões... Ela parou um momento o que estava fazendo. Parou para pensar, pois desperdiçava tempo, bem valiosíssimo naquele instante. Decidiu-se por outro equipamento para agilizar o serviço. Levantou-se, dirigiu-se ao quartinho onde se guardava todo tipo de material, e achou o que buscava. Voltando aos afazeres, continuou a relembrar de bons momentos vividos. Jorge era realmente um baita dum macho! Fizera ela gozar logo de cara, na primeira trepada! Mexeu a cabeça, sozinha, concordando que eram feitos um para o outro, ela e o marido, o Jorge. Ele com aquela corpulência toda, que tanto a atraía, aquele pênis grande, que ela adorava olhar e sentir entre as pernas. Adorava trepar com ele, mais que tudo, essa era a verdade. E o amava também, muito, mais que a tudo no mundo, outra grande verdade. Mais a vida deles não se resumia só a sexo. Eram também a personificação do casal moderno: sociáveis, cheios de vida, sempre passeando, indo a museus, parques, eventos, restaurantes, assistindo a filmes, visitando os amigos... As costas a estavam matando. Parou para gemer de dor. Perdera momentaneamente a força na mão direita, a esquerda toda lambuzada, escorregadia. As lágrimas escorriam-lhe abundantemente das maças do rosto, mas ela não estava arrependida, não! Faria tudo de novo, mais mil vezes, se fosse o caso. Nela ninguém passava a perna, não! Ela era uma rainha, e rainhas merecem tudo, todas as alegrias e gentilezas do mundo. E sendo rainha, também podia tudo, podia fazer o que lhe desse na veneta, o mundo era um lugar onde simplesmente perambulavam seus súditos... No dia-a-dia, Jorge era ótimo, lembrou. Viviam uma vida tranquila e movimentada, prazerosa e atarefada; tinha negócios e diversão, sexo e amizade; futilidades de toda ordem e trabalho social. Jorge era único. O amor da vida dela, o marido dela, o melhor amante que tivera. Não seria exagero afirmar-se que ela morreria por ele, que mataria por ele. A paixão que Márcia sentia era desse nível... Estava quase terminado. Ela sentou-se no chão e urinou nas calças de cansada que estava. Tinha de pensar na próxima etapa. Para isso, ia ter de rodar um bom tempo com o carro pela cidade afora, madrugada adentro. Não tinha medo. Do que poderia ter medo? Do que mais? Meia-horinha a mais de esforço... Pronto! Acabou! Foi ao banheiro. Olhou-se no espelho, era bonita, gostosa, os seios ainda durinhos, o bumbum empinado, redondo, não entendeu o porquê daquilo acontecer. Estava a um tantinho assim de desmaiar, a mente a um ponto de se estilhaçar. Pediu perdão a Deus, mas sem muita fé: nunca crera muito Nele. Veio um acesso de cinismo e criatividade: resolveu pedir a Ele que a ajudasse nesta empreitada, afinal de contas não fora ela a culpada, não mesmo, ela era apenas uma vítima das circunstâncias, macabras circunstâncias... Tomou um banho, limpou-se toda das manchas e nódoas, e das lascas de carne. Ficou linda e cheirosa como sempre fora. Uma dama da sociedade! Já passava da meia-noite. Era hora de finalizar o que começara. Desceu pelo elevador de serviço. Tudo certo. Com as costas doendo que nem facada, abriu a mala do carro e pôs os embrulhos lá, vários e vários deles. Na hora de fechar, não conseguiu. Claro, um pedaço da perna do Jorge. Um maldito pedaço da maldita perna do Jorge. Os restos imundos daquele animal grotesco, daquele pilantra traidor, daquele porco desleal que a traíra tantas e tantas vezes...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

AVENTURAS DE JP - UM ANTI-HERÓI BRASILEIRO (por Tádzio Nanan)


*
Quando o encontrei, estava transtornado. Via-se isso na face afogueada, nos olhos esbugalhados, no lábio inferior que tremia um pouco até. Também, havia horas que se enchia de cachaça, repassando o infortúnio detalhe a detalhe. Nunca o vira num tal estado. Justo ele, alma de bem com a vida, pouquíssimas responsabilidades, anarquista muito bem sucedido no propósito de não ser fiel a coisa alguma senão a si mesmo, puro instinto, tão leve e errante quanto um flato ao vento. E o que sucedera? Uma mulher, claro, que é o que sucede, cedo ou tarde, para o bem ou para o mal, na vida de qualquer homem. Sempre fora mulherengo e elas viviam correndo atrás dele; bem-apessoado, tem dinheiro no banco, apesar de ser apenas medianamente inteligente e de ter um senso de humor desses que não se entende muito bem. Com o mulheril sua filosofia de vida era nunca ser fiel nem exigir delas que o fossem. Mas com a Maninha a coisa era um pouco diferente. Desde o começo ela mexera com suas entranhas de uma forma que não imaginaria em outros tempos. Algo nela o tocara profundamente e agora ele se servia dela como quem se serve de uma droga poderosa que causa dependência física, psíquica e moral. Estava verdadeiramente afeiçoado à pequena. E como eu disse, J.P nunca fora disso, muito pelo contrário, menoscabava o amor romântico em todas suas possíveis manifestações. Na sua cabecinha sensual e pueril tudo se resumia a sexo, o mundo seria basicamente a penetração de falos em vaginas. Enfim, o caso é que eles viviam num relacionamento aberto e até onde vigorasse a total ignorância do que cada um fazia nas horas de ausência um do outro, estava tudo bem, estava tudo certo. Entanto, dias atrás ele achou o diário da pequena sobre a cama e não resistiu. Como um bom malandro pouquíssimo afeito às questões morais e éticas, mergulhou fundo nas páginas do livrinho para incontinenti mergulhar fundo na melancolia do desapontamento. Descobriu lá que Maninha tinha transado simplesmente com mais de duas dezenas de picas nos últimos doze meses, doses cavalares de sexo na veia, overdose mesmo, coisa da pesada, hardcore. Aquilo o afetou sobremaneira porque ele sequer se apercebera da quantidade de vezes que ela se satisfizera fora de casa. Mas o que mais o indignava é que não obstante todo seu empenho, contumaz e cotidiano, ele só se metera em doze bocetinhas no mesmo período (um terço das quais, pagando). Era ultrajante, mesmo insuportável quando descobria uma mulher que se esbaldava na luxúria muito mais do que ele próprio conseguia; justo ele que se considerava o maior dos putanheiros da Terra Brasilis. E foi para me contar esse causo que me chamou para beber consigo naquele dia...



*



Me apaixonei perdidamente, sussurrou desfalecente. E seu marido, meu chefe, mal dera alguns passos em direção ao mictório. Tocou-me languidamente as coxas, deslizou as mãos pelas mesmas, depois as recolheu, insistiu outra vez, ficou confusa, fez cara de boba, cara de sexy, cara de choro, cara de adolescente apaixonada. Minha aflição só aumentava, enquanto assistia à insólita cena. Só queria sumir dali, o escândalo que não ia ser isso, e de quebra minha demissão, vexatória, pública, irrevogável; ela é o supra-sumo das formas femininas, mas nesse momento meu contracheque é muito mais importante; mas devo admitir: em outras tantas ocasiões, a mulher do próximo mereceu de mim a mais completa prioridade! Bom, não sei como, ela se conteve, vestiu a comuníssima máscara da satisfação e pôs-se calada. Ele estranhou o comportamento um pouco indiferente dela, fez piada com isso, culpou a menorréia, e continuou bebericando, discorrendo sobre amenidades, no que o acompanhei, louco para ir-me embora.



Mais tarde, voltando das compras, já entrando no meu apartamento, observei qualquer coisa na soleira da porta. Eram meia dúzia de cartões, com declarações de amor fartamente açucaradas, enjoativamente infantis, como todas as cartas de amor de todos os chatíssimos amantes dos mais variegados quadrantes do mundo; enfim, Juliana entregava-se de corpo e alma no ardente e pecaminoso leito da luxúria; a luxúria tem nome, o meu: JP, também conhecido entre os meus como o lobo da estepe; animal pouquíssimo dado a romantismos, insensível como os meus congêneres da Idade da Pedra Lascada, que sofre de horror à intimidade e absolutamente incapaz de se prender a uma alma que seja, nem que seja à Divina, agrilhoado à redentora idéia da infidelidade a todos as coisas, idéias e seres vivos. Meus detratores me chamam de porra-louca, desvairado, anarquista sem caráter, no que provavelmente estão certos. Mas não vamos dissecar minha personalidade nesse momento...



Você deve estar se perguntando como por mim se apaixonara tão voraz e terminantemente a mulher do meu chefinho. Bom, então é necessário que eu faça uma inconfidência: é óbvio que ela e eu transamos, e bastante! Aliás, transar é um eufemismo: fodemos mesmo, doses cavalares de sexo! Foram pelo menos dez fodas, antológicas, inesquecíveis, geralmente quando viajávamos à casa de praia do Mauro (o chefe e marido corno), para resolvermos assuntos de trabalho. Como ninguém é mais criança por aí, vou dar com a língua nos dentes: sucede que cada reuniãozinha dessas degringola amiúde em cocaína e porres homéricos; e com a censura da consciência de guarda baixa um dos meus golpes mais mortais e freqüentes é seduzir a mulher do próximo, seja quem for o infeliz, até meu chefe! Foi em tais circunstâncias que conheci os orifícios mais íntimos da Juliana. E deix´eu falar em alto e bom som: vale totalmente o risco de se levar um balaço no meio das fuças. Olhe, veja bem, não sei quem foi o idiota que inventou essa estória de mulher ter dono: mulher não tem dono, não! E isso não é nenhum arroubo feminista tardio da minha pseudo-intelectualidade mal estruturada; na minha abalizada opinião de vagabundo fundamental, ninguém é de ninguém ou, se preferir, todo mundo come todo mundo! Essa, meu irmão, é a nascitura moral sexual do século XXI. Mas deixemos a filosofice de lado e terminemos a estória: ela jurou de pés juntos e as mãos espalmadas que o cara não vinha fazendo o serviço direito havia dois anos; bom, talvez essa tenha sido a desculpa que ela arranjou para satisfazer seus instintos primevos sem culpa...



*



As primeiras aventuras sexuais de JP ainda são flashes vivos reluzindo em seus voluptuosos olhinhos (molhados de concupiscência, como gostava de dizer um antigo “affair”), tão nítidos e envolventes quanto uma projeção no escurinho do cinema (e não é um cinema particular a tela da memória onde passamos a trama acre-doce das nossas vidas?): impúbere ainda assistia as tias saracoteando, seminuas, ancas e bundas e peitos balouçando impunemente, exibindo-se umas pras outras, pra si mesmas, na frente do espelho, e também pra ele, expectador privilegiado, que quietinho ali no canto do quarto, mudo e excitado, se lançava àquele novo universo com todas as fibras do seu ser, enquanto as loucas ninfômanas lhe faziam caretas, acariciavam-se, apaixonadas por si mesmas, e morriam de delícias, enlevadas com a situação (inadequada para a moral conservadora da maioria das famílias, mas não para a sua, covil de anarquistas, adictos e porras-loucas); e se mostravam a ele costumeiramente ao trocarem as roupas íntimas ou quando saíam do banho da tarde ou ainda ao abaixarem a calcinha no bidê, revelando-lhe aquele objeto do desejo de meia humanidade.
Se com as despudoradas tias fora apresentado à anatomia feminina, suas reentrâncias, saliências, círculos e triângulos imperfeitos, com as primas mais velhas, já cheias de sinuosos relevos, e também com as tabulares e curiosas priminhas da sua idade ele pode sentir os ígneos prazeres dos primeiros toques, carícias, apalpadelas; da esfregação das partes baixas umas nas outras; dos suspirares nos cantos de parede e pelas madrugadas, em camas compartilhadas (quando montavam uns nos outros como se treinassem o ato reprodutivo); dos lascivos odores e líquidos corporais a se espraiar... Desde aí pode mostrar a qualidade do seu estro e a paixão ruidosa, ardente e incontrolável que nutriria pela fêmea da espécie humana pelo resto da sua longa, impudente e imprudente vida.
Essas lembranças vivas desassossegam o coração do jovem garanhão até hoje. Ainda que tudo tenha se passado há bastante tempo (e com tantas mulheres experimentadas ao longo da sua viril juventude) ele ainda sonha com as curvilíneas e gastronômicas priminhas, hoje a transluzir o viço e a galhardia dos vinte e poucos anos; sonha com mostrar-lhes a expertise adquirida (como mudou desde aquela pré-adolescência confusa, tímida, franzina...). Nele ficou cravado, parece-lhe que indelevelmente, um desejo incoercível, uma tensão no ar (“o ronronar das antenas invisíveis” de que fala o poeta), uma fascinação por cada uma daquelas personagens do seu lúbrico passado. Sim, sempre se lembrava delas, teso, afogueado, bem como das joviais amiguinhas que amiúde as acompanhavam, meninotas com seus 11, 12 anos, outras, mocinhas beirando os 14, 15, as primeiras fêmeas da espécie a devassar-lhe a nudez e a admirar seu órgão sexual excitado! Como era bom tomar banho com elas, naquelas tardes de férias, voltando das praias, nas casas alugadas pela família, quando a turma toda se reunia; vê-las investigando a própria nudez com espelhos, ou brincando brincadeiras adultas, quando mostravam suas intimidades uns aos outros... Era um êxtase lembrar-se dos corpos nus, debaixo do chuveiro, o seu, ficando maior, mais espesso, ano a ano, os delas mudando as formas, os volumes, dando a antever as mulheres graciosamente desenhadas pelo lápis do divino prestes a sair daquele envoltório ainda mirrado e simplório. Anos passaram-se assim! Gloriosos e saborosos anos, anos imortais! Dos 9 aos 14, ele esbaldou-se nessa orgia sem pecado, nessa libidinagem sem conseqüências....



*



JP percebeu que podia ouvir com alguma clareza os ruídos que suas amiguinhas faziam, no vestiário ao lado, antes e depois das aulas de educação física, e pôs-se a maquinar que poderia haver, quem sabe – seria bom demais para ser verdade?, um duto de ar que estivesse levando os sons de um vestiário ao outro; começou a procurar, sem chamar atenção, algum possível ponto de ligação entre os dois ambientes; e não é que na parte dos chuveiros havia um duto, estreitinho, muito ao alto, que parecia ligá-los? Ficou arquitetando planos para poder subir até lá, talvez um corpo pequeno e mirrado como o seu coubesse no duto; analisou a parede para ver se, de alguma forma, poderia subir por ela, e após alguns segundos de investigação, concluiu, decepcionado, que era impossível chegar até lá, bem como passar por aquele duto, e sabe-se lá o que teria depois dele, talvez apenas a visão do logradouro...



Mas vejam o que é a mão (ardilosa? benfazeja?) do destino: um mês depois, JP estava na aula de educação física e ficou com vontade de ir ao banheiro, pediu a permissão, foi; no momento em que entrava no vestiário, dois homens estavam saindo e disseram-lhe: “A gente está fazendo uma pequena reforma nos chuveiros, por isso está cheio de material espalhado pelo chão, mas voltamos logo, em vinte minutinhos...” JP deu de ombros, foi até a latrina, fez um longo xixi, e quando voltava à aula, o bichinho da curiosidade lhe picou, e ele voltou atrás para dar uma singela olhadinha na reforma; pois bem, estava lá, magnífica, providencial, do alto dos seus vários metros, uma escada, a escada que ele tanto sonhara um mês antes, a própria mão de Deus a havia posto lá, para que ele pudesse, enfim, ter o seu momento de iluminação, a sua visão do paraíso; incontinenti, arrastou-a cuidadosamente para o lugar onde identificara o suposto duto de ar, e subiu cheio de ansiedade; o duto era estreito e devia ter uns três metros de comprimento, mas ouvia-se claramente os ruídos que as meninas do terceiro ano faziam, voltando da aula de educação física; naquela classe, muitas garotas eram amigas de sua irmã, e algumas eram paqueras que frequentavam a sua casa, além da L., o amor de sua juventude; isso o motivou deveras; sim, faria isso: meteu-se sem muito pensar no duto – só coube ali por causa dos seus 14 anos e seus poucos quilos, e foi arrastando-se devagar e silenciosamente, tinha 15 minutos até a dupla de estraga prazeres voltar; é, ele tinha razão, o duto ligava os dois ambientes: começava a ver parte do outro vestiário; logo depois, já com a cabeça quase no limite do duto, viu as garotas nuas, tomando banho, e viu a sua L., que parecia despir-se sensualmente para ele, peça após peça da indumentária, o sutiã, o jeans, a calcinha... ele quase perdeu os sentidos! JP ficou ali por uns quinze minutos, até a última garota deixar o recinto. Quando tentou voltar, percebeu que não tinha como manobrar seu corpo, não tinha mais aquela adrenalina, os braços estavam praticamente presos, e ele não poderia voltar; inicialmente, entrou em pânico, mas controlou-se, sabia que os caras voltariam logo; esperou-os e eles chegaram um pouco depois; gritou por socorro, bateu as pernas, os caras o viram e o retiraram de lá, às gargalhadas, claro; já no chão, sem ter o que dizer, pediu pelo amor de Deus para que não contassem nada; os dois sujeitos fecharam a cara para fazer-lhe medo, como se dissessem que o denunciariam, mas no fim conseguiram o que queriam, dinheiro: cem pratas na mão de cada um; e o assunto, pelo menos para o grande público findou-se por aí; mas na cabecinha sensual de JP aquelas imagens – verdadeiras delícias do paraíso perdido, levam-no a vertiginosos momentos de delírio ainda hoje...



*



JP passou horas aprumando o espírito com meditação, malhando os músculos com halteres emprestados à um amigo, customizando a indumentária, engalanando-se para atrair as fêmeas mais susceptíveis e desinformadas sobre seu caráter, enfim, fazendo tudo o que lhe era possível para obter uma ótima performance na festança de logo mais. Tinha a expectativa de copular bastante, e com muitas mulheres (esta era a sua expectativa usual, dado os ótimos resultados de suas séries históricas a respeito do assunto); e quem sabe não fosse seu dia de sorte, indo parar na cama com duas ao mesmo tempo, talvez as gêmeas I. e B., em que punha os olhos esfomeados há tempos, desde a nem tão inocente assim época de colégio...



Acoplou-se ao BMW de quinhentos mil reais, e pisou fundo. À caminho do regozijo, parou num quase arrabalde para comprar baseado, pó, ecstasy, tudo que fosse ilícito e possível de ser comprado e iniciou a viagem ali mesmo, como que calibrando a máquina; transou no banco de trás com suas putinhas preferenciais, enrijecido com os comprimidos azuis (estava sempre preparado para ocasiões especiais); e teve que subornar o merdinha de um guarda de trânsito que teve a ousadia de pará-lo numa blitz: molhou-lhe a mão com 300 pratas e foi-se embora, cantando pneu e mostrando o dedo para a patuleia...



Quando se apresentou na milionária cobertura do Flávio, o anfitrião da festa (o dono da festa era o JP, como de costume), o nosso (anti-)herói já havia fumado dois baseados, cheirado cocaína, ingerido viagra, e bebido whisky. Para a sorte dele o putanheiro tem um coração de aço. É porque, além dos bons genes, o tema saúde não era de todo negligenciado. Quando não sucumbia à perdição, até que acordava cedo, alimentava-se bem, fazia exercícios com certa regularidade. Mas ele sempre quisera conhecer os dois lados de tudo, as duas faces da moeda, estava gravado no ADN dele a busca, e assim mergulhava tanto no calor do dia, quanto nos insondáveis mistérios da noite, profunda, perigosa, e muitas vezes inadvertidamente...



Durante a festa, discutiu seus investimentos milionários no mercado financeiro: derivativos, títulos públicos, letras hipotecárias, etc; palestrou sobre economia internacional com dois especialistas no tema, bebeu, fumou, cheirou, trepou até a exaustão (cansadas das suas costumárias investidas, I. e B. finalmente anuiram com a indecorosa proposta...)



Mas um certo alguém o observara por todas as longas horas da greco-romana festança. Era o irmão do anfitrião, Leonardo, médico bem-sucedido, rico, boa-pinta, e decidida bichona. Éh, Leonardo sempre tivera uma queda por JP, que era tudo quanto um gay não quer para um enlace matrimonial, mas tudo quanto sonha para uma foda estrondosa. E com a cara e a coragem foi abordar seu cotidiano objeto do desejo. Já tinha pensado numa estratégia e estava disposto a pagar qualquer preço para fazê-la operar eficazmente. No começo o papo rolou fácil, sobre diversos temas (como sempre, JP muito simpático e loquaz). As pessoas passavam por eles só para se despedirem, já que passava das quatro e a festa ia minguando. E antes que nosso (anti-)herói também anunciasse sua partida, Leonardo dera seu xeque-mate: ele, que não era chegado à branquinha, convidou JP para ir à seu quarto aspirar a última carreirinha da madrugada; inocentemente JP aceitou; ambos cheiraram a maldita e incontinenti perderam o juízo, mas por motivos diferentes: Leonardo por paixão, JP por quase overdose...



Nosso (anti-)herói acordou às três da tarde, tropeçando nas pernas, a cabeça tilintando como campainha. Estava só. Apenas um recado do Flávio, dizendo que ele comesse alguma coisa e desse as chaves ao porteiro quando se fosse. Desceu o prédio tentando recordar o que acontecera nas últimas horas, mas não conseguiu...

(...)

O que terá acontecido a JP naquele quarto, naquelas possivelmente ultrajantes horas? Desde então, ele nunca conseguiu juntar a necessária coragem para perguntar a Leonardo qualquer coisa sobre o potencialmente vergonhoso incidente, apesar de haverem alguns sórdidos indícios de que algo anti-natural acontecera àquela madrugada, como, por exemplo, o fato de o Leonardo dar-se ares de grande intimidade consigo, além de algumas lembranças confusas, de corar a face. Será mesmo que JP, devorador de mulheres, estivera, enfim, com um homem na cama?!

UM CONTO DA MEIA-NOITE - por Tádzio Nanan


Quando adentrou a sala de casa, muito bem vestido, o grupo já o aguardava com certa ansiedade. Era o último guerreiro a juntar-se a ele. Cumprimentaram-se fraternalmente, até docemente, eu diria. Quem os visse ali, a deixar-se levar pela primeira impressão, logo demonstraria simpatia pelos rapazes, tal a admiração produzida por seus modos suaves, suas compleições saudáveis, a esmerada educação recebida, traduzida numa certa sofisticação ao falar. Cientes disso, se empavonavam, enchiam-se de uma discreta mas perceptível arrogância.
Despediram-se dos progenitores do mais velho do grupo, gente de ótima estirpe, enorme influência na sociedade, e partiram fazendo troça uns com os outros, gargalhando alto, como se nada houvera no mundo que eles próprios. A boate Liberdade era o destino do grupo, a qual se dirigiam em dois BMWs de centenas de milheres de reais. O Liberdade era uma das boates mais elegantes da cidade, frequentada pela endinheirada burguesia nacional e internacional. Além do divertimento, visavam a traçar estratagemas para a operação daquela madrugada, que esperavam tão excitante quanto às passadas.
Não exageraram no álcool face à necessidade de agir com certa prudência. Mas um deles disse: Dane-se a prudência, o dinheiro resolve qualquer imprevisto! Este exagerou na bebida, e os outros acabaram dando de ombros – em se tratando de Brasil, ele estava certíssimo!
Lá pelas duas da manhã relembravam animadamente de suas recentes secretas aventuras, e moderaram um pouco o tom de voz. O jogo de luz e sombras, os vapores dos charutos asfixiando o ambiente, o caráter das personagens, lembrou-me a mim, narrador onisciente, um filme noir americano dos anos 40 ou 50, este certamente impróprio para menores...
Até que finalmente deixaram o copo, e se dirigiram à administração da boate. Apertaram um por um a mão de um antigo segurança, acenaram com a cabeça ao gerente do estabelecimento e penetraram sem cerimônia uma sala contígua à administração. O mais novo deles, rapagão de 1,90, cientista da computação, já completamente íntimo do ambiente, afastou um pesado móvel que escondia um alçapão. Abriu-o e dele foi retirando um a um seu conteúdo e distribuindo com seus bons camaradas. Todos se serviram à vontade, pareciam satisfeitos, ninguém invejou ninguém.
O dono da boate apareceu para falar-lhes, desejar-lhes boa sorte. Era um empresário respeitadíssimo na cidade, conhecido até nacionalmente por sua generosa fortuna pessoal. Depois de cumprimentá-los, ele ficou lá, parado, com ar solene, assistindo ao resto do evento em silêncio.
Os cinco rapazes faziam seus últimos preparativos, checavam seus brinquedos, arrumavam suas roupas, os cabelos. Havia naquele proceder mecânico, silencioso, devotado, qualquer coisas semelhante à uma liturgia religiosa.
Com a voz um pouco embargada, o mais bem-nascido deles, herdeiro de centenas de milhões de reais, exaltava as qualidades de cada um dos presentes e incitava o grupo a grandes feitos em tempos de frouxidão dos valores morais e tibieza da honra. Havia sem dúvida um toque épico em seu eloquente e requintado discurso.
Lá fora a chuva rala, deixando a cidade mais sombria e deserta, parecia querer promover-lhes os propósitos.
Cristiano interrogou calmamente:
- O que vai ser hoje?
Henrique, respeitado professor universitário, foi direto:
- Travestis! Mataremos travestis!

PENSAMENTOS DO DIA - por Tádzio Nanan


O mundo está cheio de lugares lindos; nenhum deles é mais lindo que o olhar da mulher amada!

Ser o senhor de incomensuráveis vastidões de terras; ser o senhor de reinos miraculosos; ser o senhor de tesouros incalculáveis; ser o senhor de exércitos incontrastáveis...
De todas estas coisas o homem abriria mão em prol de ser o senhor de apenas uma coisa: o desejo feminino!

*

Ao contrário do que afirmam as pessoas de fé, que baseiam a ética no temor a Deus, é bem mais fácil acabar-se com o mundo devido a “presença” Dele nos assuntos humanos, que devido a Sua “ausência”!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PENSAMENTOS DO DIA - por Tádzio Nanan

Facebook: the "place" where everybody you dislike, you do not know and you do not trust can become your best childhood friends!
This is the best medicine ever invented for self-esteem!
You now understand the billions of Zuckerberg?

Facebook: o "lugar" onde todo mundo que você não gosta, que você não conhece e que você não confia pode tornar-se seus melhores amigos de infância!
Este é o melhor remédio já inventado para a auto-estima!
Você compreende agora os bilhões de Zuckerberg?

*

The Luddite movement revisited and updated:
* Make the world a favor: destroy your car;
* Do yourself a favor: destroy your television;
* Do yourself a favor: destroy your cell phone;
* Do yourself a favor, delete your Facebook account;
* Make the world a favor: burn your "sacred" book!

O movimento ludita revisitado e atualizado:
* Faça um favor ao mundo: destrua seu carro;
* Faça um favor a você mesmo: destrua seu aparelho de televisão;
* Faça um favor a você mesmo: destrua seu telefone celular;
* Faça um favor a você mesmo: apague sua conta do Facebook;
* Faça um favor ao mundo: queime seu livro "sagrado"!

terça-feira, 5 de junho de 2012

MANIFESTO DO MOVIMENTO ONÍVORO - por Tádzio Nanan


Vivamos livres, sem limites
Condenados à liberdade
Ao ócio, aos instintos
Como deuses loucos e lindos

Um nome? Identidade?
Não nos serve...
Somos tudo, somos todos
E somos nada

Certezas e saudades?
Emprego e propriedades?
Correntes que nos agrilhoam
Falsos ideais a nos escravizar

Sem destino, sigamos
Para além do que já foi pensado e vivido
Inventemos novos sentidos para a vida
Novas trilhas para o mundo
Para a mente
Para a gente

Morte à pátria, à religião
Ao Capital e à moeda
Não nos basta o que temos:
O mundo, a humanidade, filosofia, arte?
E o futuro, gestado em nossas mentes

Qualquer coisa estranha a nós mesmos, não nos serve...
Por que se degradar?
Por que se degredar a si mesmo?
Revoguemos tempos, espaços
Vamos ter o que é nosso
Façamos com nosso braço
Digamos com nossa boca
Vejamos com nossos olhos
Sintamos no nosso corpo

Esqueçamos das convenções
Pseudo-verdades alardeadas
Desacreditemos de tudo
Quem disse que esta era a ordem?
Que esta era a Verdade?
As verdades são tantas quantas as estrelas no céu
E tão voláteis quanto os segundos no tempo
O caos é a única ordem que se fez
O acaso, o fortuito, o contingente

*

Cordeiro, abandona teu rebanho
Te entrega à liberdade
Não há lei, autoridade, hierarquia
Vive no reino da anarquia
Onde todos somos absolutamente iguais
Diferentemente
Onde todos somos absolutamente distintos
De igual forma

Não há nada que não queiras
Ri em desafio
Bate no peito com força
Enfrenta o establishment
Enfrenta o mainstream
Até que tremam, claudicando

Enfrenta! Que sejas tigre e não cordeiro
Escreve com teu punho
Crê na tua obra
Caminha com teus pés
Marca teus próprios passos
Esquece os dos outros
Se os outros são cobardes
Sejas intimorato, força telúrica
Obra plena em si mesma

E se fores viver, vivas livre
E se fores morrer, morras livre
Revoga tua escravidão
Remove tua corrente
Te resgata do teu cárcere
E vivas livre e morras livre

Enfrenta os tiranos
Os tiranos merecem a morte
Enfrenta teus inimigos
Os inimigos merecem a morte
O medo, a morte, esqueça-os
Amplia-te infinitamente
Tua vocação é para a liberdade

Não queiras ter fronteiras
Somos todos infinitos, em expansão contínua
Sem começo, nem termo, como os universos na eternidade
Não queiras ter posse nenhuma, senão a ti mesmo
E o mundo, a humanidade, o futuro
Que é tudo teu, que é tudo nosso
Que é de todo mundo
E de ninguém!

MANIFESTO DO NOVO E VERDADEIRO MOVIMENTO LIBERTARISTA - por Tádzio Nanan




MANIFESTO DO NOVO MOVIMENTO LIBERTARISTA.
Por um outro entendimento do que seja viver, do que seja viver em sociedade. Por uma nova compreensão do que seja civilização.


Comparações entre as civilizações tradicionais (capitalistas) e as civilizações indígenas ou “primitivas” (digo civilizações porque são formas absolutamente divergentes de o ser humano enxergar o mundo, entender a vida, atuar na natureza, entender-se e relacionar-se consigo mesmo e com o próximo).

*nas civilizações indígenas ou “primitivas” não existe ou existe em bem menor grau alienação (o Homem apartado da sua essência), violência e crimes, insustentabilidade ambiental, forças repressoras; não há poder instituído (Estado), dinheiro (nem a necessidade de dinheiro), corrupção.

*o conhecimento que a sociedade tem e produz está disponível a todos e é repassado a todos – todos são independentes e autosuficientes no sentido de produzir e reproduzir sua existência material e a dos seus.

*ninguém é chefe de ninguém, ninguém manda, tiraniza ninguém ou legifera sobre ninguém.

*há alguma divisão do trabalho social e certa diferenciação de gênero, mas nada que provoque conflito, discriminação, hierarquização e subalternidade.

*não há posses; a maior riqueza destas sociedades são os relacionamentos humanos, os relacionamentos interpessoais e os momentos de confraternização coletivos, além da liberdade de que se dispõe.

*não há riqueza ou pobreza: o que há é trabalho coletivo e satisfação das necessidades – todo mundo contribue para o “produto social” e recebe em troca o suficiente, o justo (o adequado) segundo as condições materiais objetivas daquele dado momento.

*as más tendência humanas, de base genética e evolutiva, minguam; os pecados capitais minguam: a cobiça, a inveja, a vaidade decrescem a seu ponto mínimo.

*o sexo e a nudez são motivos de satisfação, realização, congraçamento, e não fonte de terríveis problemas: medo, vergonha, exploração, alienação, violência.

*a propriedade é coletiva, o saber é coletivo, o fruto do trabalho social é coletivo – todos têm o que é necessário para serem saudáveis, felizes e produtivos. Ninguém tem mais que o necessário, e nem quer ou precisa!!

*ninguém se aliena ao Estado, à religião, ao Poder, ao consumo, ao dinheiro, à propriedade, à preocupação patológica com a aparência, à quaisquer tipos de posse.

*ninguém age visando ao lucro pecuniário, ou para provar que é melhor que os seus congêneres (colocar os “inferiores nos seus devidos lugares”); age-se visando ao respeito e admiração dos outros membros da sociedade, e por senso de dever.

*não precisam da indústria farmacêutica porque seu estilo de vida, sua forma de viver não lhes acarretam maiores problemas orgânicos, mentais ou psicológicos.

*não precisam de uma sociedade de consumo porque sua felicidade não está alicerçada em bens materiais (se pararmos para pensar, a maior parte deles inútil a maior parte do tempo!), mas num cotidiano tranquilo, pacífico, saudável, laborioso, produtivo, feliz, e compartilhado com os seus.
*apesar de ter estudado um pouco de antropologia, sou economista por formação. Portanto, façam suas próprias pesquisas!


**


A finalidade do sistema econômico subjacente à estruturação de uma sociedade não é a de gerar crescimento econômico infinito, medidos em termos de PIB ou PIB per capita, mais sim a de gerar o maior bem-estar possível para o maior número possível de pessoas; e consegue-se isto quando mais pessoas têm acesso a mais e melhores bens e serviços indispenśaveis a uma vida saudável, produtiva, feliz, autodeterminada e pacífica. O objetivo precípuo da civilização não deve ser a de gerar simplesmente, burramente, “miopemente”, mais técnicas produtivas e mais tecnologia (ciência aplicada), mais deve sim ter como objetivo tornar-nos mais sábios, através de mais conhecimento (ciência pura), educação, filosofia e arte (coisas estas que não objetivariam gerar dinheiro, mas gerar bem-estar, produzir o belo, o bom e o útil). Com mais sabedoria, conhecimento, educação, filosofia e arte viveríamos melhor, faríamos melhores escolhas, nos relacionaríamos conosco mesmo e com os outros de uma forma mais saudável, pacífica, respeitosa e ética (e não de forma meramente utilitarista, como no capitalismo) e estas coisas somadas nos levariam às 5 metas da vida humana (do ponto de vista do indivíduo):

*SAÚDE (ORGÂNICA E PSICOLÓGICA)

*FELICIDADE (SENSAÇÃO BOA DE SATISFAÇÃO CONSIGO MESMO E RAZOÁVEL PLENITUDE)

*ATUAR PACIFICAMENTE NO MUNDO (RESPEITO, TOLERÂNCIA, AMOR, FRATERNIDADE, COMPAIXÃO, EMPATIA)

*SER PRODUTICO (CONCORDE OS TALENTOS, DESEJOS, INCLINAÇÕES E VOCAÇÕES DE CADA UM)

*AUTODETERMINAÇÃO (LIBERDADE INDIVIDUAL – JÓIA QUE NÃO TEM PREÇO)



Do ponto de vista das sociedades como um todo, da civilização humana vista na sua integralidade, os 5 ponto fundamentais seriam:

*JUSTIÇA (A LIBERDADE INDIVIDUAL TEM DE VIR ASSOCIADA A EQUIDADE – IGUALDADE DAS “CONDIÇÕES INICIAIS”)

*CONHECIMENTO (CIÊNCIA PURA E APLICADA, PARA A RESOLUÇÃO DOS REAIS PROBLEMAS DA CIVILIZAÇÃO HUMANA)

*SABEDORIA (FILOSOFIA, POLÍTICA, ARTE, EDUCAÇÃO – ESTA ÚLTIMA NÃO PARA O MERCADO, MAS PARA A VIDA, PARA A BOA VIDA)

*SOCIEDADE PRODUTIVA, MAS SUSTENTÁVEL ECOLÓGICA, TECNOLÓGICA E SOCIALMENTE FALANDO

*LIBERTARISMO (SOCIEDADE SEM FETICHISMO, ALIENAÇÃO, DISCRIMINAÇÃO, EXPLORAÇÃO, GUERRAS E HIERARQUIZAÇÃO – SOCIEDADE DE IGUAIS)


Vamos juntos fundar o verdadeiro movimento LIBERTARISTA?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

HIPÓTESE (por Tádzio Nanan)


Superando o Capital, indo em direção a uma nova forma de “sociabilidade” humana, as mulheres não seriam mais mercadoria (e nem se enxergariam enquanto tal!), e portanto não poderiam ganhar dinheiro ou adquirir status social fazendo uso de seus graciosos “dotes naturais” junto aos homens. Numa outra forma de sociabilidade humana, as mulheres fariam sexo de forma muito mais democrática, e possivelmente, mais frequente e mais satisfatoriamente, contemplando um maior número de homens. Ao contrário do que se pode pensar num primeiro instante, as mulheres teriam muito a ganhar com isso (mais qualidade no sexo, mais diversidade, menos repressão, menos violência, menos [falso] moralismo – seria o verdadeiro desabrochar da sexualidade feminina). Os homens também ganhariam com isso, claro(!): acesso a sexo de forma mais simples, direta, frequente e “barata” – sem a mediação do dinheiro, do poder, do status social – já que estas 3 coisas teriam muito menor importância numa outra forma de organizarmos a vida socioeconômica, a vida moral e cultural humana). O sexo seria uma força de coesão social, de união entre os sexos, de fortalecimento dos laços sociais e grupais, e não o que frequentemente é hoje: fonte de mortais conflitos interpessoais, violência generalizada, discriminação, ódio, organizações mafiosas e lucros espúrios. Para além do Capital, a sexualidade humana será vivida de forma muito mais natural e prazerosa, sem alienação (o Homem apartado de si mesmo, de sua essência). Os que querem gozar bastante, que dêem um passo à frente! À derradeira revolução humana.

domingo, 3 de junho de 2012

ANEDOTA DO DIA (por Tádzio Nanan)


Ele é um poeta sem palavras. Um peregrino sem estradas. Um pregador sem verdades. Um santo sem virtudes. Um arauto sem mensagem. Um paladino sem espada. Um artista sem talento. Um cientista sem método. Um político sem intuição. Um filósofo sem leitura. Um profeta sem Deus. Um guerreiro sem causa.
Ele é uma ofensa à natureza, aos homens, a Deus! Ou talvez ele seja apenas as próprias dúvidas divina, humana e natural personificadas num homem, num simples homem, às vezes, simplório, que busca, porque só aprendeu a buscar. Buscar é a própria vida dele. Buscar é a própria essência dele.
E ao mesmo tempo, apesar de seu delírio costumaz, do absurdo da sua causa, do seu desejo inconsequente e estéril, ele é tão comovente! Reluz de tão verdadeiro e enternece de tão puro, um sol em meio a noites sem luar. Um dia - tenho certeza que isso está escrito nas estrelas, um dia seus erros ainda ensinarão ao mundo a verdade!


PENSAMENTO DO DIA (por Tádzio Nanan)


O universo explica-se por si só, por suas próprias leis (pela gravidade, por exemplo).
A vida explica-se por si só, por suas próprias leis (pela evolução, por exemplo).
A consciência humana logo logo será explicada pela biologia, pois obviamente tem base fisiológica e evolutiva.
Deus já é carta fora do baralho. Não precisamos invocá-lo para explicar o que quer que seja. O que é uma pena: seria maravilhoso se, ao morrer, fossemos para o Paraíso e conhecêssemos a bem-aventurança eterna... Delírio!!
A inteligência artificial tornar-se-á realidade, cedo ou tarde.
O ser humano, tal como o conhecemos hoje, será superado.
O futuro não será da ética ou da estética, da política ou da filosofia, ou mesmo da ciência. O futuro será da tecnologia.
Um infinito tecnológico, criando infinitas possibilidades. Tudo de bom, ou talvez, tudo de ruim, vá saber!
Aqueles que estão nascendo neste exato instante, no tempo de suas vidas, ou seja, num período de fugazes 100 ou 120 anos, verão boa parte destas coisas acontecerem com seus próprios olhos.
Duvida? Viva, e verá!


ANEDOTA DO DIA (por Tádzio Nanan)


Havia um sujeito que queria ser o astro mais resplandecente do firmamento. Era atraente, mas pensava ser atraentíssimo. Era esperto, mas pensava ser espertíssimo. Era talentoso, mas pensava ser talentosíssimo. Era especial, mas pensava ser especialíssimo. Ocorreu que se assoberbou. Flutuava por entre as nuvens porque não admitia mais pisar o solo; ora, pisar o solo que qualquer um pisava? O semelhante tornou-se dessemelhante, um acessório para brincar-se, um meio de atingir determinada finalidade, um subalterno a quem se humilha, de quem se abusa, a quem nem se olha a cara. Até que um dia – doloroso e abençoado dia, confrontando-se sozinho com o implacável espelho da própria consciência, sob o rigoroso crivo da própria inteligência tão arduamente cultivada, percebeu, nauseado, que se sobreavaliara, sim, sobrestimara a si mesmo, e quedou-se estático, mudo, arbóreo, infelicidade e vergonha subindo-lhe as raízes, espraiando-se à copa. Ele era menor do que se supusera. Apesar de especial. Apesar de talentoso. Apesar de esperto. Apesar de atraente. Mas era menor do que se supusera! E passou a morrer um bocadinho por dia, da vaidade ferida, do orgulho dilacerado, da auto-estima feita em pedaços, irrefreáveis hemorragias da alma...
Mas ele há de se recompor, aceitar-se, e um dia agradecerá o que sabe e o que pode! Sim, ele há de se recompor.
O tempo há de curá-lo. O tempo cura tudo. O tempo cura até a morte.

sábado, 2 de junho de 2012

PENSAMENTO DO DIA (por Tádzio Nanan)


As pessoas estão sempre tentando enquadrar-se, estão sempre se deixando etiquetar, triste e apático tijolinho na indefectível estrutura social. Total contrasenso se estamos falando do libertário!
Só se é verdadeiramente livre se transbordamos o ínfimo espaço a que a sociedade e o senso comum imemorialmente nos reservou.
Só se é verdadeiramente grande se transbordamos o ínfimo espaço a que a sociedade e o senso comum imemorialmente nos reservou.
Só se é verdadeiramente revolucionário se transbordamos o ínfimo espaço a que a sociedade e o senso comum imemorialmente nos reservou.
Só se é verdadeiramente original se transbordamos o ínfimo espaço a que a sociedade e o senso comum imemorialmente nos reservou.
Só se é verdadeiramente feliz se transbordamos o ínfimo espaço a que a sociedade e o senso comum imemorialmente nos reservou (lembrando que a equação da felicidade não é: felicidade = vaidade + consumo; a verdadeira equação da felicidade é: felicidade = autodeterminação + sonhos + ética!).
Só transbordando o que se reservou a nós conheceremos a verdadeira liberdade, conheceremos nossa verdadeira grandeza, nossas coragem e ousadia revolucionárias, nossa originalidade; só transbordando o que foi reservado a nós seremos verdadeiramente felizes (não a pseudo-felicidade de trabalhador e consumidor alienados, mas a felicidade de ser um criador, o criador da nossa própria existência!)

ANEDOTA DO DIA (por Tádzio Nanan)


O senhor K morreu e levou consigo seu enigma.
Quem foi ele, ninguém nunca conseguiu responder.
Ele próprio não dissera ou escrevera palavra sobre si.
Algumas pessoas morrem e permanecem indecifradas. Para os outros, para si mesmas. Até para Deus, eu acho!
Outras, entregam-se tanto à vida, que se sabe delas num relance.
Algumas pessoas são esfíngicas. Esfinges de si mesmas, a lançar charadas mortais, ao invés de aproveitar o tempo (o tempo ele mesmo uma charada mortal, mas não vamos discursar sobre isso agora...).
Algumas pessoas são um quebra-cabeça que nunca se monta. Vivem uma vida inteira aos pedaços, abandonadas sobre a mesa das horas, esquecidas em cantinhos obscuros do casarão da existência, vivendo tristemente longas vidas impensadas, dessentidas. Nunca lançando luz sobre seu íntimo mistério (o Mistério de todos nós, esqueçamo-lo momentaneamente...)
O senhor K morreu. Juro por Deus que para mim ele morrera anos antes, de um certo mal misterioso.
Mas o que disseram é que ele mumificara em vida, e assim perdera seus derradeiros mas ainda joviais anos!
Sucede o mesmo com quantos, que são esquecidos por Deus, pelas gentes, e até pela burocracia estatal!
Quantos de nós, que aqui reunidos, bebericando, tagarelando, parecemos estar vivos, mas estamos mesmo – viver é isso, é só isso?
Pois é, quantas pessoas morrendo vivinhas da silva. Ninguém sabe delas. Elas próprias esquecem de si durante toda uma vida, afogando-se em covardias, melindres e pequeníssimos dramas. Uma vida de cotidianas mortes. Vidas impensadas, dessentidas; vidas dispensadas, ressentidas...
É mesmo de querer morrer, viver assim. E morre-se mesmo de morte morrida se assim vivemos!
O senhor K morreu. Cedo ainda. Aos 53.
Mas alguém sussurrou no enterro que já fora tarde!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

PENSAMENTOS DO DIA (por Tádzio Nanan)

A inveja desdenha na frente e mexerica por trás.

*

As coisas não são tão difíceis quanto parecem (ciências, filosofia, artes).
As coisas são apenas mal explicadas!


Things are not as difficult as they seem (science, philosophy, art).
Things are just poorly explained!

ANEDOTA DO DIA (por Tádzio Nanan)


Ela era tão ilustrada. Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Era tão apaixonada (pela vida). Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Ela era tão cheia de energia. Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Era “aquela que contagia”. Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Ela era tão espirituosa. Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Era tão talentosa. Mas tinha tanto a esconder dos outros. Que se escondia.
Por ter tanto a esconder dos outros, e se esconder tanto e tão amiúde, caiu doente, tornou-se antropófoba, estéril, arrogante, inepta, estúpida, louca. E assim passaram-se anos.
Mas, num radioso dia, iluminou-se: entendeu que a mentira e a dissimulação são as bases sobre as quais se ergueu a própria civilização; a mentira e a dissimulação são a fundação e o fundamento de qualquer relação social, de qualquer relacionamento privado, ainda mais nestes dias de hoje, de tanta aparência e pouquíssima essência, de tanto utilitarismo antiético.
E o que aconteceu? Ela relaxou, não se sentiu mais tão terrivelmente inadequada. Ela olhava para as pessoas e já conseguia perceber as mentiras, as dúvidas e dívidas, as pequenas trapaças, as malfeitorias e corrupções que os outros tentavam esconder por meio de olhares e sorrisos caridosos (ambos os dois, completamente falsos), ou, na forma contrária de agir, com palavras ásperas, risos de escárnio, com arrogância e superioridade (teatralmente encenadas).
E sentiu-se parte desse todo humanidade, e até apiedou-se de nós humanos e dela própria, humaníssima. E sentiu-se acompanhada, e desse dia em diante doravante fez-se companhia para todos os seus irmãos.
Continuou a esconder coisas dos outros, claro (fétidos preconceitos, pequenas faltas, ligeiros desvios de caráter, os bons e velhos pecados capitais), mas não se escondia mais, pois sabia que os outros também lhe escondiam coisas, que eram as mesmas coisas que ela desesperadamente escondia – apenas diferentes no grau e na ordem.
Não é maravilhoso quando enfim todo mundo se entende?

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PENSAMENTOS DO DIA (por Tádzio Nanan)


Sonhar com ser, e tornar-se: isto é um Homem!

Sonhar com ser, mas renunciar o sonho particular, em prol de um sonho coletivo muito mais nobre: isto é um Homem!

Sonhar, ousar, inventar-se a si mesmo, e brilhar: isto é sucesso (uma vaidade perdoável, se comedida, se compreendida entre os limites da dignidade e da ética).

*

As duas ideias mais revolucionárias da história?
O celular e o iPad!
Kkkkkkkkkkkkkkk

*o conceito de mais-valia, de Marx, provando que sob o jugo do Capital a lei maior é a exploração do homem pelo homem, é “o homem ser lobo para o homem”; o que nos remete imediatamente à ideia de que precisamos agir revolucionariamente para sermos verdadeiramente livres e autodeterminados.

*a ideia da evolução das espécies, de Darwin, provando que tudo que existe (inclusive nós mesmos, seres humanos) decorreu e decorre ainda de um lentíssimo processo de evolução, processo este regido por leis próprias (fica evidente, por exemplo, que o criacionismo é um delírio do fundamentalista religioso a ser devidamente tratado e curado, e a cura ocorreria quando o indivíduo deixasse de ler o livro sagrado ad litteram).

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PENSAMENTOS DO DIA (por Tádzio Nanan)


A civilização é um castelo de cartas em fragílimo equilíbrio.
Uma simples variável que saia do controle, e o castelo de cartas pode vir abaixo.
Por isso, esteja sempre preparado (física, mental e psicologicamente) para um regresso à selva, ainda que possa ser por apenas breves instantes (breves, mas decisivos instantes!).

*

Alguns dos “pais fundadores” da civilização ocidental talvez nunca tenham existido, ou não são exatamente o que a gente pensa deles: Homero, Sócrates, Jesus, Shakespeare.
Isto nos torna filhos de pais desconhecidos!
Isto nos torna órfãos!
Mais que isso:
Isto nos mostra que a mentira e a ilusão são os reais fundadores da civilização ocidental!

*

As teorias conspiratórias são “coisa de louco”, e são profundamente verdadeiras (pelo menos, essencialmente).
Enquanto houver Estado, enquanto houver o Capital, enquanto houver grupos com ilimitados poderes político e econômico, haverá grandes mentiras e patranhas para controlar e desencaminhar o grande público. A verdade é muito pior do que supõe nossa vã filosofia!

*

Veja este raciocínio:
Traduzir” os sinais elétricos do cérebro para linguagem computacional (binária). “Traduzir” a linguagem computacional em impulsos e sinais elétricos no cérebro. (Há vários estudos científicos sendo feitos nesta área e com sucesso. Miguel Nicolelis que o diga).
No limite, o que isto significa?
Por exemplo, que o que está na nossa mente poderá passar para um dispositivo portátil (um pen drive, p.ex.). E o que está num dispositivo portátil poderá ir parar na nossa mente.
Mais que isso: poderemos um dia visitar o infinito em expansão da internet (como energia dotada de consciência!?!?).
Mais que isso: com o avanço da clonagem humana, poderemos tranferir nossa memória, emoções e conhecimento para um outro(s) corpo(s).
Mais que isso: seremos imortais!
Quais as implicações morais, filosóficas, sociais, legais e econômicas deste admirável mundo novo?

terça-feira, 29 de maio de 2012

THOUGHT OF THE DAY - PENSAMENTO DO DIA

Every great prophet (Moses, Jesus, Muhammad, even Marx) starts a new ethic, a new farce or a new tyranny! Perhaps, all three things!

Todo grande profeta (Moisés, Jesus, Maomé, mesmo Marx) começa uma nova ética, uma nova farsa ou uma nova tirania! Talvez, todas as três coisas!





Tádzio Nanan

segunda-feira, 28 de maio de 2012

AVANTE MULHER! (por Tádzio Nanan)



Dificílima é a situação da mulher!
Dificílima é a missão histórica e civilizatória da mulher!
Tem de rebelar-se contra as forças universais mais poderosas, se quiser ser verdadeiramente livre, autodeterminada, feliz!


  • rebelar-se contra deus (o deus das religiões monoteístas) que a “fez” subalterna aos homens, cuja missão é a de ser apenas cuidadora, ajudadora. Que fique bem entendido: nobilíssima é tal missão. Mas há várias outras nobres maneiras de o ser humano atuar no mundo, e a mulher é plenamente capaz de todas elas. E mesmo uma nobre missão como a supracitada, quando é torpe imposição, não pode ser bom e útil para ninguém, nem representar o bem, muito menos a Graça Divina; A Bíblia foi escrita por homens, e, pelo que se constata, para o bem tão somente dos próprios homens!
  • rebelar-se contra os homens, que a enxerga apenas como cuidadora deles mesmos, dos filhos, e mantenedoras das famílias, dos lares, também num papel de submissão e subalternidade (levando apenas uma existência privada). Rebelar-se contra os homens que a enxerga a maior parte do tempo como um mero corpo, objeto para seu prazer sexual, recusando-se a entendê-la como o ser complexo que de fato é, de mente sagaz, ricas e variadas emoções e alma profunda e misteriosa;
  • rebelar-se contra o Capital, que a reduz à simples mercadoria, precificada pelas forças da demanda (homens em busca de sexo e nudez) e da oferta (a própria mulher buscando dinheiro, já que no reino do Capital tudo é mediado pelo vil metal – mas ela precisa começar a recusar-se a ser apenas um produto na prateleira). É, paradoxalmente, a mercadoria mais cara e mais barata desta perversa relação social chamada Capital; Para sermos gente de verdade (sobretudo, para a mulher tornar-se “gente” de verdade), e não títeres ou mercadorias, teremos de superar o Capital. É indiscutível.
  • enfim, tem de rebelar-se contra ela mesma, contra o que ela pensa que é para ser outras coisas, contra o que ela pensa que quer para querer outras coisas, contra o que ela pensa que precisa para precisar de outras coisas (ou de muito menos coisas). Tem de se rebelar contra seu próprio corpo, para ser mente e alma. Tem de se rebelar contra o macho, para gozar o sexo em sua plenitude. Tem de se rebelar contra a maternidade para tornar-se mais Mulher. Tem de parar de vender a si mesma, para “fazer” a vida de outra forma (e assim ganhar o mundo).

Pode parecer contraditório, paradoxal, eu sei!
Mas talvez não esteja tão longe assim da verdade!
É a maior luta da história; a luta para podermos inaugurar uma nova história, a verdadeira história!
Que o verdadeiro Deus – o Deus do amor, do perdão, da fraternidade, da paz, da justiça abençoe a nós todos, e, em especial, a mulher! Dela depende o nosso futuro, em todos os sentidos e acepções possíveis!

domingo, 27 de maio de 2012

THOUGHTS OF THE WEEK - PENSAMENTOS DA SEMANA


What if women have to renounce the body to gain the soul?

E se as mulheres tiverem de renunciar ao corpo para ganhar a alma?

*

Idiots see diversity as a problem.
Idiots do not see diversity as it really is: a luxury!

Os idiotas enxergam a diversidade como um problema.
Os idiotas não enxergam a diversidade como ela é realmente: um luxo!





Tádzio Nanan
 

sábado, 26 de maio de 2012

THOUGHTS OF THE WEEK - PENSAMENTOS DA SEMANA


You have at least three major reasons to write (and write a lot!):
your mind;
your heart;
your soul!
Get to work!

Você tem pelo menos três grandes razões para escrever (e escrever um monte!):
sua mente;
seu coração;
sua alma!
Maõs à obra!

*

Accept destiny with dignity: the only thing to do!
Confront the destiny with courage: the only thing to do!

Aceitar o destino com dignidade: a única coisa a fazer!
Enfrentar o destino com coragem: a única coisa a fazer!





Tádzio Nanan

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PENSAMENTO DO DIA


Eu sou um tipo de pessoa fundamental para a humanidade: 
eu meto o nariz onde não sou chamado!!





Tádzio Nanan

IMPROVISO COM ESCALAS MENORES



domingo, 20 de maio de 2012

THOUGHTS OF THE WEEK - PENSAMENTOS DA SEMANA

It's not because an idea is your particular conviction that it is the truth!
Listen to the convictions of others carefully!

Não é porque uma idéia é a sua convicção particular, que é a verdade!
Ouça as convicções dos outros cuidadosamente!

*

It is not enough that we have convictions.
We need to put them to proof!

Não basta que tenhamos convicções.
Precisamos colocá-las à prova!





Tádzio Nanan

sábado, 19 de maio de 2012

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

Your strengths can become weaknesses, depending on how you deal with them.
Your weaknesses can become strengths, depending on how you deal with them.

*

Tuas virtudes podem tornar-se fraquezas, dependendo de como lidas com elas.
Tuas fraquezas podem tornar-se virtudes, dependendo de como lidas com elas.





Tádzio Nanan

sexta-feira, 18 de maio de 2012

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

In the past, the gender issue was a matter of subordination (women subordinate to men).
Today, the gender issue is a source of conflict (women versus men).
What needs to happen in the future: a deep and sincere partnership between women and men, for the development of both, respecting our differences!

*

No passado, a questão de gênero foi uma questão de subordinação (mulheres subordinadas aos homens).
Hoje, a questão de gênero é uma fonte de conflito (mulheres versus homens).
O que precisa acontecer no futuro: uma parceria profunda e sincera entre homens e mulheres, para o desenvolvimento de ambos, respeitando nossas diferenças!





Tádzio Nanan

quinta-feira, 17 de maio de 2012

SITUAÇÃO DA ÁREA DA SAÚDE NO BRASIL



O GASTO COM SAÚDE NO BRASIL, COMO PROPORÇÃO DO ORÇAMENTO, É MENOS DA METADE DA MÉDIA MUNDIAL (E CHEGA A SER INFERIOR À MÉDIA AFRICANA)!

O NÚMERO DE LEITOS HOSPITALARES RELATIVAMENTE À POPULAÇÃO DO PAÍS É TAMBÉM MENOR QUE A MÉDIA MUNDIAL (NO BRASIL ESTE ÍNDICE É MAIS BAIXO QUE EM 80 PAÍSES DO MUNDO)!

O GASTO PER CAPITA TAMBÉM APRESENTA NÚMEROS VEXATÓRIOS, SENDO SIGNIFICATIVAMENTE MENOR QUE A MÉDIA MUNDIAL E VÁRIAS VEZES MENOR QUE OS GASTOS DE ALGUNS PAÍSES EUROPEUS!

NUM UNIVERSO DE 193 PAÍSES PESQUISADOS PELA OMS, SOMOS 1 DOS 30 PAÍSES EM QUE OS GASTOS COM SAÚDE PROVÊM MAIS DO BOLSO DOS CIDADÃOS QUE DAS ESFERAS GOVERNAMENTAIS. DE NOVO, ESTAMOS ABAIXO DA MÉDIA MUNDIAL (NOS PAÍSES RICOS, APENAS UM TERÇO DOS CUSTOS DE SAÚDE SÃO ARCADOS PELOS CIDADÃOS)!


PONTOS POSITIVOS:

OS GASTOS VÊM AUMENTANDO BASTANTE NOS ÚLTIMOS TEMPOS:
  • O GASTO ORÇAMENTÁRIO SUBIU ENTRE 2000 – 2009
  • O GOVERNO TRIPLICOU O GASTO PER CAPITA NESTE PERÍODO


PROPOSTAS:

QUE TAL PAGARMOS JUROS MAIS MÓDICOS SOBRE NOSSA DÍVIDA PÚBLICA (DEIXANDO DE ENRIQUECER OS MAIS RICOS E INVESTINDO NA POPULAÇÃO EM GERAL, SOBRETUDO NAS CRIANÇAS)?

QUE TAL MELHORARMOS A EFICIÊNCIA E A EFICÁCIA DA GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL?

QUE TAL CONTERMOS MAIS OS GASTOS COM AS APOSENTADORIAS DO SETOR PÚBLICO, INSUSTENTÁVEIS ATUARIALMENTE FALANDO, SOBRANDO ASSIM MAIS RECURSOS PÚBLICOS PARA GASTOS SOCIAIS (SAÚDE, EDUCAÇÃO, C&T, ETC)?

QUE TAL COMBATERMOS COM MAIS CORAGEM E EFICÁCIA A CORRUPÇÃO NO SETOR PÚBLICO E PUNIRMOS COM MAIS VIGOR OS CORRUPTORES QUE PROLIFERAM NO SETOR PRIVADO?





Tádzio Nanan
Economista

PENSAMENTO DO DIA

Tornamo-nos homens, erguemos a civilização, cuidando dos mais fracos e frágeis, dos mais desamparados e desprotegidos.
Quando não o fazemos, somos apenas animais, cheios de fúria, libido e más intenções (frequentemente alimentadas por nossa cobiça e vaidade).
Ou seja, quando não cuidamos dos outros (uns dos outros) regredimos à selva, e na selva a lei é a "lex talionis", é o "homo homini lupus", é o estado de natureza e suas funestas consequências .
Você, por exemplo, aceitaria esta regressão civilizatória?
Não? Então cuidemos uns dos outros!





por Tádzio Nanan

PENSAMENTO DO DIA


"O ser humano é uma paixão inútil".
Começo a achar que o único remédio contra a loucura e o desespero é Deus.
Um remédio que podemos escolher tomar conscientemente. Acho que a fé pode vir aos poucos.
E se há um Deus, há Amor. E se há Amor, há Cuidado.
Contra o absurdo da existência, louvado seja Deus!
Com Ele, o maior objetivo de cada indivíduo, de cada sociedade, da própria civilização seria o de cuidarmos de nós mesmos e uns dos outros, sobretudo dos mais frágeis e daqueles que estão em uma situação difícil. A vaidade dissipa-se. O egoísmo dissipa-se. O Bem e o Bom são a meta.
Se não for assim, a vida torna a ser uma paixão inútil e tudo não passa de "som e fúria", um “vale-tudo” onde só os mais fortes e cínicos podem sobreviver, nefanda ideologia conhecida como Darwinismo Social.
E quem além desse tipo odioso de gente quer e pode viver num mundo torpe desses?





Tádzio Nanan

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PENSAMENTO DO DIA

"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".
Portanto, valoriza as coisas simples da vida (singelas e gratuitas pérolas do cotidiano).
Elas são a vida em sua expressão mais pura e verdadeira, e é nestes momentos que podemos ser plenamente felizes, com suavidade, serenidade e sapiência.
O resto é exageração!





Tádzio Nanan

domingo, 13 de maio de 2012

POEMETO PARA A NORMINHA


Em agradecimento ao enorme bem que ela faz a esta família!
Feliz aniversário – 8 de maio
Feliz Dia das Mães – 13 de maio


Com a benigna luz do teu olhar
Desabrolha minha vida em flor
É uma flor mais bela se regada com teu olhar!
É uma flor maior se regada com teu amor!

Com o fulgor do teu sorriso – imortal lar
Ponho-me a lembrar da minha afetuosa infância...
Mãe! Nosso primeiro e derradeiro lar!
Mãe! Nossa primeira e derradeira ânsia!

Guardiã, zelas por teu sobrenome e o nome da tua Casa
Artemisa suave, porém sempre em guarda e alerta
Teus rebentos, teu amor, escondes sob as asas
E se um malfeitor ousa invadir tua casa
No torso do bandido certeiras flechas tu acertas!

No carnaval da vida, tigresa machucando os corações varonis
Beleza superior: rosto clássico, corpo violão; charme e carisma
Que nalguns provocou paixões, noutros invídias e ciúmes vis
E que toda noite faz o romeu Luiz morder sempre a mesma isca!




Tádzio Nanan

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

Obama is not the savior of America.
Much less, the savior of the world.
But he is a thousand times better than his opponent in this new contest for the presidency.
The conservatives of Republican Party have a Neolithic mind.
God save Americans from the medieval prejudice of these people (the gang of Mitt Romney).
God save the world from the belligerent stupidity of these people (the gang of Mitt Romney).
You Americans remember Bush: undue wars, increase in social inequality, the scorn of the world and the loss of international partnerships, poverty, fear, hatred, problems in the health system, etc.
God bless and enlighten the voters of America!
We, the world, want Obama. God bless Obama. God illuminates Obama.
And God bless and enlighten the rest of the world (saving us of the boundless greed of America!).

*

Obama não é o salvador da América.
Muito menos, o salvador do mundo.
Mas ele é mil vezes melhor do que seu adversário nesta nova disputa pela presidência.
Os conservadores do Partido Republicano têm uma mente neolítica.
Deus salve os americanos do preconceito medieval dessas pessoas (a gangue de Mitt Romney).
Deus salve o mundo da estupidez beligerante dessas pessoas (a gangue de Mitt Romney).
Vocês americanos lembrem-se do Bush: guerras indevidas, aumento da desigualdade social, o desprezo do mundo e a perda de parcerias internacionais, a pobreza, o medo, o ódio, problemas no sistema de saúde, etc.
Deus abençoe e ilumine os eleitores da América!

Nós, o mundo, queremos Obama.
Deus abençoe o Obama.
Deus ilumine o Obama.
E Deus abençoe e ilumine o resto do mundo (poupando-nos da ganância sem limites da América!).






Tádzio Nanan

sábado, 12 de maio de 2012

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

Life is too short for you to waste your time with mediocrity!
You should accept nothing but the best!
You should accept nothing but the highest standard!
Don't waste your time with them!
Accept only your own mediocrity! (but only if you have no choice, if you have no means to fight it!).

*

A vida é muito curta para você perder seu tempo com mediocridade!
Você não deve aceitar nada senão o melhor!
Você não deve aceitar nada senão os padrões mais elevados!
Não desperdice seu tempo com ELES!
Aceite apenas sua própria mediocridade! (mas só se você não tiver escolha, se você não tiver os meios necessários para combatê-la!).





Tádzio Nanan

sexta-feira, 11 de maio de 2012

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

Brazil!
The country of carnival!
The country of soccer!
The country of joy!
The country of the future!
The happiest people in the world!
The most peaceful and cordial people in the world!
Congratulations to us!
Now, the truth!
The truth is:
Among 84 countries, Brazil is in seventh position in the murder of women (proportional numbers).
My God, when will we wake up from our stupid blindness?
Brazil, quo vadis?

 *

Brasil!
O país do carnaval!
O país do futebol!
O país da alegria!
O país do futuro!
As pessoas mais felizes do mundo!
As pessoas mais calmas e cordiais do mundo!
Parabéns para nós!
Agora, a verdade!
A verdade é:
Entre 84 países, o Brasil está na sétima posição no assassinato de mulheres (números proporcionais).
Meu Deus, quando vamos acordar de nossa cegueira estúpida?
Brasil, quo vadis?





Tádzio Nanan

domingo, 6 de maio de 2012

THOUGHTS OF THE WEEK - PENSAMENTOS DA SEMANA

I wake up every day for the impossible!
The obvious is just a stupid delusion...

Eu acordo todos os dias para o impossível!
O óbvio é apenas um delírio estúpido ...

*

It's wonderful that people think you are less than you really are.
Thus, you can have the pleasure to disappoint them!

É maravilhoso que as pessoas pensem que você seja menos do que você realmente é.
Assim, você pode ter o enorme prazer de desapontá-los!





Tádzio Nanan

sábado, 5 de maio de 2012

THOUGHT OF THE WEEK - PENSAMENTO DA SEMANA

To live a pleasant life you have to deal with basically three things: fear, boredom, and despair.
There are numerous ways to deal with them: work, sex, consumption, religion, addictions, vanity, friendships, art, knowledge, phisolophy.
The choice is yours! And good luck!

 *

Para viver uma vida agradável você tem que lidar com basicamente três coisas: o medo, o tédio, o desespero.
Há inúmeras maneiras de lidar com eles: trabalho, sexo, consumo, religião, vícios, vaidade, amizades, arte, conhecimento, filosofia.
A escolha é sua! E boa sorte!





Tádzio Nanan